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Sobre julietafalavina

Eu escrevo da minha vida, e agora sobre a minha recuperação da saúde .

O mercado de Sabado 

Hoje não foi um dia típico e estou tão exausta que conto amanhã do princípio. Começo pelo final do dia que foi no mercado de sábado .

O por do sol estava lindo e eu voltava para Mut Mee com o pensamento sobre o tal mercado noturno do sábado. 

Eu disse a Pao, que é mulher do Julian, que nao me lembrava dele. E ela me explicou que era uma nova ideia. E quando disse que estava um pouco cansada ela me disse que acompanharia mais uma vez. Pela manhã tínhamos ido ao Laos e disso conto amanhã.

O mercado se passa na beira do rio. Lá estão as quitandas de frutas, pimentas, peixes, incestos e tudo mais que vc pode imaginar.

Lá estão muitas barraquinhas coloridas de roupas, telas de telefones, IPad, mochi, maquiagens e muito mais. 

Lá está uma banda que acorda em muitos a vontade de dançar. Parecem casais dos anos 60 que dançam um tango asiático de maneira tão alegre e bonita.

É tanta coisa que fiz hoje que nem sei mais explicar. Tento amanhã a contar mais. Do que sei é que é muito bom estar por esses lados.

Mali e a hora de partir.

Meus dias em NK se passam sempre assim: converso com a Thia, Noy, Yong e Man e elas sempre comem umas coisas que não sei o que é e eu sempre experimento.

Hoj eu experimento isso e adorei porque é algumas fruta com Pimenta sal, etc e tal.

Fico sempre olhando para o belo Mekong e é inevitávelmente aqui eu sempre conheço pessoas muito interessantes. Já escrevi muito sobre muitas delas.

Hoje conheci a Mali que é francesa. Filha de espanhóis e que me contou que em 2005 sua filha que agora tem 50 anos decidiu mudar para a Índia. Foi muito estranho para ela porque sua filha nunca tinha tido interesse pela Índia.

Lá foi sua filha no sul de Goa onde me explicou não estão os viajantes jovens e drogados  que ficam no norte. Lá sua filha foi com dois filhos e encontrou um bom lugar de meditação yoga e resolveu mudar-se para lá e 2 meses mais tarde iria Mali mais seus gatos e cachorro. Lá fizeram uma pousada.


Mali tem 75 anos e me contou que detesta o frio portanto metade do ano passa na Ásia e metade no sul da França. Passa pela Mut Mee e acabou de voltar do Laos e está para voltar a França. Ela gosta de dançar e aprendeu a tocar Diltuba na Índia. 


Contou me que tem um dito em Chinês  “com 70 anos você está livre de tudo para colocar uma mala nas costas e cair na estrada” 🙂

Contou-me que sua mãe morreu com 92 anos e que ela sentia que todas as pessoas têm uma missão para fazer para partir livremente.
Sua mãe viu seu cachorro adoecer e concluiu que era egoísmo demais medica-lo o tempo todo e ele viver mal só por ela. Batalhou para encontrar um veterinário que fosse na casa dela e que fizesse à eutanásia enquanto a sua mãe  o segurasse. 

Fiquei tocada por isso porque sempre sinto dó dos bichos que não podem dizer não ao tratamento como eu disse ao meu. 

Mali contou-me que percebia que a mãe estava se despedindo aos poucos. E que no então havia algo que ainda a prendia na terra. Batalhou para descobrir.

Descobriu que o irmão de Mali tinha abusado sexualmente da filha, e como nada começa do nada traçou o caminho e percebeu que seu irmão tinha sido molestado no tempo que estudou com os católicos.

A mãe ficou acabada , ela tão cheia de fé mas eventualmente escreveu uma carta ao filho o perdoando. Amparou sua neta e então partiu da terra aos 92. Não por tristeza mas feliz.

Mali está bem. E é daquelas senhoras felizes, e jamais teria me contado tudo isso se eu não tivesse contado de mim. Se eu não fizesse tantas perguntas. 

E eu fiquei mais uma vez inundada de felicidade mas não vejo mais razão do porque ir a Bangkok. Fico aqui até meu ultimo dia antes de voltar ao Brasil.

Amanhã tem mercado de rua com coisas feitas à mão e vou com a Thia. Para depois de amanhã já tenho um planinho mas depois conto.

Já fiz a minha massagem. E já me deram chá de gengibre conversamos sobre as nossas vidas. 

Já visitei esse mino templo diferente que é do meu lado. 



Já conversei com os senhores do Turuk.

 

Como é bom ficar na beira do Mekong e olhar belas flores no chão. Como é belo quando elas partem assim: tão belas. Como diz a Mali tem o lado bom e ruim do mundo. Não perca tempo no Ruim. Encontre o belo em cada canto.O Reino Unido não partiu com beleza mas se você estiver por aí e puder e quizer ficar procure o belo, ou uma outra experiência. Seja o que for fique do lado do compassivo e do belo.

Hotel da Mali e filha

http://www.goavoyage.in/index.php/en/2-2/

De Volta a Nong Khai

Estou em Nong Khai na Tailândia. Nem sei dizer quantas vezes já vim para cá. De qualquer maneira sei dizer que desde de 2009 me sentia em casa em Nong Khai ou mais especificamente na Mut Mee.

A Mut Mee é de tudo um pouco. Pousada, hotel, yoga, árvores, rede, comunidade, biblioteca, refúgio de tantos. Fica na beira do Mekong, do outro lado você vê o Laos. Vc chega e tem quarto de todos valores. Ganha um livrinho, pega o que quer, escreve o que quer comer coloca na cozinha e quando você vai embora você paga. 

Ninguém fiscaliza nada porque  é baseado na confiança. O Julian é casado com a Pao, um dos proprietários. Ele é meio inglês meio Palestino  e é um grande contador de histórias.  A Pao é Thai e é professora.

Em 2011 eu trabalhei aqui  até quebrar meu pé antes de ir para a Birmânia. Em 2013 eu fiquei mais de mês aqui antes de ficar em coma em Bangkok.

No princípio eu era a típica turista, ou seja em 2009 só conhecia o Julian e os turistas que estavam aqui. Em 2011 quando contei a ele que tinha abandonado meu ex-marido, doutorado, ido para a Índia me apaixonado por um Israelense e tinha mudado com ele para Itália mas me sentia perdida Julian disse que podia vir e trabalhar aqui.

“Eu? Não sei fazer nada Julian.”

” você sabe conversar com qualquer um” 

e assim eu vim para cá e então fiquei amiga das Tailandesas da cozinha, dos turistas, das prostitutad e até do mendigo.

Que trabalho maravilhoso . Ganhava pouquíssimo para ficar amiga dos que chegavam. Eu aprendia das Tai e dos viajantes. 

Sentava todos os diante na frente do Mekong e todos os dias pensava se aquele dia era o mais bonito. A jornada era de 6 horas sentada na frente do Mekong e debaixo das árvores.


Nunca fui muito de comprar roupas ou bagulhos. Eu fazia massagens e me divertia e ia curando aos poucos a minha dúvida existencial.

Portanto não podia vir até a Tailândia dessa vez e não cruzar o país para ver meus amigos. Acordo cedo e vou tendo contínuos encontros. 

Fico desapontada de perceber que só me lembro Ko Pung Ka. (Obrigada). Sawadika . Pego meu livrinho vermelho e escrevo ” não sei falar Thai” e mais um monte de frases. 

Julian me espera chegar ontem no fim da noite  mas tiro fotos hoje. 


Hoje de manha vejo novas funcionárias e de repente Vejo Noy e Tia . E de repente  Mun e Yong!



E vou ficando muito feliz.  Atén a Claire vem me ver.

Resolvo que não vou fazer nada demais. Ouço das novidades de tudo e daqui. Vejo pequenos detalhes.


 Vou antes das 7 ver as massagistas que conheço há anos! Elas me abraçam, me dão chá e dizem que estou muito bem nas pouquíssimas palavras que temos. Rimos, faço massagem e elas me dizem que eu estou calma.

Peço meu adorado Pad Thai


Vejo a Pagoda 


Fico impressionada pelo tanto que a cidade cresceu. Ando na beira do Rio.

Ando no mercado e compro tantas roupas daqui. A mais cara é 12 dólares. A mais barata uns 2 dólares. E são tão mais coloridas que as que se vê em shopping. Eu adoro. 


Minhas amigas Tai me ajudam a por. A tirar as fotos. Eu sento na rede e passo meu dia assim. Num total prazer do fazer tão pouco e trocar tanto de sentimentos sem muitas palavras.

Minha avó já tinha me dito uma vez que ela tinha comprado uma mAla a mais para trazer tudo que trazia da Tailândia e da África e que eu ia ter que fazer o mesmo. 

Não acreditei. Nunca liguei para comprar nada mas dessa vez fico impressionada de perceber que tem milhões de coisas que eu adoro e que sem duvida não só eu comprei mas eu tbm ganhei. Penso  nos meus pais que usam mala de 6 kg para não despachar e não carregar nada.

Fico impressionada de ver como tudo é tão caro no Brasil e aqui é tanta produção que os valores são baixos. Aqui eles amam as cores e eu também.  E eu nao quero comprar mais nada . Já tenho presentes para minha avó, André , minha mãe , netinha  e muitos para mim. Só Deus sabe como eu carrego isso 🙂


Faz calor, deito na rede, tomo café gelado com leite moça e penso 


Como eu amo a Ásia.  

Dizendo adeus a Birmânia 

Como eu posso nao amar esse país? Quando eu saí de Inle eu perdi os meus óculos escuros e fiquei meio Triste porque tinha mudado a lente  e grau dias antes de vir para cá.

Hoje quando estava partindo de Kalaw além de ganhar a minha Tamei, ganhei aulas de como usá-la. Ouvi mil recomendações e na hora de tirar fotos com Yin Yin tirei os meus novos oculos claros. 


E na hora de partir eu experimentei a Tamei e era tanta coisa para guardar que esqueci os meus óculos claros. Mas pelo menos trouxe a minha Tamei de Chan.


Entrei no ônibus e só percebi que tinha esquecido dos óculos quando quis olhar melhor o que estava na estrada. Olhei as minhas duas bolsas e fiz são “longuinho” para eles estarem numa das malas. Não estávam. Na hora que paramos olho a mochila e é claro que não está lá tampouco.

Desisto de ficar triste e penso que essa perda realmente não merece sentimentos reais de perdas reais. Desço e as jovens meninas estão tão intrigadas comigo que começo falar com elas no pouco que sei da língua, mostro fotos e de repente aparece Kaung Myat.

Eu não sabia seu nome mas eu o via todos os dias no hotel.” Vc esqueceu seus óculos”

Ele veio de moto para me devolver. Eu fico mais uma vez estupefata. Fazia quase uma hora que estava na estrada

” como eu te agradeço?”

” não. Nao precisa de jeito nenhum. Por favor não me de nada.”

Eu o abraço e perguntou se pelo menos posso tirar fotos, pergunto seu nome, ele está no face e trocamos contato.


As meninas do ônibus ficam impressionadas também e me oferecem suas frutas. Depois me chamam para almoçar com elas e na hora que vou pagar elas já pagaram tudo. São mais amigas da Birmânia que tenho no face.


Volto ao hotel de Mandalay e marco jantar com Lone Lone e explico  que sou eu quem a convido dessa vez .

Saio correndo para dizer adeus ao senhor Win. Estão lá sentados do lado de fora. Aqui faz um calorão e eu mostro minhas fotos e posso só ficar uma hora e andar de volta ao hotel. E agora tenho 20 minutos para descer e assim vão acabando meus adeus.


Claro que Lone Lone chega no tempo exato e me pergunta oque quero comer. Digo que quero que ela escolha seu lugar favorito e que aceite que dessa vez sou eu quem paga. Ela concorda e subo na sua moto.


Chegamos no lugar moderno e é adorável e Claro me aceita o meu convite mas me dá um presente. Algo de Bagan que ela quer que eu leve para o Brasil.


Já não sei mais o que dizer.
Comemos maravilhosamente. Insisto para que ela pegue o que quiser mas ela apenas come, não toma sobremesa e apenas bebe café. Depois ainda para no espaço que senhor Win tinha sido contra eu ir. Diz que eu devia pelo menos ver de fora.


Vemos os jovens e crianças na rua comendo, brincando e ouvindo música debaixo de tão bela noite e vemos diversos jatos de água colorida.

Quando Lone  Lone me deixa no hotel. E eu agradeço por ela ter sido a minha primeira amiga da Birmânia  eu a abraço. E quando entro no hotel sinto que devia agradecer todos esses meninos. Eu o faço. A noite termina cedo aqui. Na minha mente vão passando todas as pessoas tão incrivelmente generosas que passaram e entraram na minha vida. 

Minha avó tinha medo que me decepcionasse vindo para cá já que eu tinha tentado tanto antes. Já que tinha tanta expectativa. Já que eu saí de um hospital vomitando. Já que qualquer médico teria dito para eu não vir.

Eu vim e cada dia me fez mais grata. Cada dia me fez mais forte. Cada dia foi devolvendo aos poucos a vida, o desejo de viver. Cada segundo foi tão valioso que qualquer palavra diz pouco.

Eu andei de sandalia, de Walking shoes, sapato do Min Min , de chinelo e descalça na lama. Fui picada , sangrei , caí , me esfolei andando mais de 25 km por dia em montanhas mas sempre levantei. 

Teve dor, ardido, mas nenhum sofrimento. Os budistas dizem que a vida é dor mas sofrer é uma opção. Minha avó, não reclama de dores porque diz ela que isso só atrapalha o outro e não resolve nada.

Acho que descobri dessa vez que é por isso que ela vive há quase 92 anos tão bem. Ela vive e por coisas pequenas não dá tanta atenção. 

Estar aqui para mim é isso. A pior coisa foi perder os óculos o resto de micro dores já nem me lembro mais. Amanhã eu parto da Birmânia para  Tailândia  amando a Ásia ainda mais que eu amava antes.

Da última noite em Kalaw

Hoje é uma noite de lua cheia e é minha última noite , dessa vez , aqui. Acabo de voltar da casa do Min Min e estou inundada de felicidade. Faz 3 noites que janto na casa deles.
Ontem levei um presentinho para as crianças, e para a Tara.


 E hoje mesmo antes de eu ir para lá a gerente do hotel me mostra uma Tamei. Eu digo que é linda e ela me surpreende cem  por cento quando me diz que é um presente para mim. Ela que mal me conhecia queria que eu levasse um Tamei desse estado Chan.

Pergunto como faço para pagar e ela insiste que é um presente e é porque ela vê que eu de fato gosto daqui.

Vou jantar na casa do Mim mim de roupas tradicionais e para minha segunda surpresa Tara me dá um lenço. Eu fico tão surpresa que nem sei o que dizer. Ele combina tão bem com a roupa que estou.

Hoje andei mais uma vez com Mim Min e Krishna. Vou apenas porque não queria ficar parada um dia inteiro. Vou porque quero estimula-lo mais. Ou seja vou pela terceira vez ao View Point onde até conheço e sou conhecida pelos donos do lugar.

Virginia vem junto. Para ela é a primeira vez. Ela que é americana mora na ilha de Ko Tao como instrutora de mergulho. Já faz mais de 2 anos que mora por esses lados do mundo. Subimos conversando e andando calmamente e sob tempo maravilhoso. Fico feliz que ela tenha percebido o valor do Min Min.

E tanto ela como eu partimos amanhã. Nós duas voamos para Tailândia. Ela parte de Yangon e eu de Mandalay. Hoje era nossa última noite.

Mim Mim cozinha maravilhosamente mais uma vez, as crianças brincam conosco e dessa vez eles até tocam violão para nós. 

Eu fico verdadeiramente emocionada ouvindo todos cantarem. Krishna e Thutu caminham conosco de volta  para o nosso caminho de hotel. Paro nessa linda Pagoda e eles me ensinam como colocar um véu num pagoda. Paro ali é mais uma vez me emociono. Trouxe ontem uma carta para Leila nessa Pagoda. 

Tudo que penso é que sou muito grata por todas essas pessoas que entraram na minha vida. Tudo que eu espero é trazer o André aqui. Tudo que eu sinto é total gratidão.

Relacionamentos em Kalaw.

Meu dia acabou comigo chegando em casa às 9 da noite. E começou as 7 da manhã então eu entrei em casa pensando que tinha que dividir em várias partes. Ou então não contar tanto. Tento um pouco 🙂

Acordo cedo de manha e não cansada. O dia está lindo. E eu penso “obá hoje andamos mais e vou tomar café da manhã . 

Chego antes das 7 e de repente quem chega é o senhor Japones. Só que dessa vez ele está com outra mulher muito jovem e aquela minha ideia que eram família se desmancha.

Calma, não sou puritana. Quantas vezes vi velhos europeus irem para Tailândia para arrumarem mulheres? Lá, em Isaan, sou até amiga das prostitutas que tem uns 8 maridos europeus que dão 100 euros por mês. E só no mês que vão. E lá eu aprendi que quem fala mal de prostituta não sabe nada da vida da mulher que nasce sem dinheiro, sem apoio de família e que a visão da sexualidade é mais livre e mais presa.

Esse senhor por exemplo é um senhor, como os senhores europeus que vão para o norte da Tailândia. São sozinhos. Não são milionários nos seus países mas o dinheiro deles vale tão mais que aqui compram breves momentos de alegria. Sem duvida há vários tipos de prostituição na Tailândia ( aliás no mundo). Ele me parece o senhor comum alegre , sozinho e numa viagem tipo amor Disney.
Sei que sento do lados deles. Digo bom dia em japonês e em Burmes e ele me mostra fotos da selva e eu mostro às minhas. Falo com todos os garçons e garçonetes. Já comi e é tempo de andar. 

Entreguei meu telefone para os funcionários verem o que vi. E eles adoraram. Viram Bagan e tudo mais. Vim comer e deixei eles livres para verem as fotos que queriam. E é claro eles são como eu que desconheço partes do Brasil, eles desconhecem aqui. Adoraram.

Quando chego no Min Min hoje digo de cara que devíamos ir no View Point que foi o lugar que fui no primeiro dia e chovia com aquele guia advogado. Min Min está com um saco de comida e me diz que hoje vou com o Thutu e com o Krishna e que ele vai cozinhar para nós hoje.

Krishna também é de uma família de Gurka e seu pai de quem me mostra a foto tem 97 anos e está bem. A mãe casou com 14 anos e teve 12 gravidez. Krishna é o filho mais jovem de 30 e de uma vida pelo jeito rica. Ele me conta que a família não pode nem imaginar que ele está trabalhando hoje pela primeira vez comigo. Fala inglês, alemão pouco de tudo.


E hoje eu aprendo dele e do Thutu dos namoros. Krishna me conta que tem uma namorada ha 7 anos e que ela nunca quer casar. Ele dá tudo que ela pede mas ela posterga o casamento. Thutu também me conta que namora há 6 anos e que a namorada também posterga casar.


Não tem jeito, se perguntei na Palestina, pergunto aqui. Como é o nAmoro. E sim esses dois meninos de 26 e 30 são virgens. O namoro é de frases, beijos e presentes. Quanto mais eu escuto mais vai ficando claro que a namorada do Krishna só quer o dinheiro dele. Nao parece ser medo de sexo, ou de ser controlada. Pelo o que ele conta ela só quer presentes materiais e ele só quer casar com ela.

Tudo que Krishna me pergunta é meio dessa paixão. Já Thutu é formado em Pali e budismo e portanto fala comigo de lendas budistas enquanto como comida no restaurante Indiano que na verdade é nepalês 

O dia está maravilhoso e o caminho que fazemos é mil vezes melhor que o do primeiro dia. E quando voltamos é dia de jantar na casa do Min Min.


Tara, mulher do Min Min está lá na casa com as crianças. 


E eu quando estou de volta a cidade convenço uma americana de passear com eles. Explico que eles são muito bons .

Sento com Thutu e Sara para tomar chá. Pergunto o que ela acha da história do Krishna e ela concorda comigo que ele está perdendo tempo. Eles colocavam Tanaka no meu rosto. Tanaka aprendo é uma madeira de uma árvore. Colocam num tipo de prato com azeite e esfregamos a madeira no azeite. Depois coloca no nosso rosto

Tara conheceu o Min Min na Tailândia quando os dois trabalhavam lá . Tem dois filhos com o uso da medicina para protecão. “Dois é mais do que o suficiente.”

Min Min cozinha para todos nós. E sentamos no chão e aprendo lavar a mão. Comer com a mão e me deliciar. Thutu faz um teatro de tudo que se faz com o Long Ji. MIn Min mostra tudo que se faz com uma Tamei. E de fato é absolutamente tudo. 

Depois eles mostram as lutas que faziam como criança. Os jogos. E é difícil de explicar mas são muito divertidos.  Falta um pouco de luz na pequena casa onde moram Tara, Min Min os filhos Djalma de 7 anos e Kamol de 2.  E Thuthu e Krishna. E que dia maravilhoso.

Meu dia acabou comigo chegando em casa às 9 da noite. E começou as 7 da manhã então eu entrei em casa pensando que tinha que dividir em várias partes. Ou então não contar tanto. Tento um pouco 🙂

O que sei é que eles sabem dos japoneses que vem aqui atrás de mulher e sabem que é pelo dinheiro. Sei que são românticos.  Aprendo que na verdade aqui não há tanta mixigenaçao de populaçoes. Acham que os Nepaleses têm que casar com Nepaleses. Nascem aqui mas se sentem ainda Gurka. 

O budismo dos nepalês é muito povoado por hindu. Krishna fala que é cristão mesmo falando de budismo. Thuthu que é de Burma mesmo é o que menos liga apenas de ter estudado Pali. Que dia simples e complicado. Que dia maravilhoso. 

 

.

Caminhando a volta de Kalaw

Coloco todas as minhas coisas para lavar e quando vou tomar café
vejo que o dia está maravilhoso. Corro de volta para pegar meu short sujo mesmo e vou procurar o Min Min.

Encontro o Thutu e então acho que dessa vez seremos só nós dois. Não ligo muito e começamos a andar. Thutu fala pouco de inglês mas eu o incentivo e de repente estamos na casa do Min Min.

Conheço sua mulher Tara, e seu pequeno filho e eles me oferecem café. Tomo chá porque já tomei café da manhã e eu estou de chinelo porque o meu sapato tinha me Machucado.

Min Min me pergunta se quero fazer uma caminha exploratoria. Concordo e ele me diz para usar um sapato dele. E não é que uso e é um tênis muito melhor que o que tinha?

Andamos pelas montanhas de Chan. Subindo e descendo. Ele me diz que não sabe o caminho. E é maravilhoso. Andamos no meio da floresta, passamos por plantações e eu vou treinando o Thutu a falar inglês.

Paramos num vilarejo Palauoom e eu conheço uma senhora de lá incrível. Aprendo a falar obrigada na língua deles. Mostro fotos do André, da minha avó e dos meus pais e de Ubatuba. Tiramos fofos e tomo café e chá no mercado deles. 


Andamos tanto hoje. Muito mais do que no dia da caverna que o Thutu me conta tinha de área 330 km. Fico sabendo tudo da vida dele. Seus pais moram em Yangon e seu irmão mais velhos trabalha na Korea. Sua namorada está em Singapura. 

Andamos mais de 25 kms subindo e descendo as montanhas. Passamos por selva, por vilarejos e até estrada. Fez calor e chuva e foi incrível.

Cheguei agora e apesar de ter andado das 8 às 4:20. Dessa vez andamos muito mais e não me cansei nada. Paramos só uma vez. Andamos e falamos e me senti feliz de perceber que Thutu ganhava tanta confiança que ele que mal falava me conta muito da sua vida.


Seus pais queriam que ele estivesse trabalhando e ganhando mais dinheiro como os irmãos. Ele tinha estudado línguas e budismo. Sua namorada é química. O processo do namoro começa por pedir o nome. Ela recusa e depois dá. Faz 6 anos que estão juntos. E ela está desde de abril em Singapura e volta em janeiro. Eles se falam pela internet.

Pergunto se gosta do seu trabalho e ele me diz que adora. Seus pais não entendem mas para ele é muito bom andar e estar no meio da natureza. É mais importante que ganhar dinheiro.

Amanhã se o tempo estiver bom como hoje andamos de novo, se não depois de amanhã . Eu adoro meus amigos daqui 🙂 E já sei que tem que pagar aluguel do pequeno escritório July 7. Abriram em março e dependem de turistas.
Se vierem os procurem:

Facebook mister min min’s trekking tour

Site misterminmin.wordpress.com

Meu unico dia de Inle Lake que vira volta

Hoje pela primeira vez faltou Luz logo as seis da manhã. Tinha Lido sobre isso antes de vir para Birmania e não é que quando fui ver a maravilhosa doutora Euthymia numa quarta disse que tudo já estava pronto e me dei conta que faltava uma lanterna e então ela me deu um presente incrível! Uma lanterninha pequena que não precisa de tomada, de bateria, ela carrega com você virando a manivela. Eu achei um presente incrível. Hoje eu acho ele maravilhoso! Sem ele perderia meu horário das 6 da manhã .

O meu horário foi exato mas a moça do hotel tinha esquecido. Chamou o barco e lá fomos lá para o Inle Lake. Eu amparada de casaco, de guarda chuva e o moço do barco me dá uma capa de plástico. Tenho que abaixar minha cabeça para não levar muita água na cara.

Eu não ligo para chuva quando estou andando mas sentada no barco e a água e o vento vão batendo e vai dando um frio que acho melhor voltar. O coitado do guia diz para ir mais e eu não tenho coragem de dizer não.

Quando é tanta água caindo do plástico resolvo dizer para voltarmos. Digo que não é culpa dele. Prefiro não ficar resfriada. E ele me diz que me traz de volta depois.

Penso no meu pai dizendo que não gostou de Porto pois choveu mas quando voltou com sol gostou. Chego no hotel e resolvo que na verdade o que quero mesmo é voltar para Kalaw. Peço uma passagem.

Durmo umas duas horas e acordo com sol mas não tira minha vontade de voltar a Kalaw. Faço meu check out e venho almoçar no restaurante do hotel caro.


Que comida maravilhosa. Os aperitivos são de quatro tipos e com molhos cheios de tempero. Vou copiar minha refeição:
1: Appetizer

Rice Crackers with tomato salsa

Tofu fritters with deep soya

Shan Cheese roll with green salad

Roasted peanut with leak root crisp

2: Main dish

Avocado salad with mint and pepper

Salad of Shan Asparagus with stone flower Mushroom 

Diced tofu in tomato sauce

Stir-fried seasonal vegetable with soya

Creamy Butterfly Bean Soup

Kneaded Shan rice


Dessert

Pumpkin custard with strawberry sauce


Acreditem que tirando o Tofu e a sopa o resto todo eu comi. Os dois primeiros experimentei mas não comi todo.

A comida estava maravilhosa. E eu vestida de Tamei. E agora me falta uma hora de espera.

Graças a essa comida volto um dia nessa cidade quando o André vier. E seguirei as palavras do meu pai. Na época do bom tempo garantido.

O que mais gostei de ir a Inle foi a Estrada e as pessoas. A comida foi ótima mas a estrada é linda porque nela se vê de tudo. Toda verde. De pequenos vilarejos. De pagodas. E claro por onde passaram os ingleses tem trem. 

 E apesar do desperdício de dinheiro, e de ser tão turística na hora de ir embora eu já tava tão boa em falar micro palavras na lingua local que eles me respondem em Burmes e eu é claro rio porque eles me entendem e eu tenho que descobrir na adivinhação.

Ganhei carona até a rodoviária de um senhor. Lá fiquei amiga da vendedora. E quando perdi a minha passagem me falaram que não tinha problema. E mais uma vez estou sentada na frente do ônibus. E já tive micro conversas com os locais na língua deles. Eles riem de ver meu esforço. E realmente me entendem porque quando peço água eles me dão 🙂

O ônibus para e todo o meu treino faz a senhora do lado me chamar para descer. Os europeus que estão no ônibus não sabem se estão no ônibus certo. Tento perguntar e eles ficam meio cheio de preconceitos, desconsideram as pessoas que estão tentando ajudar. Depois de eu descobrir para eles fico impressionada que nem se quer agradecem os locais. 

Então como fico falando com os locais na hora que o ônibus para  e me chamam para descer vou. Vamos juntas, as mulheres ao banheiro, e na saída estão me esperando. Convidam-me para tomar o famoso chá que é de graça. E o senhor do meu lado me oferece a fruta quê comprou. Não tenho fome mas não posso dizer não. aceito.

É um casal do meu lado que me oferece essa fruta. E quando acabo de comer pergunto o que fazer com o caroço e não é que além de água nesse ônibus tem pequenos sacos de lixo. Realmente o que faz valer a pena essa viagem é a estrada cheia de pessoas daqui que são encantadoras.

E acabo de chegar em Kalaw e todos me dizem ” seja bem vinda”. E eu digo a verdade que adoro essa cidade. ” É a sua casa aqui.” Como é bom ter portos pelo mundo. Nong Khai é um, e Kalaw é o novo 🙂

Agora vou lá ver o Min Min 🙂

De Kalaw a Inle Lake.

Minha avó Lucia sempre diz que meu avô José Luís (que era professor da Poli) dizia que ela era burguesa e rotineira. E quando pergunto a ela o que ele achava dele mesmo ela hesita e acaba dizendo acho que “real e nao rotineiro”. Aparentemente meu avo era também muito pessimista.

Hoje quando me arrumava para partir faço tudo tão cedo que estou mais pontual que minha avó e portanto tenho tempo de café da manhã e até almoço. E me percebo na minha total falta de rotina sou rotineira. O primeiro restaurante que fui é o mesmo que voltei nos outros  5 dias. Percebo também que gosto muito de voltar no mesmo lugar.

Meu livrinho vermelho é conhecido por todos e é um baú incompreensível para outrem. Mas lá tem tudo que vou aprendendo. Por exemplo aprendi que se diz “naná me Julieta ” mas o min min me explicou que isso só se diz para pessoas da mesma idade ou crianças. Para eu ser educada devo dizer aos mais velhos “Djamá namê Julieta”

E não é que quando eu tiro o meu livrinho para dizer “Mingalaba” eu digo “Djama name Julieta” e a dona do restaurante fica encantada. Ela sabe que eu anoto tudo. Ela sabe que eu aprendi mais. E claro ela também me conhece de tantos dias e traz de repente Pimenta torrada com sal.
“É um presente”. 

Eu fico encantada. Faz dias que vou lá e ela sabe que eu adoro a banana. E ela sabe que eu adoro pimenta e me dá de presente algo que nem se quer está no cardápio. Algo que é dado de bondade , de atenção total. Como vou sentir falta daqui.

Estou no ônibus para Inlelake e junto com o adeus vem a felicidade de ver o novo. O ônibus é dessa vez confortabilíssimo. E a estrada é linda. 

Buzinas não param nunca e sentando na frente você vê que é para o motorista alertar as pessoas de moto. Quantas montanhas e laguinhos e pagodas.

Assim que chegamos a região de Inle Lake temos que pagar uns 13 dólares para entrar. Entro e desço do ônibus e digo Mingalaba a todos os guias de hotel e ando sozinha. Entro num hotel bem simples. Nele tem milhões de jovens  turistas vendo TV. 

Eu que já sei me apresentar, falar que falo pouquinho, cumprimentar impressiono as pessoas locais. Fica bem óbvio que no hotel estão aqueles tais turistas que passam correndo e no máximo aprendem a dizer Mingalaba.

Saio para andar e fico impressionada que tantos ficam nas cadeiras onde está a TV e onde a internet é melhor. Eu pego meu guarda-chuva e saio para andar. Depois de andar 10 horas ontem ficar parada um dia inteiro é demais. 

A cidade é claramente turística. Conheço o hotel mais bonito que custa 75 dólares e acho caro demais para ficar parado. Já reservei o meu passeio de barco para amanhã.


Já fui a muitas lojas e aqui todos os preços são em dólares. Todas as pessoas falam com vc em inglês e quando falo com elas na língua local se espantam. Me dá um certo desânimo.

Vou ao belo hotel para pelo menos comer. O gerente é suíço. O barman é local e me dá uma aula quando pergunto o que se passou quando os ingleses foram embora.
Em 1948 tomou poder o Unuk que era o primeiro ministro. Do lado da Índia, diz ele, vinha à influência da democracia, e do lado da China vinha o socialismo. Muitos estados querem virar independente e Unuk não dá conta.

Então em 58 o General Niwin toma o poder para o país não se partir. Em 62 esse General anuncia que não aceitam socialismo nem partições .

Em 1988 o General Sómó toma poder, depois em 1992 General Their Seir e apenas em 2010 que entra Thein Sein que depois é eleito.

Fico impressionada ouvindo o barman falar que graças a estes generais ( com nomes escritos como os entendo) é que o país se manteve junto e não comunista. 

Pergunto a ele se ele sente falta da Junta, o que tá claro para mim, mas ele como se espera diz que para ele é indiferente que governo está em poder. Conta que a eleição de Tinkyaw foi em 2015 e tomou poder agora em 2016.

Como no restaurante doces maravilhosos. Conheço duas Thais muito simpáticas e volto andando quando já é a noite.

Vamos ver como é o dia de amanhã. Por hoje já sinto falta de Kalaw. Amanhã saberei mais :)Não tem jeito minha avó sem fazer esforço me fez pontual, sem querer meio rotineira,e até meio burguesinha e como meu avô bem desorganizada. 

Min Min e o mistério da Caverna

Acordo e ligo para o cocoru ( que é o apelido que inventei para o André) e lá faz sol em Lima, falamos enquanto o sol se põe lá e aparece aqui. Incrível mesmo. Tanto lá como aqui tivemos um dia de sol.

As 8 da manha vou encontrar o meu novo guia. Ontem tinha tido a impressão que ele não sabia muito inglês mas não liguei muito. Que emoção enorme de ver o sol no céu. 

Chego lá e vejo Tahtu e para minha total surpresa seremos 3. Não, não havia mais um viajante, havia mais um Guia Min Min. 
De cara dizem que levam a minha mala. E eu digo que não é necessário ta leve. E então começamos a nossa caminhada.

Min Min falava super bem inglês e vai me explicando de todas as plantas que vemos. Tecnicamente era para irmos ver uma caverna budista mas de repente estamos no meio de muitas plantações. 

Eu fico encantada e nem pergunto nada de destino. Pergunto do que vejo. Vemos arroz, cenoura, barata, couve flor, tomate, manga, e mais um milhão de coisas.Min Min me conta que a população que vemos é Danu. Falo com as mulheres, tiro fotos e glaro pergunto ao Min Min oque ele acha do governo. 

“É muito no começo para falar. O que já dá para perceber é que cria novos impostos e taxas, cria uma divisão enorme de ricos e pobres e que é bom os para banqueiros”

Fico impressionada pelo comum que isso é no mundo. Pergunto a Min Min como é que ele fala tão bem inglês e ele me diz que trabalhou 18 anos com turistas.

Conto que amo a Ásia e ele me diz para eu descobrir de onde vinha a família do seu avô.India? China, Bangladesh? Tailândia, Laos, Camboja, Paquistão, Butao, Malásia, Indonesia, Singapura , Japão. E tudo é não 

Não sei mais o que falar e de repente sou inundada de emoção. No nosso casamento no ano passado eu e André escolhemos como presente doações para o Nepal. 

Nepal?

E sim ele é neto de nepalês e isso não é o mais surpreendente, pergunto como é como é que ele veio parar aqui.

” Meu avô era Gurka”

Para quem não sabe, a Inglaterra contrata nepaleses fortíssimos para serem parte do exército inglês. Pois bem, durante o império inglês por esses lados seu avô virou soldado e foi transferido para cá.

Com o final da colonização Britânica os Gurkas tinham a opção de voltar ao Nepal, ficar, ou continuar Gurka para os britânicos. Seu avô ficou e se juntou ao exército da Birmânia. Isto feito antes de 88.

Min Min tem 29 anos. Tem dois filhos e depois de 18 anos como guia começou em março a sua empresa de turismo. Ou seja, ele está ali treinando Tahtu. Ele não falava inglês mas faço tudo para e tende-lo. Faz 3 meses que ele começou a ser guia. Quero que ele se anime e eles são muito legais.

Portanto deles ainda aprendi mais. São 7 Estados. Cachin, Cayá, Cayin, Muun, Tchin, Rakai e Chan.
Burma ele me explicou é o nome que os ingleses colocaram. Na língua deles era mais Bámar.
Subimos montanhas e descemos e subimos e de repente vejo uma Pagoda imagino que seja ali.

.Miemathi é o vilarejo. E eu vou olhando e achamos o restaurante. Comemos , tomamos chás e então como estamos para entrar eu tiro sapato. Eu ainda não sabia oque se passaria. 

De repente estamos descendo e estamos entrando numa caverna. Bagan me emocionou mas essas caverna muito mais. Conforme você vai entrando são budas e mais budas. Dentro de caverna estalagmites, e você vai dando voltas e de repente vejo duas pessoas sentarem. Sento e fecho meu olho. Antes de pensar um mantra ouço um cantito de um mantra da voz de uma mulher. Fico em silêncio e lágrimas saem dos meus olhos. Fico ali apenas ouvindo. Em pura paz. Quando ela termina ouço a voz de um homem. Sinto me tão em paz.

Min me ensina que na tradição Mahayana devo tocar o “sino” sete vezes. Ali fica claro para mim que no momento que ele tinha dito que era Mahayana e não Theravada que não era exatamente daqui. Fico tão grata. Eu respeito todas as religiões. Mas dentro da tradição Budista os Tibetanos estão dentro da tradição Mahayana.

Andamos das 8 às 6. Andamos mais de 21 km. E como foi prazeroso. Tanto eu aprendi. Min Min ainda me convidou para jantar com sua mulher e seus filhos na casa deles e eu aceitei.

Uma chuva apareceu um pouquinho e eu tirei meu sapato e fiquei imunda. Depois de andar 10 horas achei melhor vir aqui e escrever, dormir e que esse maravilhoso convite ficasse marcado para a volta. Amanhã, dia 14, vou para Inle Lake mas já gosto tanto desses meus dois novos guias que vou e volto antes de voltar a Mandalay afinal em Kalaw já me sinto em casa.
O difícil de viajar assim é que se faz amigos. Tenho que voltar aqui para vê-los, para Mandalay para ver senhor Win e Lone Lone.  E dentro de você saudade não de momentos mas de pessoas. Então no 21 volto para Nong Kai fronteira Laos con Tailândia para ver meus amigos. 

Ps: 

1 . A lingua é diferente. Eu escrevo com acentos e letras de português.
2. Eu consegui escrever todos os dias. Para ver os outros é só entrar no início 🙂