Mali e a hora de partir.

Meus dias em NK se passam sempre assim: converso com a Thia, Noy, Yong e Man e elas sempre comem umas coisas que não sei o que é e eu sempre experimento.

Hoj eu experimento isso e adorei porque é algumas fruta com Pimenta sal, etc e tal.

Fico sempre olhando para o belo Mekong e é inevitávelmente aqui eu sempre conheço pessoas muito interessantes. Já escrevi muito sobre muitas delas.

Hoje conheci a Mali que é francesa. Filha de espanhóis e que me contou que em 2005 sua filha que agora tem 50 anos decidiu mudar para a Índia. Foi muito estranho para ela porque sua filha nunca tinha tido interesse pela Índia.

Lá foi sua filha no sul de Goa onde me explicou não estão os viajantes jovens e drogados  que ficam no norte. Lá sua filha foi com dois filhos e encontrou um bom lugar de meditação yoga e resolveu mudar-se para lá e 2 meses mais tarde iria Mali mais seus gatos e cachorro. Lá fizeram uma pousada.


Mali tem 75 anos e me contou que detesta o frio portanto metade do ano passa na Ásia e metade no sul da França. Passa pela Mut Mee e acabou de voltar do Laos e está para voltar a França. Ela gosta de dançar e aprendeu a tocar Diltuba na Índia. 


Contou me que tem um dito em Chinês  “com 70 anos você está livre de tudo para colocar uma mala nas costas e cair na estrada” 🙂

Contou-me que sua mãe morreu com 92 anos e que ela sentia que todas as pessoas têm uma missão para fazer para partir livremente.
Sua mãe viu seu cachorro adoecer e concluiu que era egoísmo demais medica-lo o tempo todo e ele viver mal só por ela. Batalhou para encontrar um veterinário que fosse na casa dela e que fizesse à eutanásia enquanto a sua mãe  o segurasse. 

Fiquei tocada por isso porque sempre sinto dó dos bichos que não podem dizer não ao tratamento como eu disse ao meu. 

Mali contou-me que percebia que a mãe estava se despedindo aos poucos. E que no então havia algo que ainda a prendia na terra. Batalhou para descobrir.

Descobriu que o irmão de Mali tinha abusado sexualmente da filha, e como nada começa do nada traçou o caminho e percebeu que seu irmão tinha sido molestado no tempo que estudou com os católicos.

A mãe ficou acabada , ela tão cheia de fé mas eventualmente escreveu uma carta ao filho o perdoando. Amparou sua neta e então partiu da terra aos 92. Não por tristeza mas feliz.

Mali está bem. E é daquelas senhoras felizes, e jamais teria me contado tudo isso se eu não tivesse contado de mim. Se eu não fizesse tantas perguntas. 

E eu fiquei mais uma vez inundada de felicidade mas não vejo mais razão do porque ir a Bangkok. Fico aqui até meu ultimo dia antes de voltar ao Brasil.

Amanhã tem mercado de rua com coisas feitas à mão e vou com a Thia. Para depois de amanhã já tenho um planinho mas depois conto.

Já fiz a minha massagem. E já me deram chá de gengibre conversamos sobre as nossas vidas. 

Já visitei esse mino templo diferente que é do meu lado. 



Já conversei com os senhores do Turuk.

 

Como é bom ficar na beira do Mekong e olhar belas flores no chão. Como é belo quando elas partem assim: tão belas. Como diz a Mali tem o lado bom e ruim do mundo. Não perca tempo no Ruim. Encontre o belo em cada canto.O Reino Unido não partiu com beleza mas se você estiver por aí e puder e quizer ficar procure o belo, ou uma outra experiência. Seja o que for fique do lado do compassivo e do belo.

Hotel da Mali e filha

http://www.goavoyage.in/index.php/en/2-2/

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