O meu melhor e o Meu pior está no Tao. E tudo é Impermanente.

É íncrivel que podemos saber o nosso melhor e o nosso pior. Podemos aprender milhões de coisas de sinapses e da impermanência de tudo ao nosso redor e ainda assim as vezes somos o melhor e o pior. 

Eu nao paro de tentar observar como uma pessoa de fora o mundo e eu mesma. E dentro disso vc pode enlouquecer como Ian Karmazov, ou se iluminar como alguem que observa por fora para ser de dentro. De qualquer maneira de repente voce cai num velho costume, e de repente libera adrenalina e o seu pior.

Saí da Birmania grata por tudo. Do laos e da Tailandia a cada segundo igual. 




Parto da Mut Mee levando minhas amigas da cozinha para fazer massagem. Thia já tinha ganho de mim uma vez e fica muito feliz. Yong me abraça comovida. Noy nao diz nada. E Maan agradece mas me devolve porque ela nao gosta de massagem.

Sei que vamos juntas e descubro que Noy nunca tinha feito. E ela me abraca de um tanto. Ela que sempre foi tao reservada mostra mais afeto que nunca. E nós três  ficamos la. 


Naquele dia as 3 irmãs não estão. So está Pi Yang. Na Tailandia chamamos de Pi a uma pessoa mais velha. E eu e Thia sentamos e vemos Noy ser massageada, ela ficar tao feliz.  

A Pao está trabalhando mas a noite me convida para ir a outro lugar, mas o por do sol esta tao lindo que ficamos nele.  Meu adeus a tantos já é naquela ultima noite, parto no dia seguinte.

Noy e Thia me levam ate o moço que me levou antes. Eu nao sabia mas Thia me lembra. Voce tinha pé quebrado e ele te levou em 2012. Ele tambem nao sabia. 


Eu pego um voo de outra cidade e lá eu converso pouco como os desconhecidos. E chego no aeroporto Internacional de Bangkok as 8:30. Meu voo para Abu Dhabi sai as 2 da manha.

Ando todos os cantos daquele aeroporto, vejo todas as echarpes, roupas, comidas, e nao entro em nenhuma loja europeia ou americana. Vou nas coisas da Tailândia. Quantas echarpes bonitas.  

Depois de andar muito resolvi sentar perto do meu voo e no lugar onde se carrega o telefone. Tem uma torre onde ha muitos carregadores. De um lado quatro cadeiras livres, na frente mais 4 e por tras 3 dos dois lados. Escolho um lugar onde está do lado do carregador e ninguém está sentado.

Do lado oposto há uma menina. Atrás duas meninas e só. Sento e coloco meu telefone para carregar e ligo pelo whatsapp para o André. Estou lá conversando com ele e o pior de mim acontece. Aparece uma senhora que diz:
“Voce se importa de mudar de lugar? Eu ja estava instalada aqui. Nos somos um grupo.”

Eu literalmente achei o fim do mundo…. havia 3 cadeiras do lado do meu, mais 3 do outro mais duas na frente, e tres atras. E isso despertou o pior de mim. Não hesitei e disse.

“Voce pode me dizer de onde a senhora é?””

“Porque?”

“Porque me intriga como algumas pessoas acham que tem mais direitos que as outras, que está na mente delas que dizer de maneira meio polida saia de onde você está porque na minha cabeça eu ja estou aí.”
Claro que ela fica chocada… e diz
“De onde voce é.”
“Nao preciso te contar, nem vc precisa porque eu sei que vc é americana. E eu conheço esse tiipo de comportamento.”

Nem preciso dizer que ela ficou muito brava. E de cara comecou a falar que nao acreditava que eu falava aquilo. Eu mudei de lugar e fique atrás e pude ouvir ela falando do pre-conceito que tinham deles americanos. E acordou em mim o pior mesmo. Me lembrou de mim mesma em  NY durante 11 de setembro. A violencia infringida no Afeganistao, no Iraque, no norte da Africa… Nos arabes e agora na America do Sul mais uma vez.

Na real eu aceitei o presente porque eu fiz uma ligacao de mentira para ninguem dizendo em voz alta.

Estou em BKK esperando meu voo. Tipico comportamento de colonialista, imperialistas se deu. Daqueles que todo emperio faz com micro simpatia e manda uma pessoa sair do seu espaco, dos seus costumes, faz mil propagandas das suas liberdades e passa por cima dos outros. Falei de tudo. Desde flutuacao de economia, vantagens de bancos, de consumismo do trabalho dos outros, da falta de respeito por culturas diversas. E muito e muito mais.

Claro, que isso era verdade, mas eu tinha aceito o presente. De re pente ouço que meu voo está para partir. Saio correndo. Só me falta essa perder meu voo. Corro, Corro e quando entro no voo estou ofegante, com vergonha de mim mesma. 

Sinto adrenalina e verdadeiro desespero de que isso me leve a um ataque epilético. Lembro que tenho frisium que minha medica tinha dito. No caso, de voce achar que vai ter, toma meio. Tomo, entro pedindo desculpas as senhoras ao meu lado. A menina do meu lado nao entende porque.

Ela é Tailandesa e quando explico a verdade ele me diz que entende eu sentir o que sinto porque ela mesmo sabe que isso é real. Assim como a Pao prefere nao trabalhar na Mut Mee que é dela porque os ocidentais se sentem melhor. Falam por cima dela entre eles como se ela não compreendesse.

A Pao me vem a mente e eu penso que preciso sair fora do presente. Fecho meus olhos ainda meio apavorada e com medo de ter um ataque epilético no meu voo…. antes de decolar. Demora para adrenalina cair. Nao é assim: Agora sei. Tá ali a energia. Eu penso no meu pe. Eu o sinto. Trago energia lá. 

Lembro das palavras da Pao precisamos sair do mundo, para chegar dentro de nós mesmos. Só assim estamos no mundo e nao nos disfarçando de nós mesmos e do mundo com qualquer coisa.

Consigo. Quando durmo. Paro e até tenho a sorte de falar com a Dra. Euthymia e contar. Quem poderia imaginar. De Abu Dhabi podemos falar do facebook. No meu voo para o Brasil estou do lado de um engenheiro que trabalha na Gerdau. Eu na verdade nem sabia o que era. Ele voltava do Japao e me contou da Gerdau que se aliou a Sumitomo. E sendo eu, pergunto tudo. 
Ele é carioca, mulato, casado, com filhos, fundicao de metais e pela primeira vez na Asia. Pergunto se havia pre-conceito no ramo dele tendo ido para o sul. E claro que sim.

No entanto, ele me contou que ignora quem o mal trata. Expliquei para ele a historia do presente e se desfez ali a minha preocupacao. Eu na verdade nem teria me lembrado disso tudo se meu pai nao tivesse me ligado hoje e perguntado como tinha sido a minha volta.  Eu tinha esquecido. Meu pai me disse que ele jamais teria levantado.

Contei para ele um Thai nao me pediria para Sair, nem ninguem da Birmania, nem no Laos e que para completar o total abuso a senhora deitou em 4 cadeiras do lado da filha deitou em mais 4. 

Mas não acredito que ficar sentada seria a coisa certa. Entrar no debate não me fez bem. Qual será o caminho certo? Imaginar que o caminho de cada um é de cada um? 

O fato é que eu acordei nela braveza e em mim desespero. Ninguém ganhou, porque nao existe a menor chance dela ter percebido. Pelo menos espero que eu tenha percebido que há certas batalhas que sao máscaras  de dores antigas, revoltas antigas , de uma política mundial.

Cheguei na minha casa e a Nininha que trabalha aqui há anos, e vem uma vez por semana, veio aqui agora e já está com sua blusa da Birmania. Minha avó com seu casaco  e eu coberta de cores. 

Esssas pessoas daqui estao encantadas pelo mundo de lá. E o meu mundo de lá, tem que ser em qualquer lugar. 

O mundo de aprender estar fora como um monge para poder estar dentro de fato. Insh’allah como diria meus amigos do mundo Arabe. Se deus Quiser alguns daqui.  D’us’, Buddha e tantos outros nomes de figuras que podem acordar o nosso melhor, ou pior. 

Nada disso tem a ver com as imagens ou com as crenças mas com a nossa condicao humana. O fato de que temos um cerebro que nasce metade não formado e nos seus cinco anos de formaçao é tao influenciado ao mesmo tempo pela genética e pela cultura que vem sempre das pessoas.

Precisamos praticar o melhor. 

Graças a Fé Império vi o vídeo ideal da Monja Coen que ela fala de um monge vietnamita . Ideal 🙂

 

 

 

 

 

 

 

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