Porque as vezes quero sair sozinha

Hoje quero contar como fiquei tocada de ter ido sozinha ao Hospital. Sei que minha mãe queria ir comigo, o André também, mas eu sentia uma força interna de ir sozinha.

Me fez lembrar de como antes eu ia a todos os lugares do mundo sozinha. E agora sentia o que significa, isso de nós dependermos dos outros. O que significa?

A verdade precisamos sempre dos outros :). Queria eu me lembrar como era, como eu fazia antes. É claro é falar e observar os outros 🙂

Assim eu fui ao Oriente Médio, Ásia, África, Europa e América Latina. E eu sozinha conseguia aprender dos outros.

Mas comecei a sair sozinha quando conhecei uma senhora Australiana que tinha 83 lá na Bolívia. Essa senhora nem sabia falar espanhol e ela viajava de lá até a Europa para conhecer a América Latina sem ser de grupo de turismo. Queria demonstrar às filhas que estar viúva não é que a vida acabou, a vida continua.

E eu percebo que o melhor é aprendendo dos outros. E ela me sugeriu ir ao Peru. Eu estava viajando com o Sho e eu disse: “Sho, vou te abandonar porque se ela nem fala e consegue, eu vou tentar.” E claro assim ela me ensinou a sempre dar valor como ha tanta bondade na humanidade. Eu aprendo de todos. Porque eu tinha ido ouvir música e só tinha 3 pessoas na plateia. Quando eu falei em espanhol e ela falou que não sabia, eu a convidei a sentar na nossa mesa. Ali ela nos contou.

Mas hoje eu com quase 40 anos sai de um novo bairro e tomei um taxi, porque o vi do lado e aceitava pagar com cartão, e por me fez lembrar da vovó pegava mais o taxi para não dar trabalho ao Andre levar, e ela não sabia pegar o Uber :). Mas vovó sabia que eles eram de uma maneira do taxi nem se dava mais valor aos taxistas como antes.

Quando cheguei no hospital, eu expliquei de cara que talvez eu errasse, mas assim eu entrei nos meus exames e sempre com as histórias de falar com todos pelo caminho para acertar.

Sei que o que mais me tocou foram de das coisas que eu vi e falaram.

Primeiro quando eu cheguei muito antes do pontual eu vi muitos idosos. Talvez o que mais me tocou foi de ver 3 senhoras de uns 80 a 90 anos esperando. Eu pensei que estavam de máscaras e eu pensava que iriam todas fazer exames antes de mim. Uma delas lia um livro e duas falavam, mas eu não sabia o que era.

Vi também 2 mulheres que chegaram com um bebê. Elas chegaram pontualmente e foram juntas para levar seu filho. Mas a idosa continuou a ler e de repente falaram o nome de uma senhora.

Quando se levantou para ir sua amiga disse “não leve tudo pode esquecer”, a amiga concordou mas disse: “melhor o fundamental, eu levo mas você fica com a minha mala”. Aquilo me tocou demais. Senhoras de uns 80 a 90 vão acompanhar a sua amiga. A outra não tinha ido fazer exame ela era uma amiga.

Quando fui fazer o exame e contei a médica, “fiquei tocada de ver como amigas se ajudam e não é perder a liberdade, um tipo de uma prisão.” Disse porque conheço muitos que tiveram filhos e dizem que apesar ser uma prisão amam essa prisão. Eu pedi desculpa se tem filhos. E para minha surpresa, “concordo, já estamos numa nova geração e muitos como você e tantas amigas minhas preferem ter um cachorro.”

E quando eu saí e era o tempo da senhora que lia, ela parou e disse, “é difícil perder uma parte do livro. Depois tenho que voltar para eu entender. “Espera eu vou ler e já vou. Baixou leu um pouco mais e então foi. “Eu admirei demais. Ela sozinha e percebeu que observava e disse: “Ler é muito importante, nunca se está sozinha com um livro”

A minha admiração aos idosos nunca acaba. Agora a amiga da vovó Daisy, que tem 93, me manda mensagens de whatsapp, grava, ajuda o filho da empregada que mora há 9 anos. Desde que nasceu e como ela sabe como admiro faz uns dias, o menino ganhou nota 10 nas provas, teve uma explosão de felicidade. Daisy ajuda ele em todas as matérias. E é esse menino que chama ela de vovó.

Eu admiro demais. Ainda esses dias, sempre devemos observar e falar com os outros. Daí vem a minha admiração de ir sozinha, é porque eu vejo como é que até sozinha sempre há o outro, é tudo que vemos é como um livro.

Com amor
Ju

Uma ponderaçao do Natal

Sabe, eu quero contar mais da minha primeira casa que vovó me deixou e contou ao André e pediu para ser um segredo. Foi o que aconteceu quando vovó voou, e a Sô me contou. De uma maneira vovó me deixou mais estabilizada que nunca sabia. Sempre ia de país e país, buscando um sentido da vida.

Eu coloquei esse belo quadro que vovó tinha dentro do quarto dela lá em São Paulo.

Eu dizia a vovó ainda viva que me perguntava o que eu queria da sua casa. Eu amo a arte e eu dizia eu queria muito esse quadro, mas não sabia porquê.

Agora eu coloquei na frente da minha primeira casa. E mesmo meus pais me emprestaram um maravilhoso apartamento em São Paulo, mas eu e o André preferimos muito ficar aqui em Ubatuba.

Vovó se dava tão bem com o André. Vovó não achava engraçado que eu dizia que eles eram casados 🙂 Mas é verdade que eles se davam muito bem.

Vovó e André adoravam as ferramentas. Tinha um armário de ferramentas que dizia era para o André e dizia que ele sabe usar e gostava. Eles eram do guardar muitas delas.

Bom eu gosto da arte. Quando eu trouxe esse quadro e descubro quem faz ficar certo, eu consertei e coloquei na entrada de casa.

Todas as vezes que eu entro na nossa casa, eu olho e lembro que era onde vovó dormia, fazia repouso e se tinha problema e era depois de acordar no outro dia que iria saber a solução.

Assim eu amo esse quadro, é a minha avó. Como diz meu amigo se tem um ser elevado, deve ser uma mulher.

Vovó sempre será minha Deusa. Tão elevada até nesse Natal recebi uma mensagem da Netinha, que estava comigo, o André e a Jô quando vovó voou. Netinha me contou, foi vovó que fez ela ter uma casa. Ela me contou como vovó adorava comprar presentes do Natal a todos.

Como se diz, a vida é irônica e eu que nunca celebro no dia 24 a noite e, ganhei um grande amigo que também se chama André e é meu vizinho de casa. Ele nos convidou a celebrar e pediu pra falar e eu falei de vovó no nosso natal.

Quando veio hoje um senhor limpador rastelar e eu fui perguntar se era católico e ele disse era e eu disse para tomar cuidado com as arvores que nós colocamos no dia dos mortos. Ele é um senhor e me disse que ele sempre foi jardineiro. E eu liguei para desejar feliz natal às amigas da vovó. Aliás, mandei a todos até a minha amiga Chinesa 🙂

A vida é muito irônica na hora que vovó faleceu comigo eu quase me jóquei do apartamento. Desesperada mesmo e a frase que nunca esqueço, “você quer que ela viva por você ou quer que ela viva por ela?” Eu sou tão grata a alguém que não sei o nome. Na hora pensei como seria a mamãe perder a mãe e filha. Mas no desespero nunca se pensa nos outros na vida e é assim, não se fala e decide sem pensar nos outros. Assim eu sou grata a essa senhora que nem sei o nome. Faz acordar e lembrar de todos. Não digo que sou desesperada é porque que tenho a amigos que voaram sem jamais dizer nada. E quem diz só declara, quer atenção.

Talvez a profundeza da vida é que todos devem procurar o ponto da vida. O meu é escrever, mesmo mal, mas sei ouvir dos outros.

Nesse Natal quando falei com uma amiga da vovó muito católica parei de dizer ser atéia, eu perguntei como ficou tão religiosa. Ela me contou por que foi obrigada e criança e que quando dizia ter dúvidas, a mãe dizia teria que treinar a fé.

Pela sorte ela até me fez conhecer o filho e quando expliquei que eu sou atéia, ele disse: “todo ateu é mais interessado em aprender de todas as religiões”, e me disse que eu deveria conhecer Ubatuba mesmo de morar. Ele mora aqui há muitos anos. Eu sou grata demais.

A minha fé é da humanidade e da natureza. E eu quando ouvi uma música bela e católica na Espanha e mandei aos meus amigos católicos e até ao padre Julio e padre Geraldo. Quando contei a ele sou ateia ele me disse

“Feliz chegada de um menino que é puro amor, como o é toda criança, que depois é corrompida por nossos egoísmos, só que este menino, cercado de puro amor por Maria e José, conservou sua retidão até a entrega na cruz.
ALELUIAUUUIA”

Quando contei da vovó me disse

“Deus lhe pague, Julieta

Para o colo do AMOR”

Confesso até pedi aos católicos me explicarem e fiquei feliz.

A vida é muito irônica, me fez lembrar então conto tive a sorte de conhecer Dalai Lama, ele disse: “Não vire Budista, respeite todas as religiões, respeite o que está por dentro.” Quando eu tive a sorte perguntar a SS Karmapa e perguntei “Não sei o que tenho e qual o ponto da vida”. E ele disse: “Eletricidade e tudo está na sua mente”, e quando fiquei amiga do Lama Lobsang me dizia: “Seu inimigo é seu melhor amigo, é vc”. Todas as vezes que comia fazia um mantra e quando eu perguntava o que era e ele me dizia “Grata pela chuva, grata a quem plantou, grata quem transportou a comida, grata a quem fez a comida”.

Aqui em Ubatuba quase tudo que sobra da nossa comida vai pra compostagem e o que é reciclável, pra reciclagem. Sem falar que nossa comida é quase toda orgânica.

Eu sou tão grata ao André e a minha avó e quanto mais penso a todos. Assim era minha avó. Assim todos são gratos a tudo que é parte da minha vida. Pela primeira vez me sinto mais estável e com respeito total à natureza. Feliz Natal atrasado a todos.

Com amor Ju

9 meses que vovó vou

Hoje faz 9 meses que minha avó voou. Dia 19 de novembro de 3020. Às vezes sonho com a vovó. Eu sempre dizia a Minha Vó. Eu percebo agora como eu falava de uma maneira egoísta que eu era e com os outros a Minha Avó. Mas quando vovó foi voar vai desaparecendo somos muitos netos com saudade da vovó. E como conversando com as amigas da vovó sei que também sentem como eu.

Vovó teve uma vida inacreditável, e eu filmava as histórias incríveis. Mas só com vovó voar que fica mais incrível vovó me ensinou demais de humildade

Eu filmava de viagens pelo mundo porque seu pai ficou mais rico, mas não é disso que eu me dou conta e eu aprendi na perda.

O 9 é o número que mais amo e na matemática dizem que desaparece. Pois é mesmo que dizer que 9 meses não tem nada que desapareceu da vovó

E na verdade penso das coisas que minha avó dizia. De noite ela dizia “vamos nos tornar um ébrio”. Vovó, eu e o André bebíamos :).

Vovó dizia “não franze o rosto vai ficar mais marcado. Não adianta eu falar as pessoas não param de fazer o que estraga.” Eu dava risada, mas agora sem vovó eu não franzo mais porque na hora que quero me lembro do que vovó me falava.

E é a pessoa mais calma que eu já conheci. Ela não ligava de eu ser ateia, “você é mais religiosa que eu conheço. Lê todas as filosofias e teologias que eu conheço”

Ela não ligava de eu dizer que nunca quis ser mãe, “é verdade. Você gosta de viajar, de brincar, mas da responsabilidade é impossível”. Mas vovó me deu uma casa maravilhosa na frente do mar e eu tenho pela primeira vez a responsabilidade do que amo. Sinto que vovó sabia. Mas isso ela sabia e manteve em silencio. Foi vovó que desenhou essa casa, e aprendo a responsabilidade.

Quando eu perguntei se fica triste de eu dar uma coisa que ela me deu vovó dizia “quando vc ganhou, não é mais meu.”

Lembro que vovó detestava que eu a filmasse. Sempre eu fazia, mas não era o banal. O que realmente não gostava era que eu falasse do coma. “Julieta com esse coma queridinho. Para de falar desse coma queridinho”

Quando vovó tinha um problema eu dizia: Vó, vamos perguntar para Sofia. “Julieta não liga para Sofia ela está trabalhando não dê trabalho para ela” Sô é minha prima tão apegada a vovó como eu.

Quando vovó falava pouco no telefone eu dizia: “vovó, porque vc fala tão pouco?” e vovó dizia: “Meu papai falava que telefone não era para fazer visita, é pra recado. Se quiser uma visita pega um carro e vai”

Quantas vezes fui me deitar na cama da vovó no seu de dormir ou no repouso. Vovó nunca reclamava. Ela gostava e eu adorava. Disso eu tenho tanta saudade.

Vovó dizia que seu pai queria reencarnar rápido de qualquer tipo de vida. Vovó era católica, mas não exagerada então contava e dava risadas das palavras do seu pai. Minha avó também gostava demais da vida e pensava que iria morrer todos os últimos anos.

Meu ano novo vou pensar como chines, ano novo é com a lua e de lá tem tanto e budismo e se há espíritos no taoismo. Ano novo para mim vou estar com a Lua. De todas as filosofias que li gosto tanto do Taoismo como do Budismo. Quem sabe eu encontro a vovó de novo, apesar de eu nem sei de que maneira tem que se elevar. Mas hoje faz 9 meses que minha avó voou. Mas como me disse a amiga da vovó “Tenho muita dor, mas eu adoro viver.”

Viver é sempre lidar com as nossas dores de ser vivos e presente. Desde que nascemos passo por tantas quedas, mudanças. Amo de encontro vovó de novo. No céu ou de qualquer maneira.

Com amor,
Ju

Aprender dos Ciganos. Respeito da Terra

Hoje tive um dia de muitos ensinamentos. Acordei às 5 da manhã e quando fui ver o Sol eu vi como a praia estava cheia de lixo e algas. Vi um senhor tirando o lixo. Havia copos de cerveja, máscaras de covid, coisas de crianças e tantos de lixos que nem sei os nomes.

Resolvi ajudar o senhor que ajudava. Eu que sempre sou das que falo tanto e descobri que era das pessoas que são de aqui. Ele era Gilmar e é caiçara. Eu perguntava de tudo e o vi às 5 da manhã. Perguntei das coisas locais verdadeiramente. Aliás a família era de Indígenas, mas ele era caiçara

Aprendi onde deveria ir para ver as coisas que tem as coisas daqui. Ele partiu de bicicleta às 7 da manhã. Fomos juntando o lixo e eu disse que podia partir. Nem sei que hora tinha chegado mas o conhecia às 5 da manhã.

Às 7, oRafael que é irmão do André veio ajudar. Fomos tirando ainda mais. Fomos juntando tudo. As coisas foram ficando altas e mais juntas e mais longe do mar. Ele iria até lavar para poder ser mais reciclado. Uma senhora vinha para pegar para levar e vender. Fizemos 3 sacos grandes de lixo.

Do nada apareceu um outro homem que parecia ser cigano e ele iria abrindo as nossas montanhas de lixo na frente de casa. Eu fui humildemente dizer que tinha conhecido o Gilmar. E que estávamos limpando o lixo. Ele o conhecia e me disse que ele sempre vinha limpar.

Eu perguntei porque ele estava fazendo todos soltos e eu tinha deixado todos juntos. Ele me deu muito valor porque contei que queria limpar. Ele ponderou e me disse: “ Sabe, melhor é você deixar eles ficarem mais soltos e alem de vir mais lixo, fica mais fácil do mar pegar de volta.“ Fiquei tocada e vi exatamente isso.

De repente quando estava fazendo isso veio uma senhora e ela me perguntou porque eu fazia isso. Eu contei tudo isso. Ela ficou muito feliz. Ela me contou que ela trabalhava na defesa do bem do meio do ambiente. Ela se chamava Adriana.

Nem sei quantas pessoas ficaram, se inspiraram e foram jogando no meu ultimo saco de lixo.

Das 5 da manha até as 9 eu fiquei nessa. Ficamos na limpeza da praia. Eu admiro as coisas que aprendo dos caiçaras.

Agora ja posso pegar nos lugares onde ficam as coisas realmente locais. Me da uma felicidade total. Em vez de ver e tirar fotos do triste de ver quem faz o errado, fiz ser e acontecer dos que respeitam a terra, ou melhor a natureza. Nem sei dizer que valor este é. Não adianta o que polui, nem de ser critico. É de ser do grupo que humildemente tenta ser dos que ajudam a deixar todos se inspirarem. Foi assim que aprendi hoje.

Com amor, Ju

Seres humanos e Ikigai

Sempre me encanta a humanidade. Sempre confiei no ser humano. Sei que tantos que me conhecem faz tempo sabem que fui à Palestina sozinha, fui à caxemira sozinha e tantos luares fui sozinha, e eu sempre aprendi do belo que é a humanidade.

Hoje quis comer no vegetariano e o André e o Rafael não queriam. Ele me deixou lá no centro e eu sai e fui andando pois não tinha bateria. Quando fui cansando e ninguém tinha carregador de Iphone mas tinham dos outros e me emprestavam, mas não funciona. Ninguém tem desse telefone que um dia me liberto :).

Quando parei em tantas para perguntar. Eu ali num lugar em Itaguá e fui beber um coco e como sempre sou de conversar e eu contei a uma menina que eu sou uma pessoa que esquece nomes e rostos por causa dos meus comas. Perguntei o seu nome mesmo que não se sinta mal se nós nos vermos e não lembrar. E ela me disse que seu nome era Índia. Contei “disso eu não esqueço porque amo a Índia demais”. Ela não tinha o carregador e eu não conseguia pegar o Uber sem bateria. Lá estava Índia e o namorado Bruno. Eles não tinham e tentavam baixar o Uber para eu usar.

Eu dizia que não precisavam fiquei conversando e dizia que iria a pé. Aprendi lá que a Índia era de Minas e o Bruno me disse é caiçara.

Eu disse que não tem problema eu ando mais tomando tanto coco que era ótimo. Mas a India me diz: “Muito perigoso. Olha como as motos derrubam as pessoas. Pior que os carros”. Eu disse: “Mas é que também todo mundo tá pedindo coisas sendo entregues. É duro mas é o que vemos” Ela concorda.

Da nossa conversa do nada o Bruno me diz que me leva pois precisa levar água com gelo para o meu lado se eu quiser poderia me levar.

Eu fico super tocada. Aceito pergunto a namorada e ela me diz que ela fica e que eu vou porque não devo subir ao lado de motos.

Quando viemos de carro e ele precisava deixar coisas lá mesmo do lado de Itaguá. Quando me dei conta eu disse que posso ir a pé, pois era trabalho, mas ele me diz que não custa nada me trazer em casa. E eu vim conversando sobre a vida deles. Me contou que a Índia já tinha uma filha e que moram juntos e Bruno gosta, mas quer ter um filho dele.

Me fez lembrar da menina na Tailândia que pegou uma criança abandonada e agora tem a dela. De um amor profundo.

Nunca entendo por que as pessoas têm tantos medos de tudo, mais difícil é saber o propósito da vida. A morte é uma certeza que nós vivermos. Como eu vi ontem a tradição da filosofia de Ikigai do Japão na wikipédia.

Eu sou grata por essa rota me fazer voltar a como era e sempre se desfez, mas me sinto que estou de volta. Para mim é me descobrir quem eu era. Como na Índia eu aprendi do Dalai Lama a base compaixão, impermanência e a paz. Mas nunca esqueço suas palavras a base: “Não seja Budista, respeite todas as religiões e aceite o que está por dentro.” Assim hoje me sinto muito igual. Amo voltar a escutar as histórias dos outros, não de versões da televisão. Ontem que contei ao Sho, sua família da Índia e eu contei da minha exaustão da televisão ele me mandou a filosofia de Ikigai.

“Razão de viver”, “objeto de prazer para viver” ou “força motriz para viver”. Existem várias teorias sobre essa etimologia. De acordo com os japoneses, todos têm um ikigai. E descobrir qual é o seu requer uma profunda e, muitas vezes, extensa busca de si mesmo. Porém, essa busca é extremamente importante porque, somente a partir dela, é possível trazer satisfação e significado para sua vida.

A minha sempre foi de escutar as histórias e falar com os outros. Mas como diziam “Seu inimigo é seu melhor amigo é vc.” Espero um dia aprenda saber melhor. Acho que no dia que estamos lá voando me damos conta, mas por aqui continuo confiando e falando com os outros. Assim hoje conheci a Índia e cheguei em casa ouvindo suas vidas e eles ouviram a minha. A vida é a coisas mais bela. A minha e dos outros.

Como amor, Ju

Qual será o ponto da vida.

Eu estou em Ubatuba na frente do mar. Todos os dias eu admiro mais a natureza. É incrível como eu admiro a natureza.

Sabe minha avó era católica e eu dizia que era ateia e minha avó dizia que eu era mais religiosa que ela conhecia. Eu sempre dizia todo religioso deslocava a responsabilidade a um deus ou deusa ou uma reencarnação. É verdade que tenho amigos e conheci pessoas judeus, cristãos, Islâmico, espiritismo, budistas, taoísta, hinduísmo e jainismo , sikhismo etc.

Mas hoje quando eu fui nadar no mar, quando o Sol nascia eu peço permissão a terra, ao Sol, ao céu, às deusas, aos deuses à lua antes de entrar.

Lembro que sempre dizia que religião era sempre deslocar a responsabilidade ao outro e político. Quase a nadar todo dia.

Eu já contei que quando conheci o Karmapa que, como Dalai Lama, tem muitas reencarnações. Me disseram que eu tinha que fazer uma pergunta. Tão difícil eu fazer uma pergunta. Entrei e perguntei, “Qual é o ponto da vida e eu não sabia o que eu tinha”. Ele levantou. Ele tocou na minha cabeça e disse “ Eletricidade tudo está na sua mente.” Eu fiquei chocada. Isso há muitos anos lá na Índia.

Hoje quando eu nadava pensava o que será que não está na nossa mente. Lembrei que meu livro favorito era os irmãos Karamazov. E Dostoievski era como eu. Ele era epilético. Quem já leu deve pensar que tudo está na mente. Para mim todos é ele.

Vovó quando eu perguntei do que ela tinha certeza . Ela disse, “da morte” e me perguntou, e eu? Eu pensei igual. E ela pensou no que mais e já contei eu disse do Sol. E vovó disse “ Nem sabemos quanto tempo vai durar” E será que a terra vai nos aguentar sem respeitar? Eu nadei pensei nos dinossauros. Como será que estava na sua mente.

Eu estou em Ubatuba na frente do mar. Todos os dias eu admiro mais a natureza. É incrível como eu admiro a natureza.

Sabe minha avó era católica e eu dizia que era ateia e minha avó dizia que eu era mais religiosa que ela conhecia. Eu sempre dizia todo religioso deslocava a responsabilidade a um deus ou deusa ou uma reencarnação. É verdade que tenho amigos e conheci pessoas judeus, cristãos, Islâmico, espiritismo, budistas, taoísta, hinduísmo e jainismo , sikhismo etc.

Mas hoje quando eu fui nadar no mar, quando o Sol nascia eu peço permissão a terra, ao Sol, ao céu, às deusas, aos deuses à lua antes de entrar.

Lembro que sempre dizia que religião era sempre deslocar a responsabilidade ao outro e político. Quase a nadar todo dia.

Eu já contei que quando conheci o Karmapa que, como Dalai Lama, tem muitas reencarnações. Me disseram que eu tinha que fazer uma pergunta. Tão difícil eu fazer uma pergunta. Entrei e perguntei, “Qual é o ponto da vida e eu não sabia o que eu tinha”. Ele levantou. Ele tocou na minha cabeça e disse “ Eletricidade tudo está na sua mente.” Eu fiquei chocada. Isso há muitos anos lá na Índia.

Hoje quando eu nadava pensava o que será que não está na nossa mente. Lembrei que meu livro favorito era os irmãos Karamazov. E Dostoievski era como eu. Ele era epilético. Quem já leu deve pensar que tudo está na mente. Para mim todos é ele.

Vovó quando eu perguntei do que ela tinha certeza . Ela disse, “da morte” e me perguntou, e eu? Eu pensei igual. E ela pensou no que mais e já contei eu disse do Sol. E vovó disse “ Nem sabemos quanto tempo vai durar” E será que a terra vai nos aguentar sem respeitar? Eu nadei pensei nos dinossauros. Como será que estava na sua mente.

É duro agente se dar conta que sabemos tão pouco. Até quem fez doutorado, pós doutorado sabem que sabemos pouco. espero que nós respeitemos mais a tudo.

A nossa impermanência eu entendo mas hoje eu entrei no mar e pedi permissão a tudo. Talvez disso devamos aprender respeitar a tudo. Acho que todos nós estamos numa fase. Mas não perca tempo destruindo o outro, afinal isso talvez está na mente, saída e encontro sempre há. O duro é aceitar.

Eu aqui na casa de Ubatuba que vovó me deu sem eu saber. Umas pessoas fizeram rede na arvore daqui por dentro. Quando eu fui lá pedir para não fazer na arvore porque poderia machucá-la. O homem extremamente machista me disse que ele entende de arvore que se caísse ele pagava. Eu expliquei que é de uma arvore antiga que é um crime destruir aqui uma arvore antiga. O homem me disse de novo que ele pagava. Eu disse então vou falar com um advogado. Então ele ficou com medo. Fiz essa foto. Ele tirou e me pediu para tirar e usando a parte de casa. Eu disse sim e ele me disse “ Que deus abençoe sua avó”

Por isso sempre digo eu respeito muito a natureza. E espero que nós aprendamos respeitá-la. E hoje pedi ajuda até da arvore manter a força de ajudá-la. E quem sabe um dia nós nos conheçamos.

M

É duro agente se dar conta que sabemos tão pouco. Até quem fez doutorado, pós doutorado sabem que sabemos pouco. espero que nós respeitemos mais a tudo.

A nossa impermanência eu entendo mas hoje eu entrei no mar e pedi permissão a tudo. Talvez disso devamos aprender respeitar a tudo. Acho que todos nós estamos numa fase. Mas não perca tempo destruindo o outro, afinal isso talvez está na mente, saída e encontro sempre há. O duro é aceitar.

Eu aqui na casa de Ubatuba que vovó me deu sem eu saber. Umas pessoas fizeram rede na arvore daqui por dentro. Quando eu fui lá pedir para não fazer na arvore porque poderia machucá-la. O homem extremamente machista me disse que ele entende de arvore que se caísse ele pagava. Eu expliquei que é de uma arvore antiga que é um crime destruir aqui uma arvore antiga. O homem me disse de novo que ele pagava. Eu disse então vou falar com um advogado. Então ele ficou com medo. Fiz essa foto. Ele tirou e me pediu para tirar e usando a parte de casa. Eu disse sim e ele me disse “ Que deus abençoe sua avó”

Por isso sempre digo eu respeito muito a natureza. E espero que nós aprendamos respeitá-la. E hoje pedi ajuda até da arvore manter a força de ajudá-la. E quem sabe um dia nós nos conheçamos.

Com amor,
Ju

Vovó foi passear

A última coisa que vovó me falou foi sobre os pássaros e o céu.

Eu achei estranho porque mesmo vovó com aparelho de ouvido, ouvia um pouco. Fiz um vídeo dos pássaros e mostrei a vovó, ela me disse dia que o céu estava muito belo e os cantos do Pássaros eram belos.

Vovó foi ao banheiro e ao sair se sentou do lado. Eu, André, Netinha e Josélia em volta. Vovó não diz nada. Pressão baixa. Não aceitava nada. No silencio levamos à cama. De lá eu desesperada, liguei para minha prima Sofia e para minha mãe, e o André chamou a ambulância.

Foi muito duro de ver. Senti uma eletricidade forte e me dei conta de que tudo para mim é emocional e certeza que vovó partia.

Aliás, todos os dias eu ia cedo ver se respirava. Eu lembro que eu estava com vovó e eu sempre contra o remedio tive que ir para o hospital e vovó com 95 foi me ver. Eu quando acordei disse que iria a Ubatuba e vovó foi e quando voltamos a Ubatuba sempre dizia nao esqueça de ir voltar ao Medico e eu voltei e disse que voltava a Ubatuba. Vovo ficou em Sao Paulo e eu disse ao André vamos para Sao Paulo. Eu sentia que vovó iria voar. André aceitar o meu desespero.

Nao sei quantos dias eu estava laa enfermeira me disse que deveria sair, mas eu não conseguia. Tentou fazer ela voltar e ela me disse, “você quer que que ela volte por você, ou por ela”. Aquilo me tocou. Claro que era por mim, faz anos que vovó sofria de herpes zoster.

O último filme que viu anteontem foi Perfume de Mulher, fez ontem palavra cruzada e me disse que pássaros sempre se houve. Ao André, pediu abrir as janelas e o céu era tão belo.

Mica me pediu a última palavra e eu contei, ela disse, pense sempre que ela me protege sempre, como fez, comigo a única aberta e de uma maneira louca, e que eu deveria pensar que esse pássaro é vovó.

Me tocou. Hoje foi o enterro como vovó queria. Tudo escrito.

Quando ouço o pássaro, penso que é vovó. Devemos respeitar a hora de partir.

Com amor, Ju

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O Respeito a Terra

​Estou super feliz  tanto o Andre , a Paula  e o Konstantin  sempre pensaram muito que nós na terra não queríamos poluir. 

Vovó me deixou uma casa na praia e eu nunca tinha morado perto da na natureza e do Mar.

Sei que aqui pela primeira vez começamos a fazer uma compostagem. Honestamente eu nem sabia como era. Era colocar todo o resto natural na terra.

Kons pensava muito triste que não tinha como reciclar aqui. Do nada encontramos o lugar da reciclagem.

Estamos muito felizes. De fora da terra não sabemos muito. Mas na terra sempre pensei que devemos respeitar. Cada um crê no que foi ensinado. Eu respeito a terra, o Sol, o mar, o Rio, a lua e todos os seres. A todos tem uma fase.

Tive a sorte de ter chegado faz anos em Dharamsala, na India quando Dalai Lama estava dando aulas.

Suas palavras eram, “Não vire budista, respeite todas as religiões, respeite o que sente por dentro.”

Por dentro eu respeito a terra. E o que vejo. Tento sempre aprender mais pois sei que de toda perda tem um aprendizado. 

Neste monento de Covid penso que tivemos que aprender a parar um pouco. Minha avo partiu e eu sou amiga das amigas da vovó.

Foi triste ouvir de uma amiga dizer que nunca pensava que passaria com 93 anos tao parada.

Eu falo com elas e eu que ja tive 2 comas sempre penso que somos como elas, mas é duro as nossas perdas para pessoas mais idosas.

Mas eu que sempre dou sugestoes sugiro respeite a nossa terra e as pessoas hidosas e estão paradas. Tem um milhão de aprendizados que tenho com as amigas da minha avó. Que já me dizem, “esqueça de senhora, sou vc porque você é minha amiga.” 

Do meu coração aprendo muito com senhoras de mais de 80 e 90 anos. Fale com elas.

Bom dia a todos.

Com amor, Ju

Contos dos idosos.

Hoje, falei com a minha amiga que vai fazer 95 anos e ela me disse que eu deveria escrever. Sonia era amiga da minha avó. E claro hoje é minha amiga.

Ela me disse que eu deveria contar contos que passaram comigo. Disse ela que sempre ouvir histórias dos outros e falar. Então conto.

Um desses dias falei com uma outra da amiga da minha avó. Ela me contou que não tinha nenhum filho ou neto, ninguém neste pais. Alguns moram fora, outros foram bloqueados por corona porque estavam trabalhando fora.

Ela tem 93 anos e contou quando sua empregada há 9 anos ficou gravida e foi morar com o namorado. Ela ligou desesperada porque o sangue saia. A senhora disse de longe, “Vá a o hospital”. Quando nasceu o bebê, o namorado que é porteiro perguntou se esse bebê não podia ir a sua casa dela e depois pegava.

Ela aceitou, ele deixou de noite e de manhã pegou e partiram. Um dia dentro da licença maternidade ligou: “Vou morar na rua. Não posso trabalhar”. Isso não fazia um mês que o bebê tinha nascido. Essa senhora me disse, “você está louca? Venha para minha casa”

Quando liguei para falar com ela e essa senhora estava ensinando inglês para o menino, ela disse que ensinava tudo, o duro era matemática. Ajudava em tudo da escola o filho da empregada e que ele a chama de vovó.

Me tocou. Ela lembrava das críticas do pai, sobre matemática. Ela é ruim até hoje, mas fala 6 línguas e sabe das áreas do cérebro. Ela me contou que o menino foi morar com os pais quando nasceu, mas isso não durou nem 1 ano e então veio morar na casa da senhora.

Faz 9 anos que esse menino mora com ela. Quando liguei para falar com essa senhora, ela estava dando aula de inglês para o jovem. Na verdade, estava ajudando em todas as aulas.

Ela me contou sua vida que é um livro. Com 93 anos me contou que muitos acham errado o filho de empregada chama-la de vovó. Ela achava um presente. Sem ele não teria alguém que a acompanhasse até embaixo para tomarem sol. E dele, ninguém tomaria as aulas.

Aquilo me tocou. Mas ainda me tocou mais foi que, enquanto eu escrevia isso, ela me ligou.

O menino sente saudade dos amigos. E eu a cada dia admiro mais os idosos. Têm histórias maravilhosas. Pena que pouco se dão conta.

Hoje quando ele disse a ela: “Vovó chega de ler português”, “verdade hora de ler em inglês”. “Mas eu erro muito vovó”. “Mas é assim que aprendemos. Quem não era na vida? Sempre aprendemos erramos e aprendemos na vida”

Com amor,
Ju

A Paz

Nesse momento de ficar parado tenho evitado ver muito a televisão.

Isso não quer dizer de não procure informação sobre o Coronavirus.

Conheço médicos, e sei que estão passando um momento muito duro.

Eu queria falar que é o momento de alem de ficar em casa, lavar a mão, é o momento de acalmar a mente.

A mente é um poder muito grande no corpo. Eu não sou médica, sei um pouco de cognição mas não te diria que foi de faculdade mestrado e doutorado que abandonei.

Foi das minhas quedas e perder muito o que gosto. Escrever, compor. Tomar remédios que mudaram minha personalidade varias vezes. Caí de Epilepsia mas tenho que dizer que detesto e amo essa queda 🙂

A epilepsia na verdade ninguém realmente sabe de onde vem ou o que realmente causa. Posso falar de mim, faz uma eletricidade que eu senti subindo e perdendo o controle e cair, ou seja sair da paz e cair.

Da queda tem momentos de nem ligar. Dos comas fora de vezes nem estava presente, mas com consciência aumentava o meu nervosismo.

Enfim, no começo na inglaterra há muitos anos me declarou eu tinha epilepsia e eu abandonei o hospital e fui procurar métodos alternativos e aprendi a meditar.

Eu já fazia uma pequena meditação do Yoga. Mas aquilo ainda no Yoga não era meditação.

Para mim meditação era aprender a começar do pé e ir focando no corpo inteiro, a respiração. Até chegar o cérebro.

Sei que agora nesse momento de ficar parado tem muitos desesperados. Acaba de me ligar minha amiga de Israel e ela me conta que era difícil ficar em paz e calma. Contei a ela de meditar.

Me fez lembrar de uma vez ouvi de um homem me contar que era traficante e no Japão foi preso. A prisão não era como no Brasil. É ele sozinho num quarto. Não pode falar. Ficou muito tempo ele com ele, sem nada de se distrair.

No começo me disse que era muito duro. Como pensava era um vipassana mais fortes.

Alguns anos ele preso e só com ele. Quando saiu mudou. Ele aprendeu ele com ele mesmo, aprender o amor a si mesmo.

E parou de fugir de si mesmo. Virou um meditador. Faz anos que o conheci acho que na India. Lembrei só quando falava com Michal de Israel agora no whats.

Talvez esse nosso momento de estarmos a dar valor a nónós mesmos.

Escrevi apenas um dia da paz me fez pensar dos tres pontos do budismo que acredita na reencarnação de todos. 3 pontos, compaixão, impermanência e paz. Antes pensava que a paz era o mais duro. Mas eu até perdendo minha avó me sinto em paz.

Temos que lidar conosco quem está só, mas se está com alguém do lado temos que manter palavras delicadas.

Eu confesso eu as vezes sou brava mas quando isso acontece o outro tem que lidar com si.

É duro perceber. Eu em paz delicada e o outro tem que lidar com si mesmo. Aí tao duro me atacam verbalmente e eu explodo de novo.

Mas quando disse a meu amigo que eu explodo e me liberto dos pensamentos e sentimentos e os calmos sofrem por dentro. Eu percebo que se seu calma aí o calmo fica bravo e então eu explodo mais forte. 🙂

É irônico. Talvez seja a compaixão. Quando na paz e só é mais fácil qualquer do lado temos que tentar manter a paz mesmo que pela primeira vez explodiu o calmo. A vida é irônica. Temos que manter a paz

Com amor,
Ju