Nossos caminhos é impertinente.

É incrível como eu fiquei tão emocionada de conseguir vir sozinha ao Mexico. Fiquei feliz só de chegar e encontra a minha amiga Alondra e poder de passar tempo com ela. Já Alondra, já tinha planos de fazer muitas coisas pelo Mexico. No dia que cheguei ela já me disse para ir a um Museus, falou de bairros e eu tinha que explicar das minhas falhas. Ela até lembrava que na Inglaterra eu era vegetariana, Alondra pensava de onde iria comer,  pensando onde devíamos comer no Mexico. Ela falou de Museus, de cidades, viagens, festas, essas e eu ainda  falava das minhas fraquezas.

Quantas vezes tinha que dizer que nunca vou lembrar dos nomes de bairros, de casas, de nomes das pessoas. Eu preocupada de decepcionada minha amiga, de não ser capaz de fazer as mesnas coisas do passado.  Ela preocupada de eu não estar feliz, ou se eu não estava bem.

No primeiro segundo ela já começou a entender. Ela acordava cedo para fazer ginastica e eu dormia. Andávamos e eu não lembrava os nomes dos lugares. Lembrei dos seus pais que não via havia mais de 15 anos. Comemos em restaurantes, na casa deles e eu um dia andei muito e disse que precisava sentar, não era capaz. Alondra com a paciência total parou de pensar que eu não dava valor, sabia que eu fazia o que era possível.

Um dia ela foi trabalhar e eu descansei e consegui achar o lugar vegetariano que tinha comido. Fui sozinha e  consegui achar e voltar. Esse micro fato me toca.  Quem já perdeu capacidades se sente feliz por pequenos atos.

No outro dia quando vamos achar um café, que minha amiga queria me mostrar, andamos e eu ficava exausta. Tinha que dizer que precisava parar para descansar no caminho. Quando chegávamos lá num lugar do cafe e da literatura fechava em 15 minutos. Minha amiga triste e eu feliz de tomar o café naquele lugar. Rimos e tiramos foto e tomamos um Uber e voltamos para casa. 

Depois no outro dia, num outro lufar de café conhecei a Adriana. Eu em poucos tempo senti que ela se sentia sozinha. Viramos amigas. E ela me contou das perdas econômicas, desemprego, separações e me conta pelo whats que tinha entrevista. Eu desejei sorte.. Só de eu dizer boa sorte. Só de te-la reconhecido como uma tristeza interna nos nossos cafés , ela virou minha amiga. Quando ela me contou que ganhou o trabalho fiquei feliz. Contei a ela que eu tinha quebrado o meu telefone aqui no Mexico. Contei que Alondra no trabalho e eu sabia que não ia achar o lugar.  Só de dizer a Adriana disse que podia vir e me ajudar.. 

Achei que ela era vizinha, de perto mas era é de outro bairro e pegou um transito enorme, e eu que nunca imaginei que iria pegar transito de ônibus para me ajudar a ir onde consertar o telefone. Eu a tinha conhececido havia dois dias. 

Nós fomos e vi que demoraria tanto para consertar então fomos comer e eu a levei ao Vegetariano e ela aceitou mas quando fui pagar ela não aceitou o convite de gratidão. Me toca demais. A tarde passou e Alondra nos encontrou num outro bairro pro café. Me tocou esse dia. Ela não me ajudou por dinheiro, nem por estar perto, simplesmente de ter conversado muito com ela. Isso no mundo sempre me toca.

De repente o pai da Alondra nos convidou para ir num lugar de uma montanha. A cidade se chama Tepoztlan. Alondra e eu tomamos um ônibus e quando chegamos lá o pai dela nos levou num lugar para comer, beber vinho e nos contou de que subir a montanha Tepozteco era muito incrível por sua energia. 

Eu que amava no passado subir montanhas pensei que era impossível eu conseguir mas lembrei das minhas ultimas palavras do meus post. Naoko que leu e disse “Julieta.  Parabéns. Esperança é a ultima que morre ”
Naoko que tem 83 anos e sempre me surpreende Ela também me fez lembrar  do Taoismo. Eu que amava o Taoismo. Naoko de família do Japão e o Tao da China e eu me lembrei de pensar  possível e que eu iria conseguir.

Fui lá hoje. Devagar e com a minha grande amida que já sabe das minhas incapacidades resolvi ir e sempre sentava. Alondra sempre dizia quando quiser desistir me conta. Quando quiser para, .paramos.  Se desistir não há problema. 

Eu que durmo tanto acordei cedo e fui. Aos poucos eu ia lembrando como ouvia dos Tibetanos e Nepaleses que a montanha é sagrada. Eu que me declarava sempre agnóstica, fui num mantra de Tara. Isso sempre foi na minha cabeça. Fui indo e sentando e Alondra sempre sem nenhuma pressa. Víamos os que corriam, víamos os que iam devagar. No principio e pelo caminho as pessoas passavam por nós. 

Eu ficava tocada andando. Lembrando que subir achava mais fácil. Às vezes ficava exausta e sentava. Quando chegamos ao lugar que precisa pagar para ir ao topo, tinha um senhor. Resolvi falar com o senhor. 

Perguntei a ele o  dele o que representava. O senhor me disse que depende do meu pensamento. Perguntei a ele o que significava a ele e ele me contou o mesmo que eu tinha aprendido na Ásia, que a montanha é sagrada. Esse senhor se tocou e me disse que eu já sinto que devo pedir permissão à natureza e dar o valor interno. Me senti quase budista e sentia que ele me falou porque viu que para mim era incrível e ele quis me contar de sua tradição. Subi e nem segui o guia, e subi e senti e olhei para a natureza. 

Me passou muitas pessoas pela minha cabeça . Vieram tantos sentimentos. Tantass pessoas na minha mente. Uma compaixão enorme de até me lembrar que temos que aceitar os nossos limites e dos outros. Fiquei um tempo e quando desci, quis falar com o senhor.

Contei alguns sentimentos e ele me pediu um segundo e tocou na minha e eu fiquei em silencio. Fiquei tocada senti uma energia. Senti coisas que me tocaram demais. Senti como se ele tinha visto que eu buscava a base da sua tradição.

O ser humano me toca. Nossos erros são enormes. Nessa montanha olhei para a natureza . A cidade, os voos de um bixo. Ouvia tanto da natureza. Vi os que subiam como um esporte, via os que subiam com cachorros, via os que aquilo não significava nada. Para mim foi incrível. 

Um incrivel não era apenas conseguir subir. O incrível é aceitar as nossas falhas e nunca perder nossas esperanças de nós mesmos. O incrível é ver que minha amiga fez o melhor para mim e quando estamos presentes nos conhecemos melhor. 

Quanta gratidão tenho a Alondra. Essa presença profunda me toca demais. O melhor de tudo isso é a nossa paciência, nos ser estar presente.

Como é maravilhoso estarmos presentes. E essa impermanência da vida vai sempre me lembrar do Lama Lobsang que  já morreu e era Monge do Tibete. Ele morava na Inglaterra quando eu, e Alondra morávamos juntas. Lama Lobsang ia a nossa casa e eu a dele. Se aprendi tanto do Budismos era pelo Lama Lobsang que se tornou um grande amigo. Aprendi tanto dele como tendo visto  Dalai Lama,  Karmapa e outros monges nenhum deles pedia para nos mudar o nosso caminho. Nos faz entender o que é   a impermanência, paciência e  a compaixão. Todos esses dias passou por tudo isso .

Não devemos ignorar nossas perdas, mas Nunca devemos perder nossa esperança.

Minha avó aprendeu a mentir porque detestava sua aula de piano. Me conta que ia na casa de sua avó pelo caminho do sol. Reclamava do calor e de que se sentia mal. Sua avó (minha trisavó) achava que devia ser uma febre. Melhor era cancelar a aula de piano. Minha avó contava que sua descansava de 1 hora, e então se sentia melhor. Sempre rio que minha avó diz que aprendeu a mentir pelo Piano.

Eu detesto mentiras. Sou brava, acho injusto não dizer a verdade para ser educado, mas eu na minha primeira viagem ao México menti.

Depois de dois comas, que minha avó diz que são queridos, eu vim sozinha visitar uma amiga, Alondra que estufava comigo nos EUA. Ela me visitou quando estudei política internacional na Holanda, morou comigo em Londres e veio no meu casamento no Brasil. Eu devia minha visita.

Confesso que tinha meio medo de ir sozinha. Eu que viajei mil vezes sozinha pelo Brasil, pela Ásia, Europa, América Latina, Palestina, Israel, África, dessa vez fique com medo.

Há um orgulho desse lado. Eu no Aeroporto de São Paulo quando disse tchau ao André me dei conta que não sei mais como é viajar.

Cruzei o portão e nem lembrava de nem como eu fazia para achar o lugar da Latam que vinha ao México. Deu vontade de voltar a São Paulo. Senti que não era mais capaz.

Mas lembrei que eu sei é de falar com as pessoas. Fui olhar as pessoas e vi uma criança olhando o lugar onde se mostra rapidamente todos os voos.

Pedi a um menino de uns 5 anos se podia me contar o número do que ia ao México. Ele me ensinou e eu fui ao banheiro, e quando sai esqueci o número. Fui olhar de novo na velocidade que se muda os voos eu pensei mais uma vez que não sou capaz. Mas olhei e achei o número.

Andei e não achava o número. Mais uma vez pensei que eu olhei errado e não sou capaz. Mas vi pessoas descendo e lembrei que há lugares para embarcar também no andar de baixo. Desci e achei o voo. Fiquei na fila e quando fui falar para mulher que tinha tantas perguntas menti.

Disse a ela que era meu primeiro voo. Não sabia como funcionava. Ela ficou tocada. Não expliquei do que minha avó chamada de coma querido, só disse que eu não sabia muito como funcionava. Ela me ajudou muito.

Quando entrei no avião e já sabia o número, fui sentar e sabia que era por fora para ver a lua. Quando chequei havia uma senhora no meu lugar. Fiquei quieta e a trabalhadora do voo me perguntou, mostrou e ela disse a senhora que era ao meu lugar.

Ela ficou infeliz. Eu ponderei, eu sabia. Eu que escolhi, mas pensei, que bobagem. Disse a senhora que se queria ficar em meu lugar não havia problema. Ela aceitou.

Ela na frente da lua, eu do lado e atravessando estava seu filho. Chegou a senhora com os papeis para preencher para dar no Mexico. Eu tinha esquecido sobre isso. Não tinha caneta e contei a senhora das minhas falhas e contei do meu coma dos meus erros enormes.

Ela me contou que ela também tinha esquecido e pedimos canetas. Estava eu pondo endereço da Alondra e eu ri e contei das minhas falhas e essa senhora for me contando das operações e me chamou de uma Lutadora. Eu sei que ela que corre, luta boxe, etc. Era um alto elogio, eu ri.

Pedi ajuda ao seu filho que completou os nossos erros. Me tocou porque na nossa humildade aprendemos a verdade das nossas fraquezas e capacidade de ganhar e voltar.

Ontem uma amiga que eu não me lembrava quem era me mandou mensagem, Elisa. Alondra achou que fez faculdade conosco nos EUA, e eu era amiga dela e ela era do Brasil.

Mandei uma mensagem perguntando como nos conhecemos. Ela me contou que ela era do Rio e que eu ajudei muito quando ela chegou em Ny. Me tocou demais saber que ela declarou uma gratidão para sempre quando estava só, sem dinheiro e trabalho. O tanto que a ajudei.

Eu das minhas quedas nem me lembro nomes. A senhora do voo vinha por uma igreja e eu a pessoa não religiosa, mas que vai aprendendo tudo que fiz sem perceber.

Pior é quando ajudamos uma pessoa pensando que a pessoa tem que se demonstrar grata. Eu sofro demais quando ajudou à toa e tenho que lidar com mentiras.

Mas eu sou uma agnóstica, ateia e que tem amigos de todas religiões, tento me lembrar da minha avó que diz que quando damos, já não é mais nosso para pensar.

Das igrejas aceito que a humildade é muito valiosa. Talvez sempre admirei o processo de envelhecer. Não é diferente de um coma, é lidar com se adaptar ao possível. É triste só darmos valor quando perdemos.

Com todas minhas falhas eu admiro as pessoas e a mim mesma por nossas capacidades do possível. Também diria nunca perca sua capacidade de melhorar. Até minha avó quando pode dar uma passo sem ninguém do lado eu fico em silencio que isto é uma alta felicidade de uma pequena volta. Espero que todos nós nunca abandonemos nossas esperanças.