As maravilhosas ironias da vida.

Diziam no meu coma que zonas do cérebro destruídas, difícil eu voltar.

Bom de tudo que perdi não perdi de amar falar com as pessoas e aprender mais delas e dos ciganos 🙂

Honestamente sou péssima de lembrar o rosto e o nome. Portanto, eu sempre coloco por contexto. Tenho amigos que querem me curar disso. Mas eu não ligo, mais importante que o nome para mim é o símbolo.

Anteontem falei para o Luca ( para mim Argentino do couch), vamos andar um pouco aqui. Luca aqui até brinquei que estamos em Ubachuva :). Fazia dias que diziam que iriar chover e não chovia, mas no dia disse que não iria chover, ai começou a chuva e não parou até hoje. Nas misturas de espanhol com português andamos e eu de ‘parachuva’ 🙂 E o André e Luca sem nada.

Andamos quase 14 km. Porque eu sempre inventava coco num lugar alto. Depois tomar café, depois um pastel no lugar dos Venezuelanos. Errei o lugar e comi de novo onde trabalham os Venezuelanos.

Eu amei a Venezuela quando fui, e já mandavam não ir. Venezuelano nos contou de como é trabalhar aqui em Ubatuba. Eu fico triste de ver o estilo de interesse e abuso dos que sabem que é bem duro voltar à Venezuela. Assim como nos ensinou ainda tem muitos ricos lá. E claro tudo em Dolar. Ainda bem que fui no tempo do bolivar. Lá subimos o Monte Roraima com uns argentinos que já estavam havia anos na combi. A deles se consertava na colombia e nos conhecemos na Venezuela e subimos juntos a montanha. Isso faz uns quatro anos. A vida é misteriosa. Sei que eles ainda estão vivendo pelo mundo.

Anteontem tbm la inventei de ver minha Indiana, que não é, mas vende roupas de lá e vai muito à Índia. Gisele eu marco assim, Gisele Uba India 🙂 Lá no caminho vi combis. Sempre adoro falar com as das combis porque amo coisas de ciganos. Eles eram da Argentina e nós conversando ficamos sabendo que estão vivendo viajando por 2 anos. Disse que podiam tomar banho em casa. Fazia isso no Peru tbm.

André exausto de eu falar com tantos do dia até a noite voltamos, e eu paro numa musica ao vivo que não é boa mas Luca disse que tem em espanhol, depois ouvimos em Italiano. Me fez lembrar de uma senhora que me disse que em gestos ja compreendemos o outro. Claro dos latinos é fácil mas vivi por isso quando fui voluntária na Tailândia numa região que uma só falava inglês, mas para se comunicar lingua é menos importante do que eu imaginava. E claro aprender das culturas. Alias do Luca quis me fazer saber cozinhar, e eu não sei 🙂

A vida é tao irônica . E de passarem ontem em casa e por horas conversamos muito. Todos são simpáticos mas me impressionou é um casal viajando com um filho de 12 anos. Ele fazendo a escola de fora e ele aprendendo do mundo. Assim como vi de europeus na Ásia ha anos. Esse menino Valentin é a criança mais jovem que já conheci viajando e extremante educado.

Ele é o mais delicado, inteligente que já vi. Quando contei dos Argentinos que subiram conosoco o monte roraima, os pais os conhecem e sabem onde estão. O Valentin quando perguntei se sentia saudade de algo ele me disse, “ eu gosto de conhecer as outras pessoas e dos animais livres na natureza”

Eles dormiram em kombis e hoje veio o sol. André e Valentim foram surfar. Os argentinos da combi estão vendendo arte que fazem.

No de que já perdi, falar com todos nada mudou. Jogar buraco voltou. Agora essa de andar em Ubatuba a pé na chuva a quase 14 km é realmente novo. Mas adoro. Dos outros aprendemos muito.

Como disse a senhora não se prende no passado. Tente algo novo e dê valor ao que é possível hoje. E vai sempre para frente. Ou seja, não quero a viagem do passado mas continuo no mesmo ponto da vida. Como disse a Carolina, da combi e mãe do Valentin, muitos só percebem quando o tempo está passando ou passou.

Ela disse

“ Meu irmao e eu somos criados iguais, ele é materialista e silencioso, e eu sou de aprender mais coisas e ver o mundo. Aprendo muito dos outros “

Me tocou tudo isso. Como a vida pode ser irônica. Do nada me mostra alguem igual a mim. Assim continua o caminho dela e o meu na rota não do material mas de ver o mundo e se encontrar a si. E acho que nessa rota nunca mudamos, acho que nascemos como somos.

Com amor,

Ju

Bike Couch :)

Vou contar de outro couch muito legal.

Eu vi pelo couch que haveria dois ciclistas que estavam vindo de Santos a Ubatuba e so precisavam de um banho, e um lugar para deixar a bicicleta.

Bom eu tenho dois amigos ciclistas que passaram por países do mundo. São incríveis. Mas vou contar dos que saíram agora.

Saulo e Fernando. Fernando usava bike ha anos mas o Saulo nem sabia. Contou que era esportista de correr, mas do nada ele contou que ele iria de bike de Santos até Parati.

Eles moram em Botucatu, e ninguém acreditou nessa ideia. Mas o Saulo comprou a bicicleta e o Fernando ficou chocado mas aceitou. Muitos acharam impossível. Eles nem conheceriam o couch e o warm shower. Quando fizeram perderam de não ter esperança na humanidade. Todo ciclista sabe disso. Mas eles aprenderam agora.

Saulo contou que ele era de reclamar de tudo mas vir de bicicleta mudou a vida. Disse que antes era de reclamar de tudo, mas na chuva nessa ideia pensava que se fosse o sol forte, seria mais difícil pedalar.

Se adapta a tudo, e percebe que tudo é possível. Ficava inpressionado com as pessoas que conhecia. Quando eu acordei fiquei chocada com o café da manhã, que eles tinham feito para nós. Mesmo eles acordando cedo deixam a mesa linda e esperam para comer conosco. Total solidariedade. Até sem emprego vão comprar mais coisas para nós.

Nós somos de opiniões políticas opostas, mas nós rimos e aprendemos. Aprendemos o oposto. Mostei os vídeos do meu amigo Thiago que faz 2 anos que está pedalando pela Europa, Irã, Tajiquistão, etc. Por já 2 anos e ainda mais 2. Mostrei também o livro do Fabio, que fez a America latina de bike.

O André lembrou que ficamos em Roraima de couch na casa de um ciclista, que foi de bicicleta de roraima ao Chile. Ele queria ir num encontro da igreja adventista e, com 5 reais no bolso dormia nas igrejas, estrada pela missão religiosa.

O que mais me toca nas pessoas de bike é uma coisa que é só dos ciclistas. Em geral nenhum é fresco. Não faz nenhuma diferença se politicamente é direita ou esquerda, se é religioso ou ateu. O grande maravilhoso da ciclovia é de se adaptar ao tempo, à dor, à comida. Tenho os do frio e do calor, da chuva, neve e o seco. Mas o que acho mais belo é a solidariedade. E o que mais amo é o conhecer as versões das coisas.

Não digo que não existem pessoas que vêm o couch como uma forma econômica de viajar. Mas na essência é surfar no sofá e o banho quente. Mas comondiz minha avo quando uma senhora chogaca poker e ela perguntaca ” vc ganhou?,” e diz a senhora “ganhei experiencia” 🙂 Ou seja, se vc hospeda o egoísta da economia não perca a esperança do ser humano- é um conhecimento do estilo.

Ou seja do ciclista se da conta so coisas maravilhosas .

A energia de voltar à solidariedade, à paz que é o couch. Nem ligar de quem usou a toa. Entender que é uma pena que não tiveram o presente

do Sofá 🙂 . E se dar contar que mesmo eu pensava que sou a não fresca, me dar conta que sou, e ainda mais desejo de ser mais ciclista.

Com amor,

Ju

Couch eu admiro.

Imagino que muitos não saibam o que é Couchsurfing. Na tradução seria surfar no sofá 🙂 Mas Couchsurfing é um site que sou parte desde de 2010. É hospedar quem não conhece e se hospedar na casa de quem não conhece. É de graça, mas não é sobre viajar sem gastar muito. É poder conhecer outras tradições.

Eu hospedei pessoas do mundo lá na Europa e agora faço tbm em Ubatuba. Assim conheci Israel e Palestina e aprendendo varias tradições na India, Italia e outros lugares.

Até fiz no Brasil em Roraima, Amazonas e outros lugares do mundo.

Assim tenho amigos que vieram de países diferentes e do Brasil com tradições diferentes.

Podia fazer um livro das pessoas que conheci assim. Mas hoje vou contar dos meus últimos hospedes desse final de semana.

Wesley e Luca. Wesley é de Piaui e Luca é de Sao Paulo. Wesley é professor da escola publica e no começo me mostrou o que se passa. Isso falando na internet antes deles vierem. Já começou a minha admiração de ver o projeto da escola publica.

Eles são amigos e são os que fugiram do evangelismo juntos. Nunca na minha vida não soube nada sobre isso. Não sabia como prendem as pessoas como amigo e depois com declarações de inferno eterno.

Me fez lembrar do meu amigo judeu de familia ortodoxa de Jerusalém e com pai, avô tataravô rabino, quando o pai, com câncer, virou ateu. E o pai disse para ele mudar de escola. Quando o conheci na india ele contou que agora era isolado de familia, de amigos, mas hoje é professor de matematica.

Enfim, quando meus amigos aqui me contaram me fez pensar muito. Eles da zona leste e eu do centro. Eles leram Maus, Dostoievsky, filmes que só tem no centro e era duro ir sozinho. Mas o fizeram.

Sábado saímos sem planos e andamos quase 10 km. Olhamos a pé Ubatuba. Comemos, vimos arte, pessoas, o mar, bebemos, dançamos.

Para mim me toca demais. Como Wesley sai de uma cidade pequena do Piauí e ter a mesmas buscas, ponderações, curiosidade e sempre na duvida de onde veio uma informação.

Acho que o melhor para mim da humanidade é conversar e trocar experiências.

Ser mais honesto com o outro que é também consigo. Sou extremamente feliz de voltar ao couch.

Na hora que estava indo embora me disse Wesley, “Ju, o que vc acha que mais aprendi aqui?”

Eu disse “ Vipassana, fazer meditação de qualquer forma.”

Errei total e me impressionou.

“ Tomar café da manhã. Suco de limão, café orgânico sem açucar, frutas.”

Fiquei surpresa. Nossa imaginei. Chutei

“ Se é pressa acorda mais cedo”

Ele me disse que não era sua cultura, era café e quase mais nada.

Contei do que aprendia na Ásia

Café da manhã de rei, almoço rainha e jantar de mendigo 🙂

Sei que nessa esperiencia.

Do Luca que é discreto é um observador. Me disse que eu deveria ser ppsicóloga. E eu de novo contei de mindfulness que vem de vipassana 🙂 E eu pensando que agora que Luca entrou no couch vai arrumar mais amigos que pensam como eu , não se perder no medo.

E como dizem até quando perdemos, ganhamos esperiencias.

Quem é da curiosidade, e gosta de trocar experiencias entra no couch. Não é sobre economizar dinheiro, é sobre ganhar experiências.

E quando viramos amigos torcemos para nos vermos de novo.

Tipo meu amigo Pai Chin Chi

“ Se é

Tipo meu amigo Pai Chin Chi

Tipo meu amigo do Taiwan que ficou lá em Londres e depois anos no Brasil 3 razoes. Rio para carnaval , eu em sp e Uba e a Amazonia. Tipo uma amiga da Slovenia que fiquei na sua casa e depois eu na dela. Assim é couch.

Com amor,

Ju

Continuar a nadar

Hoje eu e o André nadamos uns 1000 metros no mar. No clube é mais fácil mas eu acho o mar é mil vezes melhor que piscina.

É a impermanencia total. Saímos do calor e entramos no mar frio. Começa a luta para fugir da alga e claro da onda onde os surfistas usam.

Sei que até me fez lembrar jovem de descer da onda e subir mas com muita onda as vezes entra o sal no nariz. Na hora pensei na Lota se limpar com agua e sal. Me veio a mente o Ghandl e na sua luta na India pelo sal.

Estávamos com óculos de natação, eu olhava a fuga da alga. E o Andre o Pacato vai mais perto da praia e eu fui para frente para mais longe da praia e ver o mar.

Sei que tem muitos com medo. Mas nisso chega na tranquilidade. Fomos nadando em estilos distintos mas olhando. E fomos nadando para chegar no fim da praia.

Aí a impermanencia foi maior. Mudava de estilos de nadar, e o mar mudava do calor para o frio. Quando nadava para o fundo aí era um outro planeta. Limpo, e frio.

Quando encontrava o Andre eu inventei “voce é a parte da frente e eu da perna” . Isso era divertido. Vi conchas, um peixe e o fundo 🙂

Vinha a musica uma melodia e nunca como dizem zonas destruídas do cérebro o Andre cantou.

Paulinho da viola

“ Não sou eu quem me navega

Quem me navega é o mar

Não sou eu quem me navega

Quem me navega é o mar

É ele quem me carrega

Como nem fosse levar

É ele quem me carrega

Como nem fosse levar

Gente fiquei impressionada me disse e fui ler a letra da musica Timoneiro. Me fez lembrar meu mestrado e Phd que era relacionado a cognição.

Sempre me toca ver que as áreas do cérebro devem ser usadas, assim como a alimentação. Não digo de faculdades, digo de aprender das minhas perdas e tentar voltar.

Esses dias tenho andado de bicicleta, andado, me alongando. Nem mais digo de Yoga porque tem tantas historias misturadas, entre lingua, corpo, teologia que não gosto mais de classificar como nada. Usar o corpo e ser consciente da mente e dos outros. Especialmente das pessoas que envelhecem bem. Conheço varias.

No dia uma senhora me disse para fazer algo que nunca fiz , ela disse assim ativaria outra zona do cérebro. Eu resolvi vir a Ubatuba e estou aprendendo da Natureza. Amo as canções dos passarinhos, vendo o céu, as estrelas, por de sol, o sol nascer. Nunca tinha feito essas coisas de cuidar de jardim.

E claro fazendo o que sei , falando com as pessoas. Como já disse que me disseram em não conseguir nada. Seria outra. Sem abrir olho, falar, lembrar.

A cognição é incrível. Cada um tem um estilo mas nao perca a esperança.

Nao sei quem me navega, e nao sem nada como o mar me faz nadar pensar. Sei que alguns navegam por alguém fazer navegar. Mas eu honestamente mesmo sem saber nadar continuo a nadar.

Com amor,

Ju

Arvores e Couchsurfing.

Ontem aconteceu uma coisa triste, e uma coisa maravilhosa. Não sei quem sabe o que é couchsurfing. Faz muitos anos, que eu sou desse grupo.

Nele você hospeda as pessoas que não te conhecem, e pode se hospedar na casa de quem não conhece. Assim tenho amigos do mundo. Fiz no couch na Palestina, Israel, Itália, India, Brasil e muito mais.

Couchsurfing não é só para economizar dinheiro, é de conhecer a verdade de tradições dos países, ou até de uma região do nosso. Eu hospedei pessoas de varios paises e regiões do Brasil.

Explico mais do couch depois, primeiro vou contar a coisa triste que aconteceu ontem. Fui tomar coco, e quando cheguei no lugar estava vendo uma árvore centenária destruída. Chegou a defesa Civil para saber o que que aconteceu.

Eles como eu como as pessoas que tem bar de coco, e que trabalhavam estavam extremamente tristes, e com dó da senhora do lado onde ficava a arvore.

Alguém contou que viu às 11 da noite um casal começar a queimar a arvore.

A senhora do lado do Coco tentou apagar o fogo e não deu certo. Ela estava super deprimida, aliás todos nos ficamos deprimidos.

O André foi até olhar por dentro da arvore e viu que o fogo era colocado por dentro. Vou deixar o vídeo pra vocês verem.

Não dá pra entender porque alguém quer destruir uma árvore. Ficamos todos tristes, eu chorei.

Bom vou contar da coisa boa. Como eu sou do couch, aprendi agora de um projeto da prefeitura que me deu felicidade, um projeto de sustentabilidade.

É um projeto chamado imprensa jovem.

Esse video fica em Itaquera, que é na Zona Leste de São Paulo. Fiquei com esperança que crianças aprendendo não vão destruir.

Mas também me dou conta que minhas escolas consideradas boas, nunca me ensinaram sobre sustentabilidade a mão. Tudo era pela literatura.

Mas aprendi pelo Couch. Quanto eu vejo que até uma senhora de 78 anos viajou de bicicleta pelo mundo ficando nas casas das pessoas. Não tenha medo de hospedar alguém. Nem de ficar com quem não conhece, assim você conhece melhor as pessoas.

Estou tentando plantar arvores esses dias mas sou péssima. Então tenho tentado regar já que nem tinha chovido.

Vejo que não há grande diferença do que é considerado bom e o ruim. A diferença é se apegar no passado. Me dou contra os que são da praticas são de resolver, não de descobrir quem destruiu.

Por isso o André consegue plantar, e eu depois de regar, gosto de contar para não perder a esperança. Temos que buscar resoluções para os que ficarão anos vendo essa arvore quando nós já tivermos partido. Sempre me dá mais esperança não é o jornal, é o cochsurfing.

O Andre, seu irmao e mãe conseguem plantar a arvore, adubar e fazer dar flores. E eu consigo regar e contar. Cada um tem um estilo de caminho. Nao há duvida de que uma destruição é triste. Mas en vez de ficar com raiva, triste, estou aprendendo a ser parte de resolver. É plantar, regar e jamais perder esperança na capacidade dos seres humanos.

Fico com dó de quem queimou a árvore. Não sabe como é bom plantar, prefere destruir, mas agora vi que algumas crianças já sabem. A diferença do triste e o maravilhoso é que aprendi como é difícil é ter compaixão. Mas escrevendo e já enxergo que essa pessoa está perdida. Todos somos um pouco.

Com amor

Ju

O segredo da bicicleta :)

Estou na minha extrema felicidade do que consegui fazer hoje. Nunca leve muito a sério um médico que diga que não pode conseguir melhorar, ou voltar. Não perca esperança da vida.

Esses dias eu peguei o Uber e quando contava de eu ter estado doente, em coma e que disse minha médica à minha mãe que eu não voltaria. Esse senhor do Uber me contou uma coisa que eu entendo, porque me sinto igual.

O senhor contou que antes de eu pegar o Uber havia uma senhora que ficou doente e disseram para ela que teria 3 meses de vida. O remédio fez mal e ela sobreviveu. Ela passou da depressão para dar mais valor à vida e resolveu viajar.

Esse senhor do Uber ficou tocado. O médico com medo, falou do perigo mas como eu, sabe que medo não vale muito. Então essa senhora foi fez sua viagem. Não a conheço, mas espero que viva e morra feliz.

Eu que estou nadando muito mais que fazia antes, hoje inventei de ir de casa em Higienópolis quase santa Cecilia até o clube pinheiros de bicicleta. E ver meus pais por lá.

Eu que nem lembro rostos, vem na mente os que morreram em Sp de bike, lembrei do meu amigo Fábio que fez América Latina de bicicleta, do meu amigo Thiago que fez da Europa até a Ásia e ainda está lá.

Bom, eu que não lembro muito das coisas, parava para descansar, observar e falava com as pessoas. Seguindo o caminho que fazia de carro.

Quando cheguei perto do clube parei e perguntei a um cara de bike, se ele podia me explicar como eu faço para mudar as marchas. Eu não lembrava disso.

Esse homem foi querer ser específico de explicar e eu contei que a médica disse a minha mãe que para mim era difícil, eu não voltaria.

Eu gosto dela, mas não vou mais a nenhuma. Sei que tenho alguns amigos médicos que detestam como penso. Como também tenho que entendem. Porque até um amigo meu da Europa e médico com Phd sempre me diz que estamos sempre em processo de estudos. “Sabemos pouco”

Sei que quando contei do meu coma, eu fazendo redução de remédio sozinha. E me sentido a cada dia e faz ano, estou melhor. Então esse cara de bike me disse.

“Somos então nós dois lutadores. “

Contou que ele tinha Câncer e também falaram de morrer. Ele me contou que veio de longe de bike para ir a Muay Tai. Fiquei tocada. Conheço. É uma luta da Tailândia e lá é minha casinha que fui muitas vezes e tenho mil amigos. Fui voluntaria, fiz micro trabalhos. Esse cara é um artista e também quer sair de Sp.

A vida é tão curta. Não sei por que as pessoas têm tanto medo. Só sei que cada um escolhe um caminho.

Honestamente não levo medicina a sério. Aliás faz mais de ano que eu reduzo sozinha meus remédios. E sei que meus pais têm medo. Mas a vida é curta.

Quem crê torce para eu não morrer antes do Nepal. Essa é a minha nova busca.

Se o nadar já é minha meditação. Bicicleta é viajar sozinha e conhecer os outros. Estou me preparando para o ano que vem. Sempre gostei de aprender dos outros. Faculdades não significam quase nada para mim, nem as minhas perdas, mas as pessoas que conheci me valem mais.

Sempre me deixa feliz aceitar que apesar dos estudos no mundo, nós sabemos pouco. Considero a sabedoria é ponderar quem pagou e ganhou por qualquer ensino e chegar a uma informação. Considero que sabedoria é aceitar que sabemos pouco. Do que sabemos é difícil, o mais profundo ainda mais difícil. Só sei que não quero perder meu tempo da vida para ser parte dos estudos dos outros.

Melhor é ajudar por compaixão. E fazer um caminho que fizer sentido para nós. Não quero fazer nem por medo, nem por egoísmo. Mas cada um é cada um como dizia a Crê, minha baba de infância.

Com amor,

Ju

As flores e o não estar presente

Esses dias fui comprar flores para um almoço que minha avó quer fazer para celebrar o seu aniversário.

Achei um lugar lindo e eu conversei com uma senhora, e eu sendo aberta fui falando, e ia escolhendo as flores e contando da minha avó. Liguei para minha avó, e a convenci que melhor era ela não ficar na siesta. Fui explicar a essa senhora que era melhor minha avó escolher porque aquela floricultura é tão bonita. Eu expliquei a essa senhora que minha avó tinha quase de 95. Na hora eu vi que essa senhora não prestava atenção, mas só achei que só não ligou muito de alguém fazer 95.

Fomos buscar minha avó e ela entrou no lugar, que disse que já conhecia e na hora, vovó cansou da pouca atenção que recebeu. Não de frescura, mas de ficar cansada de estar de pé sem a senhora falar com ela. Então vovó quis sentar no carro até ela poder estar presente.

Juro que na naquele dia não me dei conta do que aprendi agora, hoje. No primeiro dia a senhora volta e eu chamo minha avó para escolher e eu escolho as flores lindas e pago. Essa senhora me mostrou uma flor linda e eu fiquei tocada. Linda. E peguei.

Esses dias almoçamos para comemorar o aniversário de minha avó, antes do almoço oficial do final de semana. Desde então vovó não parou de pensar como tudo precisava ser arrumado na casa para este final de semana.

Detalhes de tudo e me disse hoje que faltavam poucas flores. Eu então resolvi ir lá de novo, e quando chegamos vou falando a uma senhora que amei a flor que ela me mostrou. Ela me conta que não foi ela. Olho e vejo a senhora. Ela é a mãe dessa outra senhora. Explico que eu esqueço os rostos etc. Conto das minhas perdas, falei do nadar e conto do vídeo que vi sobre nadar, olhando vejo a senhora e conto de como estava aprendendo dos estudos de nadar, e exercícios físicos, e da Irizina e como num estudo em Harvard sobre câncer, e no Rio sobre como indo ao cérebro e evitar pode evitar Alzheimer.

Não sou médica, e sempre acho melhor evitar cair no vicio do remédio, mas vi um vídeo sobre isso que parece vai virar um remédio.

Enfim, sei que quando estava hoje lá e mostrando a senhora e a filha que tbm é uma senhora e ela me contaram da vida delas.

Começou a filha me contando que não sabia nadar, não sabia viajar sozinha. Sempre acontece comigo porque conto de mim e os outros me contam deles, isso sempre pelo mundo, desde jovem. Essa “filha” contou dos cursos das flores na Holanda e de como não consegue aprender novas línguas. E eu fui contando, que se passa comigo, porque quando perdemos as capacidades de quando somos jovens de aprender é muito difícil aceitar aprender de novo. Talvez seja pelo meu orgulho interno de não aceitar não sei. é. É aceitar aprender de novo com o orgulho do passado.

Ela me contando de tudo da vida quando fui falar da mãe ela me contou que ela vem nessa floricultura, mas ela tem Alzheimer.

Eu fiquei surpresa. Aquilo que eu no primeiro dia, minha avó achamos que ela não ligava do que eu contava.

No entanto das flores ela sabia, contava o nome e saia andando. Só me dei conta escrevendo. O André achava que estava vendo outras coisas, minha avó não sei, e eu só achei que ela não prestava muita atenção, mas eu não ligava.

Hoje fiquei tocada. Fiquei tão surpresa e essa filha me disse. “Trago minha mãe porque não vou deixar em casa, nem retiro, melhor é vir comigo mesmo não estando muito presente.

Aquilo quando Andre estava por fora não acreditava. Hoje uma outra senhora me contou da sua epilepsia e as vezes não está presente, mas não liga.

Me faz me dar conta sempre que sabemos tão pouco. Porque é tão difícil nós aceitarmos não sabermos melhor. E sempre vemos o que nós sentimos por dentro.

Essa filha que já é maê, talvez até avo traz uma mãe que eu e minha avo nem nos demos conta. E hoje me deu consciência e mais valor, do que essa senhora com Alzheimer me mostrou e deu o nome dessa flor linda. Nem eu, nem o André, nem minha avó sabemos ou lembramos o nome.

Ela em alguns segundos sabe bastante. Sempre me faz lembrar dos Tibetanos. Impermanência.

Com amor, Ju