A vida é impermanente.

A vida é a impermanência

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É duro envelhecer. Sei que muitas pessoas me diziam que eu não sou velha. Mas falo que ter passado por um coma é como envelhecer. É perder as capacidades do passado.

Eu sempre admirei as pessoas mais velhas. No passado não sei, mas agora é claro ver como é duro lidar com perder nossas capacidades que tínhamos, e um orgulho de voltar a ser criança e aprender quando antes já sabíamos.

Eu tenho aprendido muito de ter perdido areas do meu cérebro com minha epilepsia e o coma. Mas honestamente o que mais tenho me dado conta, quantas as áreas do nosso cérebro temos orgulho de voltar ao passado.

Quando somos jovens parece o natural, mas envelhecendo é duro aceitar um jovem explicar. Eu admiro demais a minha avó que aos 94 quando agora trouxe livro da França, rapidamente se modernizou. Já eu tenho preguiça de tentar ler o que já conhecía e que agora não é fácil.

Quase ninguém deve imaginar que parece areas difíceis de ler e escrever. Talvez seja um pensamento dentro, mas na verdade é que lendo o de fora não sabemos o que vem.

Enfim escrevo isso porque ontem me manda mensagem uma grande amiga de Israel. Fazia anos que ela não me escrevia e do nada eu pensando na Índia e ela comprando passagem de ir à Índia. Eu tinha postado sobre Dalai Lama mas ela, sei lá porque pensou em me mandar mensagem do nada. Michal eu a conheci na Índia, mas quando quebrei o pé na Tailândia foi me ajudar. Quando eu estava com ela em Israel ela me dizia para parar de correr tanto.

Eu não sei explicar como a minha vida eu me senti sem saber de onde eu sou. Uma vez quando eu e Michal resolvemos sair de Dharamsala sem vontade, depois de mais de um mês. Os tibetanos e indianos nos diziam para não sair numa lua cheia.

Eu nem liguei e peguei um ônibus da montanha para baixar, com a Michal e algum outro amigo que nem me lembro do nome. No nosso ônibus tinham tibetanos, Europeus, um Indiano e Israelenses.

Sei disso, porque deixei escrito e ontem me fez lembrar mais. Eu como sempre num ônibus de muitas horas dormi, e acordei com alguém gritando “Stop the bus”, pare o ônibus. Levou um tempo para eu acordar e me dar conta de que estávamos num acidente, que alguém tinha batido no nosso ônibus. Alguém atrás estava sangrando, tinha vidro quebrado. Passamos uma noite parados. Um homem Indiano que estava saindo com uma alemã. Ela saiu correndo do ônibus, como todos Europeus. Uma Australiana gritou “esta sangrando, acorda, acorda”

Aquele dia eu comecei a ver as diferenças de visões . Uns Israelenses que estavam viajando. Tipo mulher faz 2 anos de exercito e homem três. Eles levantaram e foram tentar ajudar. Eu não sabia nem sair, nem ir perto. Fiquei surpresa. Eu como agora, não sabia o que fazer. Eu só aprendia passar aos israelenses, os materiais que pediam para ajudar a fazer um curativo no homem que estava inconsciente.

Passamos a noite e de repente veio uma ambulância, e a Australiana que nem o conhecia se ofereceu para ir junto. A namorada alemã não falou nada. E nós ficamos um dia esperando um outro ônibus chegar.

Ficamos por fora do lado de uma escola de criança, esperando um ônibus para ir a Rishikesh. Demorou da noite ao dia. Quando o ônibus chegou todos entramos, de repente uma tibetana que sempre em silencio gritou “para o ônibus”.

Nos nem sabíamos que falavam ingles, na verdade sem palavras fazia mais atenção no que se passava. “Esquecemos a Alemã que foi ao banheiro.”

Essa experiencia sempre vai ser parte da minha vida e acho que de todos. Mesmo com zonas do meu cérebro destruídas não me faz esquecer, nem faz a minha amiga.

Esse Indiano soubemos que morreu. Soubemos pela Australiana que contou que quando ele chegou ao hospital privado não o deixaram entrar. E ela foi com ele até o publico e por horas ele morreu na ambulância.

Aquilo me tocou, me ensinou que sempre temos visões distintas. Não me deu medo de continuar viajando. Sempre era aprender sobre nos seres humanos.

Eu sempre amei viajar sozinha e conhecer as pessoas, e escrevendo me faz lembrar como me fez hoje a Michal dizer, “sem planos”. Me contou que eu dizia.

Só sei que quando Michal me escreve ontem do seu desejo de ir mais uma vez ir à Índia, fiquei impressionada que eu queria também e nem falávamos. Não recomendo ir a Índia a ninguém. Eu amo mas eu sei que a Índia é dura, te testa a cada segundo, mas eu amo a Índia.

Então como envelhecer é lembrar que não abandonam o otimismo por isso quero ir sozinha, voltar a Índia. Sei que tem muitas pessoas que têm medo de tudo. Abandone os medos porque na verdade sabemos mesmo estudando, se preparando etc., quase nada.

Isso me faz lembrar de como eu comecei a viajar sozinha, jovem, quando encontrei uma senhora de 83 anos, que vinha do Canadá sozinha, para conhecer a América Latina.

Tudo na vida é impermanente. Abandone os medos. Todos vamos partir um dia.Espero que seja de uma forma feliz.

Porque admiro Dalai Lama

Tantas pessoas me perguntam porque eu admiro tanto Dalai Lama. Confesso que eu não sou uma pessoa criada como religiosa e eu fui pelo mundo aprender mais sobre muitas religiões e tradições. Minha avó é católica mas em casa tive a liberdade de aprender mais e sem ser obrigada. Assim aprendi sobre Deus, Deusa, Buda, reencarnação, Tara, respeito a natureza, e a importância da montanha e de como devemos pedir permissão para subir, nunca foi claro para quem.

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Olhei religiões pela América, África, Europa, Oriente Médio, e a Ásia. Aprendi vivendo no Brasil, Argentina, EUA, Holanda, Inglaterra, Australia, Peru,e muito aprendi viajando pelo mundo. E ficando bastante na Asia.

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Haiko já conhecia a Índia e me disse para irmos a Mc Leod Ganj. Quando chegamos lá vimos muitos tibetanos e aprendemos que haveria aulas do Dalai Lama. Eu e o Haiko agnósticos resolvemos ir para ver o que diria.

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Sentei do lado de duas mulheres que falavam português, Denise e Rita. Quando Dalai Lama entrou eu tinha visto que tinha budistas com roupas de outras cores, o que percebi que não seguiam o estilo do budismo tibetano, mas estavam lá.

Dalai Lama entrou andou, parou e voltou para colocar os budistas de outro caminho para ficar ao seu lado. Aquilo me tocou.

Quando chegou na hora de falar me tocou ainda mais.

Primeiro disse, e mesmo depois de 2 comas nunca vou esquecer. “Não se torne budista, é duro mudar de onde viemos. Respeite a todas as religiões. Aceite o que é natural para vocês” Dalai Lama deu aulas por dias e eu fiquei encantada. O que me tocou mais é aprender sobre a compaixão, que não é bondade, é se colocar no lugar do outro. Farei até mais posts para contar de como aprendi tanto sobre o Budismo. E até conheci Karmapa.

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O ponto é que eu lá na Ásia no ano passado passei de novo por países budistas. No Vietnã, aprendi que quando teve guerra, monges pediam a paz e os monges eram mandados embora porque os governantes queriam guerra. Só sei que lá no Vietnã por muito tempo conheci o Mr Colly que é inglês e ama a China. Quando eu contei que amo o Dalai Lama ele não parou de me mandar mensagens de Tibetanos mortos na na China, não parou de me dizer que só o ocidente que gosta do Dalai Lama que lá na China querem ele morto.

Mr. Colly é muito inteligente e infeliz. Falava bem varias línguas e era realmente brilhante. Olhava tudo no computador para fazer pesquisa em segundos. Estava casando com uma chinesa por negócio. Ele com passaporte de EUA e UK e queria o da China. E essa jovem queria o dos EUA. Mil coisas que me dizia no nosso encontro na rua nos fez tomar café e jantar. Fomos comer comida da Índia que amo, e eu falando do Dalai Lama. Ele me deixava desesperada. Tinha até medo de ter um ataque epilético. Mas eu ponderava que uma fuga é ruim. Eu deveria tentar entender. Assim ele pegou meu telefone e quando eu parti do Vietnã fui para Camboja e Mr. Colly mandava informação e jornais do mundo todos os dias. Contava tudo da China.

Quando voltei a Tailândia, para cidade do norte fronteira com Laos e na frente do Mekong eu ficava impressionada quantos novos templos budistas tinha. Fui muitas vezes para la. O Budismo é complexo porque na Ásia a China, Coreia e o Vietnã e japonês seguem o caminho Mahayana, na Tailândia , Camboja e Laos Theravada. Dalai Lama segue a tradição de Geluck.

A complexidade é enorme porque Dalai Lama todos sabem, quando Tibete foi dominado pela China, e Dalai Lama foi morar na Índia.

Sei que eu admirando tanto o Dalai Lama, no mês passado conheci na França um filósofo conectado aos tibetanos. Lembrei do que disse Mr. Colly “só ocidentais gostam do Dalai Lama”, pensei em perguntar a uma amiga da Tailândia se ela podia me fazer um favor. Se ela podia já que vai tanto aos templos da Tailândia, se ela podia perguntar a alguém que não sabe falar inglês e é Thai e segue Theravada, se sabe quem é Dalai Lama.

Minha amiga em três segundos disse que HH Dalai Lama era incrível e que iria perguntar no outro dia. Nosso horários é o oposto da Ásia. Sei que minha amiga foi ao templo e perguntou em Tailandês se sabiam quem era Dalai Lama e o que significava. Isso me tocou.

Ela contou que todos sabem que ele é o Lama superior e que faz tudo pela compaixão. Isso me tocou demais. Na China com alto poder agora perseguindo os muçulmanos, não gostando dos tibetanos e eu só tenho que pensar que o materialismo não mudou indiferente de religiões, e governos . São as nossas escolhas. Então me vem a mente HH Dalai Lama.

“ Aceite como você se sente, respeite todas as religiões indiferente das religiões são as nossas ações em relação aos outros. Ou como diria meu grande amiga Lama Lobsang que já partiu e era do Tibete “Nossos inimigos são nossos melhores amigos,nós mesmos.

Nossos caminhos é impertinente.

É incrível como eu fiquei tão emocionada de conseguir vir sozinha ao Mexico. Fiquei feliz só de chegar e encontra a minha amiga Alondra e poder de passar tempo com ela. Já Alondra, já tinha planos de fazer muitas coisas pelo Mexico. No dia que cheguei ela já me disse para ir a um Museus, falou de bairros e eu tinha que explicar das minhas falhas. Ela até lembrava que na Inglaterra eu era vegetariana, Alondra pensava de onde iria comer,  pensando onde devíamos comer no Mexico. Ela falou de Museus, de cidades, viagens, festas, essas e eu ainda  falava das minhas fraquezas.

Quantas vezes tinha que dizer que nunca vou lembrar dos nomes de bairros, de casas, de nomes das pessoas. Eu preocupada de decepcionada minha amiga, de não ser capaz de fazer as mesnas coisas do passado.  Ela preocupada de eu não estar feliz, ou se eu não estava bem.

No primeiro segundo ela já começou a entender. Ela acordava cedo para fazer ginastica e eu dormia. Andávamos e eu não lembrava os nomes dos lugares. Lembrei dos seus pais que não via havia mais de 15 anos. Comemos em restaurantes, na casa deles e eu um dia andei muito e disse que precisava sentar, não era capaz. Alondra com a paciência total parou de pensar que eu não dava valor, sabia que eu fazia o que era possível.

Um dia ela foi trabalhar e eu descansei e consegui achar o lugar vegetariano que tinha comido. Fui sozinha e  consegui achar e voltar. Esse micro fato me toca.  Quem já perdeu capacidades se sente feliz por pequenos atos.

No outro dia quando vamos achar um café, que minha amiga queria me mostrar, andamos e eu ficava exausta. Tinha que dizer que precisava parar para descansar no caminho. Quando chegávamos lá num lugar do cafe e da literatura fechava em 15 minutos. Minha amiga triste e eu feliz de tomar o café naquele lugar. Rimos e tiramos foto e tomamos um Uber e voltamos para casa. 

Depois no outro dia, num outro lufar de café conhecei a Adriana. Eu em poucos tempo senti que ela se sentia sozinha. Viramos amigas. E ela me contou das perdas econômicas, desemprego, separações e me conta pelo whats que tinha entrevista. Eu desejei sorte.. Só de eu dizer boa sorte. Só de te-la reconhecido como uma tristeza interna nos nossos cafés , ela virou minha amiga. Quando ela me contou que ganhou o trabalho fiquei feliz. Contei a ela que eu tinha quebrado o meu telefone aqui no Mexico. Contei que Alondra no trabalho e eu sabia que não ia achar o lugar.  Só de dizer a Adriana disse que podia vir e me ajudar.. 

Achei que ela era vizinha, de perto mas era é de outro bairro e pegou um transito enorme, e eu que nunca imaginei que iria pegar transito de ônibus para me ajudar a ir onde consertar o telefone. Eu a tinha conhececido havia dois dias. 

Nós fomos e vi que demoraria tanto para consertar então fomos comer e eu a levei ao Vegetariano e ela aceitou mas quando fui pagar ela não aceitou o convite de gratidão. Me toca demais. A tarde passou e Alondra nos encontrou num outro bairro pro café. Me tocou esse dia. Ela não me ajudou por dinheiro, nem por estar perto, simplesmente de ter conversado muito com ela. Isso no mundo sempre me toca.

De repente o pai da Alondra nos convidou para ir num lugar de uma montanha. A cidade se chama Tepoztlan. Alondra e eu tomamos um ônibus e quando chegamos lá o pai dela nos levou num lugar para comer, beber vinho e nos contou de que subir a montanha Tepozteco era muito incrível por sua energia. 

Eu que amava no passado subir montanhas pensei que era impossível eu conseguir mas lembrei das minhas ultimas palavras do meus post. Naoko que leu e disse “Julieta.  Parabéns. Esperança é a ultima que morre ”
Naoko que tem 83 anos e sempre me surpreende Ela também me fez lembrar  do Taoismo. Eu que amava o Taoismo. Naoko de família do Japão e o Tao da China e eu me lembrei de pensar  possível e que eu iria conseguir.

Fui lá hoje. Devagar e com a minha grande amida que já sabe das minhas incapacidades resolvi ir e sempre sentava. Alondra sempre dizia quando quiser desistir me conta. Quando quiser para, .paramos.  Se desistir não há problema. 

Eu que durmo tanto acordei cedo e fui. Aos poucos eu ia lembrando como ouvia dos Tibetanos e Nepaleses que a montanha é sagrada. Eu que me declarava sempre agnóstica, fui num mantra de Tara. Isso sempre foi na minha cabeça. Fui indo e sentando e Alondra sempre sem nenhuma pressa. Víamos os que corriam, víamos os que iam devagar. No principio e pelo caminho as pessoas passavam por nós. 

Eu ficava tocada andando. Lembrando que subir achava mais fácil. Às vezes ficava exausta e sentava. Quando chegamos ao lugar que precisa pagar para ir ao topo, tinha um senhor. Resolvi falar com o senhor. 

Perguntei a ele o  dele o que representava. O senhor me disse que depende do meu pensamento. Perguntei a ele o que significava a ele e ele me contou o mesmo que eu tinha aprendido na Ásia, que a montanha é sagrada. Esse senhor se tocou e me disse que eu já sinto que devo pedir permissão à natureza e dar o valor interno. Me senti quase budista e sentia que ele me falou porque viu que para mim era incrível e ele quis me contar de sua tradição. Subi e nem segui o guia, e subi e senti e olhei para a natureza. 

Me passou muitas pessoas pela minha cabeça . Vieram tantos sentimentos. Tantass pessoas na minha mente. Uma compaixão enorme de até me lembrar que temos que aceitar os nossos limites e dos outros. Fiquei um tempo e quando desci, quis falar com o senhor.

Contei alguns sentimentos e ele me pediu um segundo e tocou na minha e eu fiquei em silencio. Fiquei tocada senti uma energia. Senti coisas que me tocaram demais. Senti como se ele tinha visto que eu buscava a base da sua tradição.

O ser humano me toca. Nossos erros são enormes. Nessa montanha olhei para a natureza . A cidade, os voos de um bixo. Ouvia tanto da natureza. Vi os que subiam como um esporte, via os que subiam com cachorros, via os que aquilo não significava nada. Para mim foi incrível. 

Um incrivel não era apenas conseguir subir. O incrível é aceitar as nossas falhas e nunca perder nossas esperanças de nós mesmos. O incrível é ver que minha amiga fez o melhor para mim e quando estamos presentes nos conhecemos melhor. 

Quanta gratidão tenho a Alondra. Essa presença profunda me toca demais. O melhor de tudo isso é a nossa paciência, nos ser estar presente.

Como é maravilhoso estarmos presentes. E essa impermanência da vida vai sempre me lembrar do Lama Lobsang que  já morreu e era Monge do Tibete. Ele morava na Inglaterra quando eu, e Alondra morávamos juntas. Lama Lobsang ia a nossa casa e eu a dele. Se aprendi tanto do Budismos era pelo Lama Lobsang que se tornou um grande amigo. Aprendi tanto dele como tendo visto  Dalai Lama,  Karmapa e outros monges nenhum deles pedia para nos mudar o nosso caminho. Nos faz entender o que é   a impermanência, paciência e  a compaixão. Todos esses dias passou por tudo isso .

Não devemos ignorar nossas perdas, mas Nunca devemos perder nossa esperança.

Minha avó aprendeu a mentir porque detestava sua aula de piano. Me conta que ia na casa de sua avó pelo caminho do sol. Reclamava do calor e de que se sentia mal. Sua avó (minha trisavó) achava que devia ser uma febre. Melhor era cancelar a aula de piano. Minha avó contava que sua descansava de 1 hora, e então se sentia melhor. Sempre rio que minha avó diz que aprendeu a mentir pelo Piano.

Eu detesto mentiras. Sou brava, acho injusto não dizer a verdade para ser educado, mas eu na minha primeira viagem ao México menti.

Depois de dois comas, que minha avó diz que são queridos, eu vim sozinha visitar uma amiga, Alondra que estufava comigo nos EUA. Ela me visitou quando estudei política internacional na Holanda, morou comigo em Londres e veio no meu casamento no Brasil. Eu devia minha visita.

Confesso que tinha meio medo de ir sozinha. Eu que viajei mil vezes sozinha pelo Brasil, pela Ásia, Europa, América Latina, Palestina, Israel, África, dessa vez fique com medo.

Há um orgulho desse lado. Eu no Aeroporto de São Paulo quando disse tchau ao André me dei conta que não sei mais como é viajar.

Cruzei o portão e nem lembrava de nem como eu fazia para achar o lugar da Latam que vinha ao México. Deu vontade de voltar a São Paulo. Senti que não era mais capaz.

Mas lembrei que eu sei é de falar com as pessoas. Fui olhar as pessoas e vi uma criança olhando o lugar onde se mostra rapidamente todos os voos.

Pedi a um menino de uns 5 anos se podia me contar o número do que ia ao México. Ele me ensinou e eu fui ao banheiro, e quando sai esqueci o número. Fui olhar de novo na velocidade que se muda os voos eu pensei mais uma vez que não sou capaz. Mas olhei e achei o número.

Andei e não achava o número. Mais uma vez pensei que eu olhei errado e não sou capaz. Mas vi pessoas descendo e lembrei que há lugares para embarcar também no andar de baixo. Desci e achei o voo. Fiquei na fila e quando fui falar para mulher que tinha tantas perguntas menti.

Disse a ela que era meu primeiro voo. Não sabia como funcionava. Ela ficou tocada. Não expliquei do que minha avó chamada de coma querido, só disse que eu não sabia muito como funcionava. Ela me ajudou muito.

Quando entrei no avião e já sabia o número, fui sentar e sabia que era por fora para ver a lua. Quando chequei havia uma senhora no meu lugar. Fiquei quieta e a trabalhadora do voo me perguntou, mostrou e ela disse a senhora que era ao meu lugar.

Ela ficou infeliz. Eu ponderei, eu sabia. Eu que escolhi, mas pensei, que bobagem. Disse a senhora que se queria ficar em meu lugar não havia problema. Ela aceitou.

Ela na frente da lua, eu do lado e atravessando estava seu filho. Chegou a senhora com os papeis para preencher para dar no Mexico. Eu tinha esquecido sobre isso. Não tinha caneta e contei a senhora das minhas falhas e contei do meu coma dos meus erros enormes.

Ela me contou que ela também tinha esquecido e pedimos canetas. Estava eu pondo endereço da Alondra e eu ri e contei das minhas falhas e essa senhora for me contando das operações e me chamou de uma Lutadora. Eu sei que ela que corre, luta boxe, etc. Era um alto elogio, eu ri.

Pedi ajuda ao seu filho que completou os nossos erros. Me tocou porque na nossa humildade aprendemos a verdade das nossas fraquezas e capacidade de ganhar e voltar.

Ontem uma amiga que eu não me lembrava quem era me mandou mensagem, Elisa. Alondra achou que fez faculdade conosco nos EUA, e eu era amiga dela e ela era do Brasil.

Mandei uma mensagem perguntando como nos conhecemos. Ela me contou que ela era do Rio e que eu ajudei muito quando ela chegou em Ny. Me tocou demais saber que ela declarou uma gratidão para sempre quando estava só, sem dinheiro e trabalho. O tanto que a ajudei.

Eu das minhas quedas nem me lembro nomes. A senhora do voo vinha por uma igreja e eu a pessoa não religiosa, mas que vai aprendendo tudo que fiz sem perceber.

Pior é quando ajudamos uma pessoa pensando que a pessoa tem que se demonstrar grata. Eu sofro demais quando ajudou à toa e tenho que lidar com mentiras.

Mas eu sou uma agnóstica, ateia e que tem amigos de todas religiões, tento me lembrar da minha avó que diz que quando damos, já não é mais nosso para pensar.

Das igrejas aceito que a humildade é muito valiosa. Talvez sempre admirei o processo de envelhecer. Não é diferente de um coma, é lidar com se adaptar ao possível. É triste só darmos valor quando perdemos.

Com todas minhas falhas eu admiro as pessoas e a mim mesma por nossas capacidades do possível. Também diria nunca perca sua capacidade de melhorar. Até minha avó quando pode dar uma passo sem ninguém do lado eu fico em silencio que isto é uma alta felicidade de uma pequena volta. Espero que todos nós nunca abandonemos nossas esperanças.

Aprendi de uma criança :)

Faz dias que a Thainá me disse “Verdade que voce vai continuar sem usar o telefone, a internet?”Thainá tem 8 anos e é filha da minha amiga Camila. Esses dias a Cami me disse que ela gostava muito mais da infância do tempo que não tinha internet e telefone.

Camila é de familia misturada de Indígenas e europeus. Cami tem um restaurante e é de Ubatuba. Eu a conheço faz muitos anos. Aquele dia eu ri e concordei. Em Sao Paulo vi um menino de uns 10 bravo de não estar ganhando o Iphone X. 

Eu que nem entendo o que quer dizer, me explicou o André que é o telefone mais moderno e caro do Iphone. Naquele dia já tinha achado bem triste ver criança obcecada com telefone. 

Enfim como o André estava lendo um artigo no celular eu resolvi visitar minha amiga Cami. Cheguei lá, estava ela com dois filhos, Thainá e Noah. O outro devia estar no telefone no quarto. Noah tem 3 anos e eles queriam sair e fomos brincar na rua. De repente alguém ligou para falar do feriado de Minas e portanto devia ficar cheio. Disse para Cami que eu podia levar os filhos para minha casa aqui em Ubatuba que é na praia. 

Cami achou que o Noah ia ficar infeliz, e chorar. Fiz um trato com eles. Vamos juntos e quando quiser voltar andamos de volta. Carreguei o Noah e a Thainá foi me dando os conselhos, falando da vida dela. E eu ia fazendo perguntas. Paramos para olhar a lua grande quase cheia, foi Noah que viu. Queria parar e descer toda hora, e a Thainá me mostrava tudo e eu com medo de Noah sair correndo na estrada prestava mais atenção nele e explicava. 

Chegamos em casa e Noah foi brincar com tudo e como o André é mais calmo com apelido de Pacato, quando viu o Noah mexendo no repelente disse para ele não usar. Quando entendi falei

“Andre tira de la, é muito perigoso.”André ainda muito mais calmo que eu disse. 

“Julieta temos que explicar. Foi lá ele já tendo tocado disse que precisava limpar, lavar a mão. “Thainá me explicou que a Mae era brava. E quando eu disse para Cami ela me disse que era “muito importante ser.  So sei que ficamos aqui brincando, o Noah so queria frutas, depois ovo, e manga é sua paixão. Eu fiquei impressionada porque na versão que eu o conhecia ele estava nervoso, correndo. Aqui ele parecia eu, subindo na coisas, olhando tudo. Isso disse a Anisia que trabalha desde que eu era criança contou que eu fazia o mesmo.

De repente a Thainá quis voltar porque precisava ver o celular. Me explicou que tinha Instagram, telefone e eu fiquei chocada que ela era tao obcecada com um telefone. Disse para ela que por ela eu iria tentar não usar o tel um dia.

Eu ja fiz antes, quando fui fazer Vipassana. Isso no entanto é num retiro de meditação, não se pode falar e tudo resolvido esta lá. Agora chego à conclusão que é mais fácil lá que na nossa realidade. Acabou a água porque de alguma maneira o banco não considera a conta automática, como outro dia quebrou o microondas mas na hora que levamos hoje para ser consertado de cara o moço disse do numero e pediu o nosso. Eu expliquei que ficaríamos sem saber quanto custa, nem quando podemos pegá-lo.  

Portanto resolvi escrever. É interessante que, quando fomos levar Noah e Thaina para o restaurante dela. Eu conversei com ela, e o André ficou brincando com o Noah, e a Thaina pegou o tel dela. Ontem a Cami me contou que quando eu e o André partimos para vê-la, disse a Cami que o Noah chorou. Hoje tínhamos que ir para outra praia e acordei e fui a pé até a Camila, e achamos ela no nosso caminho, ela iria pegar um ônibus. Oferecemos para levá-la e fomos conversando, e ela foi me contando do seu lado, e eu contei da filha que detestava estar na escola pública e que preferia que antes estava na privada.

Ela me explicou que ela queria que eles tivessem a experiencia das duas. De ver como é duro para os pais pagarem para 3 filhos. Mas claro que crianças não percebem. Na privada se competiam pelo estilo do que tem de telefone, e na pública uma realidade de como é muito difícil até comprar comida. As realidades são muito diferentes.

Quando vi a Thainá com o irmão grande vindo da escola pública. Ela aceitou ir para a praia conosco. O filho mais velho, de uns 10 preferiu ficar na internet. Fomos, eu, Cami e Thainá. Estávamos de Bikini e a Thaina de celular. O Andre nos encontrou sem celular porque continuava com nosso plano. Ficamos na praia nas falas e uma criança de 8 anos, nos filminhos.  Aliás quase todas as pessoas. 

Aliás eu ja tinha aprendido disso da Camila há muito tempo, que no restaurante dela o que mais se via eram as pessoas juntas com telefones. 

Isso é triste demais. As pessoas fazem as coisas rapidamente e perdem os pequenos detalhes das pequenas coisas. 

Noah não liga para ver um telefone com 3 anos. Como será com 4?

Olhei meu telefone só para mandar ao Edinho que estamos sem tel, que se ele tá mesmo de férias vamos a mais algum lugar daqui que não conhecemos.

Vou postar agora porque já faz um dia e também para dizer se voce me manda mensagem de face faz to olhando so uma vez pelo dia, e usando para ligar como telefone. Muda mesmo. 

Se voce leu o que escrevi tenta diminuir do tanto de celular. Tente ser mais presente isso é a melhor coisa da vida.   

O que se deve dizer do Dia da Mulher?

Honestamente digo que quando me dizem “Feliz dia da mulher”, eu nunca me sinto bem. Quando vem um homem me dizer isso penso se ele acha que todos os outros dias são dos homens. Quando vem de uma mulher pondero se ela é de uma familia onde valorizava mais ser mulher do que ser homem.

Minha avó Lucia me conta que seu irmão queria dar ordens nas suas irmãs, minha avó e Tia Wanda. Minha avo tem 94 anos me conta que sua Mae, minha bisa Zizi dizia ao filho.

“Guarde essa sua energia para usar quando voce tiver filhos. Do jeito que eu te eduquei, eu educo suas irmãs. Não se preocupe”

Na minha casa, eu e meu irmão sempre fomos tratados iguais portanto eu nunca passei pelo machismo na minha vida.  Por isso desde pequena fui brava e viajava pelo mundo.

Ontem recebi pelo facebook uma mensagem de um Indiano que me conheceu pelo meu blog em Inglês. Quando eu disse que ia à Índia ele foi me buscar no aeroporto de Delhi. Eu já conhecia a Índia. Tinha ido com o Haiko. Mas dessa vez estava indo sozinha. Tinha abandonado meu doutorado na LSE em Londres que era sobre Israel e Palestina. 

Eu já tinha visitado sozinha a Palestina, a Turquia, países da América Latina, Europa, EUA. Então estava muito acostumada a viajar sozinha e encontrar em países que não sabiam viajar sozinha no mundo. 

Quando cheguei em Delhi, esse Indiano foi me buscar e me levou para sua casa. Não virou meu namorado, nem dava em cima de mim, mas ele morria de medo de eu andar em Delhi sozinha. Ele saia para trabalhar e eu ficava presa em casa, e completamente revoltada.  A noite me levava para eu conhecer seu amigos. As amigas me perguntavam se ele era meu namorado e quando eu explicava elas decidiram me salvar. Inventamos que elas queriam ver algo na minha mala e assim que chegou a menina, com um menino contaram que uma mulheres tem que ficar com mulher. Esse Indiano ficou revoltado. Mas eu parti.

Quando fiquei na casa da menina, ela pediu autorização para viajar comigo. Deixaram.

Na Palestina quando eu chegava sozinha e viajava via muitas mulheres na universidade. Não havia homens porque muitos eram presos.  Pela Palestina vi milhões de coisas mas sem duvida quando eu saia para ouvir musica normalmente era só homens que saiam. E eu ia até via jogos de futebol, viajei e fiz milhões de coisas pela Palestina. São meus amigos até hoje.

Aqui em Sao Paulo um senhor ficou meu amigo. Eu sempre sou de falar com as pessoas. Esse senhor que é meu vizinho começou me dar presentes de doces, frutas e me convidava para eu ir andar. Avisei que iria chover mas ele insistiu e eu fui. Quando começou a chover tomamos café num lugar da rua e esse senhor me fez uma fala em Árabe e me perguntou e ele me contou que era de amor.

Eu não me senti violada, perguntei de sua mulher, dos filhos e voltei para casa e contei a minha avo e André.  Rimos mas quando veio mais um presente minha avo e o Andre não sabiam o que eu devia fazer. Liguei ao meu grande amigo Duda que é advogado e ele me deu um conselho, dizer a ele que ele me lembrava do meu vovô.

Dei uma carta dizendo assim “Muito obrigada, essas frutas me fez lembrar meu vovô. Obrigada”

Passou meses sem presentes, sem ele me ligar. Quando o vi na rua eu disse bom dia e esse senhor me disse que eu o tinha ofendido.

“Como o ofendi?”

“Sua avó tem mais de 90 e eu não estou nem perto de 90.”

Fiquei impressionada e pensei no meu outro avo e disse.

“Não se ofenda. Eu adoro meu vovô. Ele ja se faleceu. Minha mãe é 2 anos mais jovem que meu pai, eu sou mais velha que o André. Mas é verdade que meu vovô sempre me dava frutas, doces. Ele era incrível.“

Aquele dia me fez lembrar do meu avô que realmente me levava na feira, me dava presentes. E esse senhor não ficou mais tao humilhado. Parou de me dar presentes, e ligações . 

Quando me mandaram esses feliz dia das mulheres e me mandarem mensagem me fez lembrar que aquela jovem, quando foi viajar comigo ela mudou. Ela virou uma controladora. Queria me dar ordens, se portava como o machista que eu tinha visto. Fiquei impressionada. Eu sabia que só tinha poucos dias comigo e eu era livre para fazer o que eu queria. Fiquei tocada de ver como as posturas não mudavam. Ela deixava de ser quem recebia ordem para virar quem da ordem. Aquilo me impressionou.

Eu não estou escrevendo isso para dizer que eu não sei do tanto de diferença de salários de mulheres, sei que tem diferenças nas escolhas para trabalharem.

Mas eu penso que somos seres humanos. E na minha vida vejo que para mim gênero, cor, escolha sexual, religião, filosofia, não faz para mim nenhuma diferença.

Conheço mulheres que adoram sair com machistas. Conheço mães e que criam filhos como machistas. Assim os que acreditam pela infância, pela televisão, ser classistas, elitistas, racistas etc. Sei de tanto quanto pouco falam e ensinam sobre sexualidade para deixar as pessoas mais livres. E então vejo o que aparece perto de mim, crianças abandonadas, pais que saem e idéias filosóficas e religiosas que não aceitam a natureza do ser humano.

Nós seres humanos temos que evoluir muito. Precisamos dar mais valor as pessoas apesar de como uma pessoa nasce. Devemos dar valor as ações que as pessoas tem.

Caminho das rotas são distintas.

Estava eu hoje conversando com a Naoko. Naoko que muitos da familia da minha avó chamam de Neusa. Ficou com o nome Neusa pela religião católica.

Os pais eram do Japão. E o nome real é Naoko mas aqui no Brasil mudaram mas ela gosta do seu nome real, portanto desde que aprendi eu a chamo de Naoko.

Hoje como estava falando de quanto meus amigos a admiram ela disse. Naoko riu e disse.

“Na minha familia acham que eu faço tudo errado. E as pessoas que me conhecem de fora me acham boa, me falam de amor. Eu digo o que eu realmente vejo e percebo que as pessoas de fora acham perfeito. Já a minha familia é mais de falar o adequado”

Eu ri porque penso que somos muito parecidas.

Naoko tem 83 anos e sempre eu a admirei. Eu a conheci faz muitos anos. Na verdade eu a conheci via tia Wanda que é irmã da minha avó e que já faleceu.

Naoko sempre impressiona meus amigos. Costurava e todos os dias faz cursos e morou no Japão. Naoko nunca para de aprender novas coisas. Nunca aceita caronas porque é bom andar.

Naoko já faz acupuntura, cromoterapia, moxa, shiatsu, heiki, reflexologia, drenagem linfática, integração crânio-sacral, radiestesia e radionica, tarô alquímico, astrologia alquímico.

Confesso que eu nunca nem sei o que são as coisas que ela faz comigo. Só sei que sinto que o que ela me faz, me dá, me ajudaram realmente a melhorar. Sei que os que tem muitos que nem querem saber dessas coisas.

Também vejo que as palavras profundas ficam dentro de nós. Vejo que tem tem lados. O estimulo de competição de um lado e do lado de paciência e pensar nos outros.

Tenho ponderado também do tanto que as pessoas ficam se distraindo do real e é feito de mil maneiras.

Conheci o Mr Colly que é um senhor apaixonado com o poder da China. Ele me manda diariamente informaçoes do mundo. Mr Colly eu o conheci no Vietnã no ano passado. Ele se distrai com as piores informações do que se passa no mundo.

De um lado tento evitar falar com ele. Fico intrigada por ele me mandar tudo da China. Ele tem passaporte Ingles e Americano e quer casar com uma jovem da China.

Ele me manda milhões de artigos. As vezes me faz mal mas tenho dó. Mr Colly é tão aberto que já me disse que casa por interesse dos dois lados. Ele quer passaporte da China e ela dos Eua.

“Inglaterra quebrada faz tempo e amor é invenção de burros”

Mr Colly é brilhante, de Oxford e infeliz.

Naoko é feliz pelas experiências com as pessoas.

Na filosofia lembro de como Socrates dizia “Conhece-te a ti mesmo… “

Na grécia esses pensamentos faziam ele ser preso e ter pena de morte. O incrivel é que a pena era de se suicidar porque não se pode matar o outro na Grecia.

Pondero e vejo diariamente que todos os meus amigos de doutorado sempre tem e tinham informações que os faziam sofrer. Um amigo se matou e eu estava no hospital. Um grande amigo da Russo escreveu no nosso email coletivo com admiração. Eu escrevi que estava no hospital e que nunca percebemos nada sobre ele. Assim varios amigos meus me escreveram para dizer da vontade de se matar que tinham. Nada me chocou. Fui aprendendo. Nos falamos até agora.

Na verdade o que tenho mais visto pela vida, nos lugares de doutorado tiveram profunda tristeza. E vejo esse senhor Mr Colly me dizer que vai se matar. Eu ja disse mil vezes quem fala, não o faz. Digo a ele que só precisa de atenção . Eu conheço quem se mata a pessoa desaparece. No silencio. Não vai a psicologos, médicos.Ficam num silencio enorme. Sem jamais deixa claro.

Escrevo isso por saber dos dois lados. Pela filosofia e do budismo penso em conhecer-nos a nós mesmos. Mas do amor tento não abandonar o total de ler as palavras duras de Mr Colly. Isso é compaixão. As coisas extremamente duras que ele diz e me faz mal. E eu sempre acho que por bondade devo falar com ele. Quando digo que eu dou conselhos para ficar melhor. Ele diz que não faz sentido. Ali eu vejo só tem que dizer o duro. Fotos de tibetanos mortos, noticias de jornais ingleses fortes. Nem leio porque de alguma maneira ele só precisa de atenção .

Mas a Naoko tem um alto valor para mim. Me faz lembrar dos limites do tanto que devemos dar o nosso tempo. Imagina se Naoko diria para alguém um ataque.

O amor e a Compaixão são as mais belas coisas que conheço. Quem ainda não sentiu, se quiser busque e não se desaponte muito que caimos de novo e cada um quer um caminho. Naoko é o caminho que quero ter e sei que ela e eu e todos que pensam assim tem que lidar com os que não o querem

Talvez o que eu mais quero dizer é que Naoko toca a todos porque faz o que ama e para ajudar os outros. Mr Colly pode sabendo falar mandarim, Russo, ingles, frances etc faz tudo para ganhar dinheiro. Mr Colly é muito triste. Faz tudo por orgulho, dinheiro, e classes.

Naoko o faz pelo amor. E claro os que estão na famila da as culpas de não fazer considerado algo de alta classe. A alta diferença é que todos que a conheceram sabem que ela ajudou aos outros de uma maneira positiva.