A busca de ser presente.

Ontem pedalei bastante para fazer coisas alternativas, não coloquei a internet quando saí. Queria chegar em um lugar e ir aprendendo perguntando para as pessoas. Queria ir mudar de óculos, mas não queria procurar na internet onde havia um ocultista.
Tinha decidido, depois de ter visto fotos, que estamos num tempo presos por um telefone, e raramente presentes com quem está ao lado.
Eu queria mudar meus óculos, que faz tempo que nao estão bons, e eu fico indo sempre no mesmo médico, que nunca leva a sério o que falo, e não resolve o problema.
Fui indo e vi o grão, que é um restaurante vegetariano que adoro. Eu sempre peço o prato do dia que é sempre bom é custa 18 reais.
Lá fui dividir a mesa com uma senhora que me deixou sentar juntas. Na mesa do lado havia uma outra senhora de olho fechado, reclamando de tudo, e quando eu oferecia ajuda, ela não queria. A minha companheira da mesa achou terrivel que ela reclamava de tudo. Eu sugeri que ela estava deprimida. 
A minha companheira me contou que era professora de Tai-chi, que morou na China, que pra meditar não precisa ficar parada, pode ser em qualquer ação em que estejamos presentes. Fiquei impressionada que ela tinha mais de 80 anos. 
Me ensinou que Tinha aula pública terça e quinta. Quando eu contei do óculos, ela se ofereceu pra ir comigo a pé mostrar onde ficava. Como só tinha horário pra hoje, fui procurando na rua, perguntando pras pessoas, e encontrei um optometrista. É aí eu senti que realmente estava voltando ao passado.
Continuei pedalando, fazia muito sol, e quando eu achei o caminho de volta, resolvi tomar um suco bom dia no integrale. Quando cheguei, todos me falaram que minha mãe tinha passado lá, que era muito bonita, que eu era bonita por causa da minha mãe. 
Contei que estava usando o telefone só pra tirar fotos, e contei da senhora do Tai-chi que conheci, Mariza, e que tirei uma foto pra lembrar o rosto. Todos lá conheciam a Mariza. 
Eu que decidi que ia na aula,que me explicaram na integrale que era terça e quinta as 7.00 da manhã. Resolvi dormir as 8 horas. Vovó disse que eram decisões muito radicais. Eu acordei às 4, e com uma dor na perna, mas resolvi olhar o sol. Fiquei encantada com o sol nascendo e fui percebendo que minha perna estava exausta. Tirei foto, dormi mais uma hora, e depois resolvi nadar.
O mar estava maravilhoso, calmo. E agora, depois de horas sem usar o telefone, resolvi contar de como é lindo estar presente. Eu escrevi num caderninho, e pedi ao André para digitar, já que ele ama ficar no telefone 🙂
Com amor,
Ju

A dor as vezes nos faz estar mais presente.

Gente, um desses dias eu andando de bicicleta com o André e o Pitagoras numa rota de subir um morro, e eu rapidamente, quando desci olhando os lugares pensei que tinha que descer porque tinha uma mudança de rota.

O Pitagoras é do Mexico e veio de bicicleta da Bahia a Ubatuba. Ele é fotografo e muito gente boa. Ja aprendeu português e está descendo até o Uruguai.

Bom nesse dia na hora que desci, virei a coluna e começou uma dor fortíssima. E eu não sabia o que fazer, falei para descermos na pequena praia do lado, Lamberto.

Na hora o André levou as duas bikes e quando cheguei lá morrendo de dor, sem acteditar. Sem saber o que fazer pedi uma caipirinha com limão e rum. Quase um mojito. Aquilo me ajudou muito entrei no mar, subi a pedra e voltei pedalando para casa. Até hoje o Andre não entende quanta dor eu senti, porque subi a pedra para fazer uma foto. 🙂

Mas acordei no outro dia com dor de levantar, liguei para minha mãe porque a dor voltou, minha mae, que sempre foi corredora me disse que devia ser nervo cíatico inflamado. Meu pai disse para colocar gelo, banho quente e minha mae disse que deveria fazer exercício de alongamento.

Foi duro demais. Fiquei vendo muitos videos que ensinavam. E até mandavam tomar remedio de dor. Como estou retirando remédios, a ultima coisa que queria era tomar mais remédio. Faz quatro dias e nada da dor diminuir. Mas ontem fui no encontro de familia do André em Cunha. La era o hotel da fazenda. Mil vezes mais bonita do que as fazendas que conheço. Vou deixar fotos no blog.

Tão lindo o lugar e eu andei muito e um corredor lá me disse que hoje a dor iria ser mais forte.

Não acreditei mas o duro é levantar da cama. E hoje pensei em pedir pra Naoko vir fazer acupuntura.

Meu pai falou que eu iria ficar alcoólatra de beber rum para passar a dor. Então pensei em ler tudo. E torcendo para não ficar parada porque isso mantem a dor.

Às vezes na dor eu lembro que o Lama Lobsang dizia “Que bom que tem essa dor, quer dizer que te fez estar presente neste lugar“

Lama Lobsang sempre me dizia, muda de atenção ao outro lugar da dor. Assim é se sentir o corpo. Estar feliz de estar vivo independente da dor. Sempre me faz lembrar da impermanência.

Com amor,

Ju

A beleza de conversar, e começar pedalar.

Vocês sabem que eu adoro hospedar no couch e warm shower. Sei que o último foi um turco que estudou na escola Lycee na Turquia.

Eu fui uma vez à Turquia visitar uma amiga de lá que conheci na Holanda. Estávamos estudando política internacional e eu sei que agora minha amiga mora em Londres. Aqui Kut me deu explicações.

Foi muito legal hospedar o Kut. Ele é de uma pontualidade incrível, não que eu ligue, mas me impressiona. E ele sendo do Lycee claro, nossas conversas são com pensamentos críticos.

Quando ele quis nos dar um jantar de presente eu disse não era necessário. Ele explicou que precisava fazer algo para nós.

Andamos muito. E sei que do nada ele olhou a algo que nós nunca nem olhamos. Ele disse

“ Nossa é Jacques Cousteau?”

Nem eu, nem André sabíamos. E quando fomos olhar era sim.

Kut contou que trabalha em petróleo e tava meio morando num barco, e que é muito duro ele ter nascido na Turquia e ver toda tradição sendo perdida. O poder do Islam estar fazendo um aumento da população. Ele considera que o aumento de religião rouba das pessoas o pensar criticamente. Ele vê como a política funciona lá e aqui tbm. Diminui a educação crítica e aumenta a população por filosofia de igrejas. Assim ele pensa, cria e mantem os governos.

Ele fez intercâmbio antes e fala português super bem. Sei que inventei de andar e de pedalar. Foi ótimo.

Kut está com uma vida de negociação, trabalha como engenheiro de estilo petróleo. Ele é muito legal mas eu nunca entendo como deve ser a vida no petróleo. Ainda mais nessa correria.

Sei que depois de ele ir embora eu quis pedalar mais. Aliás, tenho andado, nadando e pedalado. E pensando mais na alimentação do que medicina que vou me libertando muito de remédio porque realmente é drug.

Sei que esses dias tomo meus sucos na integrale, falei para o Andre, vamos pedalar, das toninhas à praia grande, depois itaguá, depois chegamos nos centro, e o André disse:

“Onde vc quer ir?“

“Mais para frente”

Chegamos no perequê, mas era muito rua etc. Quis ir mais para frente e chegamos na praia vermelha. Depois voltamos tranquilos até fazer um caminho na frente da loja de vinho. Lembrei do vinho do ciclista 🙂

Ontem tomei suco de limão com gengibre, suco de laranja, depois de maçã. E claro como Kiwi, banana, morango, uva, laranja e mais frutas e alimento vegetariano e as vezes em jejum.

Tudo que eu vou fazendo eu vou me sentido de volta. Pena que tantas pessoas não comem bem e nem fazem exercícios, nem meditam. De qualquer forma cada um faz uma escolha.

Mas sabe, antes ficava revoltada de ouvir de médico dizer de aceitar as capacidades limitadas muito de nada de info de como remédio é uma drug. Ontem até conversei com uma senhora que disse que tem uma feira orgânica aqui. Eu aqui há mais de três meses, não sabia. Aliás ninguém de aqui sabia. Mas essa senhora pensa como eu alimentação orgânica é maravilhoso. Ela contou que, como eu, nem vai em médico. Fazia 6 anos que abandonou e está melhor. Quando insistiram ela fez um exame e claro, disse que o dela deu muito melhor do que de todos.

Assim como fico emocionada de ver uma ciclista viajando o mundo depois de um diagnóstico de uma doença neurodegenerativa. Claro na medicina não acharam boa ideia, mas eu a sigo circulando o mundo de bike. Sendo voluntária, passando o tempo devagar. E prestando atenção as coisas. Me encanta ler tudo que ela posta em detalhes.

Mas como disse a Anísia que é caseira da casa de Ubatuba e me conhece desde pequena, quando mostrei meu vídeo de bike ontem até quase 29 km. E quase todos dias pedalava sozinha quando Andre estava em Sao Paulo.

A Anísia disse “Nossa está pedalando como nunca conseguiu antes.”

Fico super feliz porque nada como voltar as loucuras do passado, me sinto feliz. Ou talvez o mais incrível seja que, de repente vc sente o que é necessário por dentro.

Ontem até pedalamos na chuva mas não ficamos com frio. Como disse o ciclista que ficou aqui “Se fosse o sol na cara seria pior” e agora senti isso. A chuva de repente faz vc lembra o valor da água.

Com amor,

Ju

As maravilhosas ironias da vida.

Diziam no meu coma que zonas do cérebro destruídas, difícil eu voltar.

Bom de tudo que perdi não perdi de amar falar com as pessoas e aprender mais delas e dos ciganos 🙂

Honestamente sou péssima de lembrar o rosto e o nome. Portanto, eu sempre coloco por contexto. Tenho amigos que querem me curar disso. Mas eu não ligo, mais importante que o nome para mim é o símbolo.

Anteontem falei para o Luca ( para mim Argentino do couch), vamos andar um pouco aqui. Luca aqui até brinquei que estamos em Ubachuva :). Fazia dias que diziam que iriar chover e não chovia, mas no dia disse que não iria chover, ai começou a chuva e não parou até hoje. Nas misturas de espanhol com português andamos e eu de ‘parachuva’ 🙂 E o André e Luca sem nada.

Andamos quase 14 km. Porque eu sempre inventava coco num lugar alto. Depois tomar café, depois um pastel no lugar dos Venezuelanos. Errei o lugar e comi de novo onde trabalham os Venezuelanos.

Eu amei a Venezuela quando fui, e já mandavam não ir. Venezuelano nos contou de como é trabalhar aqui em Ubatuba. Eu fico triste de ver o estilo de interesse e abuso dos que sabem que é bem duro voltar à Venezuela. Assim como nos ensinou ainda tem muitos ricos lá. E claro tudo em Dolar. Ainda bem que fui no tempo do bolivar. Lá subimos o Monte Roraima com uns argentinos que já estavam havia anos na combi. A deles se consertava na colombia e nos conhecemos na Venezuela e subimos juntos a montanha. Isso faz uns quatro anos. A vida é misteriosa. Sei que eles ainda estão vivendo pelo mundo.

Anteontem tbm la inventei de ver minha Indiana, que não é, mas vende roupas de lá e vai muito à Índia. Gisele eu marco assim, Gisele Uba India 🙂 Lá no caminho vi combis. Sempre adoro falar com as das combis porque amo coisas de ciganos. Eles eram da Argentina e nós conversando ficamos sabendo que estão vivendo viajando por 2 anos. Disse que podiam tomar banho em casa. Fazia isso no Peru tbm.

André exausto de eu falar com tantos do dia até a noite voltamos, e eu paro numa musica ao vivo que não é boa mas Luca disse que tem em espanhol, depois ouvimos em Italiano. Me fez lembrar de uma senhora que me disse que em gestos ja compreendemos o outro. Claro dos latinos é fácil mas vivi por isso quando fui voluntária na Tailândia numa região que uma só falava inglês, mas para se comunicar lingua é menos importante do que eu imaginava. E claro aprender das culturas. Alias do Luca quis me fazer saber cozinhar, e eu não sei 🙂

A vida é tao irônica . E de passarem ontem em casa e por horas conversamos muito. Todos são simpáticos mas me impressionou é um casal viajando com um filho de 12 anos. Ele fazendo a escola de fora e ele aprendendo do mundo. Assim como vi de europeus na Ásia ha anos. Esse menino Valentin é a criança mais jovem que já conheci viajando e extremante educado.

Ele é o mais delicado, inteligente que já vi. Quando contei dos Argentinos que subiram conosoco o monte roraima, os pais os conhecem e sabem onde estão. O Valentin quando perguntei se sentia saudade de algo ele me disse, “ eu gosto de conhecer as outras pessoas e dos animais livres na natureza”

Eles dormiram em kombis e hoje veio o sol. André e Valentim foram surfar. Os argentinos da combi estão vendendo arte que fazem.

No de que já perdi, falar com todos nada mudou. Jogar buraco voltou. Agora essa de andar em Ubatuba a pé na chuva a quase 14 km é realmente novo. Mas adoro. Dos outros aprendemos muito.

Como disse a senhora não se prende no passado. Tente algo novo e dê valor ao que é possível hoje. E vai sempre para frente. Ou seja, não quero a viagem do passado mas continuo no mesmo ponto da vida. Como disse a Carolina, da combi e mãe do Valentin, muitos só percebem quando o tempo está passando ou passou.

Ela disse

“ Meu irmao e eu somos criados iguais, ele é materialista e silencioso, e eu sou de aprender mais coisas e ver o mundo. Aprendo muito dos outros “

Me tocou tudo isso. Como a vida pode ser irônica. Do nada me mostra alguem igual a mim. Assim continua o caminho dela e o meu na rota não do material mas de ver o mundo e se encontrar a si. E acho que nessa rota nunca mudamos, acho que nascemos como somos.

Com amor,

Ju

Bike Couch :)

Vou contar de outro couch muito legal.

Eu vi pelo couch que haveria dois ciclistas que estavam vindo de Santos a Ubatuba e so precisavam de um banho, e um lugar para deixar a bicicleta.

Bom eu tenho dois amigos ciclistas que passaram por países do mundo. São incríveis. Mas vou contar dos que saíram agora.

Saulo e Fernando. Fernando usava bike ha anos mas o Saulo nem sabia. Contou que era esportista de correr, mas do nada ele contou que ele iria de bike de Santos até Parati.

Eles moram em Botucatu, e ninguém acreditou nessa ideia. Mas o Saulo comprou a bicicleta e o Fernando ficou chocado mas aceitou. Muitos acharam impossível. Eles nem conheceriam o couch e o warm shower. Quando fizeram perderam de não ter esperança na humanidade. Todo ciclista sabe disso. Mas eles aprenderam agora.

Saulo contou que ele era de reclamar de tudo mas vir de bicicleta mudou a vida. Disse que antes era de reclamar de tudo, mas na chuva nessa ideia pensava que se fosse o sol forte, seria mais difícil pedalar.

Se adapta a tudo, e percebe que tudo é possível. Ficava inpressionado com as pessoas que conhecia. Quando eu acordei fiquei chocada com o café da manhã, que eles tinham feito para nós. Mesmo eles acordando cedo deixam a mesa linda e esperam para comer conosco. Total solidariedade. Até sem emprego vão comprar mais coisas para nós.

Nós somos de opiniões políticas opostas, mas nós rimos e aprendemos. Aprendemos o oposto. Mostei os vídeos do meu amigo Thiago que faz 2 anos que está pedalando pela Europa, Irã, Tajiquistão, etc. Por já 2 anos e ainda mais 2. Mostrei também o livro do Fabio, que fez a America latina de bike.

O André lembrou que ficamos em Roraima de couch na casa de um ciclista, que foi de bicicleta de roraima ao Chile. Ele queria ir num encontro da igreja adventista e, com 5 reais no bolso dormia nas igrejas, estrada pela missão religiosa.

O que mais me toca nas pessoas de bike é uma coisa que é só dos ciclistas. Em geral nenhum é fresco. Não faz nenhuma diferença se politicamente é direita ou esquerda, se é religioso ou ateu. O grande maravilhoso da ciclovia é de se adaptar ao tempo, à dor, à comida. Tenho os do frio e do calor, da chuva, neve e o seco. Mas o que acho mais belo é a solidariedade. E o que mais amo é o conhecer as versões das coisas.

Não digo que não existem pessoas que vêm o couch como uma forma econômica de viajar. Mas na essência é surfar no sofá e o banho quente. Mas comondiz minha avo quando uma senhora chogaca poker e ela perguntaca ” vc ganhou?,” e diz a senhora “ganhei experiencia” 🙂 Ou seja, se vc hospeda o egoísta da economia não perca a esperança do ser humano- é um conhecimento do estilo.

Ou seja do ciclista se da conta so coisas maravilhosas .

A energia de voltar à solidariedade, à paz que é o couch. Nem ligar de quem usou a toa. Entender que é uma pena que não tiveram o presente

do Sofá 🙂 . E se dar contar que mesmo eu pensava que sou a não fresca, me dar conta que sou, e ainda mais desejo de ser mais ciclista.

Com amor,

Ju

Couch eu admiro.

Imagino que muitos não saibam o que é Couchsurfing. Na tradução seria surfar no sofá 🙂 Mas Couchsurfing é um site que sou parte desde de 2010. É hospedar quem não conhece e se hospedar na casa de quem não conhece. É de graça, mas não é sobre viajar sem gastar muito. É poder conhecer outras tradições.

Eu hospedei pessoas do mundo lá na Europa e agora faço tbm em Ubatuba. Assim conheci Israel e Palestina e aprendendo varias tradições na India, Italia e outros lugares.

Até fiz no Brasil em Roraima, Amazonas e outros lugares do mundo.

Assim tenho amigos que vieram de países diferentes e do Brasil com tradições diferentes.

Podia fazer um livro das pessoas que conheci assim. Mas hoje vou contar dos meus últimos hospedes desse final de semana.

Wesley e Luca. Wesley é de Piaui e Luca é de Sao Paulo. Wesley é professor da escola publica e no começo me mostrou o que se passa. Isso falando na internet antes deles vierem. Já começou a minha admiração de ver o projeto da escola publica.

Eles são amigos e são os que fugiram do evangelismo juntos. Nunca na minha vida não soube nada sobre isso. Não sabia como prendem as pessoas como amigo e depois com declarações de inferno eterno.

Me fez lembrar do meu amigo judeu de familia ortodoxa de Jerusalém e com pai, avô tataravô rabino, quando o pai, com câncer, virou ateu. E o pai disse para ele mudar de escola. Quando o conheci na india ele contou que agora era isolado de familia, de amigos, mas hoje é professor de matematica.

Enfim, quando meus amigos aqui me contaram me fez pensar muito. Eles da zona leste e eu do centro. Eles leram Maus, Dostoievsky, filmes que só tem no centro e era duro ir sozinho. Mas o fizeram.

Sábado saímos sem planos e andamos quase 10 km. Olhamos a pé Ubatuba. Comemos, vimos arte, pessoas, o mar, bebemos, dançamos.

Para mim me toca demais. Como Wesley sai de uma cidade pequena do Piauí e ter a mesmas buscas, ponderações, curiosidade e sempre na duvida de onde veio uma informação.

Acho que o melhor para mim da humanidade é conversar e trocar experiências.

Ser mais honesto com o outro que é também consigo. Sou extremamente feliz de voltar ao couch.

Na hora que estava indo embora me disse Wesley, “Ju, o que vc acha que mais aprendi aqui?”

Eu disse “ Vipassana, fazer meditação de qualquer forma.”

Errei total e me impressionou.

“ Tomar café da manhã. Suco de limão, café orgânico sem açucar, frutas.”

Fiquei surpresa. Nossa imaginei. Chutei

“ Se é pressa acorda mais cedo”

Ele me disse que não era sua cultura, era café e quase mais nada.

Contei do que aprendia na Ásia

Café da manhã de rei, almoço rainha e jantar de mendigo 🙂

Sei que nessa esperiencia.

Do Luca que é discreto é um observador. Me disse que eu deveria ser ppsicóloga. E eu de novo contei de mindfulness que vem de vipassana 🙂 E eu pensando que agora que Luca entrou no couch vai arrumar mais amigos que pensam como eu , não se perder no medo.

E como dizem até quando perdemos, ganhamos esperiencias.

Quem é da curiosidade, e gosta de trocar experiencias entra no couch. Não é sobre economizar dinheiro, é sobre ganhar experiências.

E quando viramos amigos torcemos para nos vermos de novo.

Tipo meu amigo Pai Chin Chi

“ Se é

Tipo meu amigo Pai Chin Chi

Tipo meu amigo do Taiwan que ficou lá em Londres e depois anos no Brasil 3 razoes. Rio para carnaval , eu em sp e Uba e a Amazonia. Tipo uma amiga da Slovenia que fiquei na sua casa e depois eu na dela. Assim é couch.

Com amor,

Ju

Continuar a nadar

Hoje eu e o André nadamos uns 1000 metros no mar. No clube é mais fácil mas eu acho o mar é mil vezes melhor que piscina.

É a impermanencia total. Saímos do calor e entramos no mar frio. Começa a luta para fugir da alga e claro da onda onde os surfistas usam.

Sei que até me fez lembrar jovem de descer da onda e subir mas com muita onda as vezes entra o sal no nariz. Na hora pensei na Lota se limpar com agua e sal. Me veio a mente o Ghandl e na sua luta na India pelo sal.

Estávamos com óculos de natação, eu olhava a fuga da alga. E o Andre o Pacato vai mais perto da praia e eu fui para frente para mais longe da praia e ver o mar.

Sei que tem muitos com medo. Mas nisso chega na tranquilidade. Fomos nadando em estilos distintos mas olhando. E fomos nadando para chegar no fim da praia.

Aí a impermanencia foi maior. Mudava de estilos de nadar, e o mar mudava do calor para o frio. Quando nadava para o fundo aí era um outro planeta. Limpo, e frio.

Quando encontrava o Andre eu inventei “voce é a parte da frente e eu da perna” . Isso era divertido. Vi conchas, um peixe e o fundo 🙂

Vinha a musica uma melodia e nunca como dizem zonas destruídas do cérebro o Andre cantou.

Paulinho da viola

“ Não sou eu quem me navega

Quem me navega é o mar

Não sou eu quem me navega

Quem me navega é o mar

É ele quem me carrega

Como nem fosse levar

É ele quem me carrega

Como nem fosse levar

Gente fiquei impressionada me disse e fui ler a letra da musica Timoneiro. Me fez lembrar meu mestrado e Phd que era relacionado a cognição.

Sempre me toca ver que as áreas do cérebro devem ser usadas, assim como a alimentação. Não digo de faculdades, digo de aprender das minhas perdas e tentar voltar.

Esses dias tenho andado de bicicleta, andado, me alongando. Nem mais digo de Yoga porque tem tantas historias misturadas, entre lingua, corpo, teologia que não gosto mais de classificar como nada. Usar o corpo e ser consciente da mente e dos outros. Especialmente das pessoas que envelhecem bem. Conheço varias.

No dia uma senhora me disse para fazer algo que nunca fiz , ela disse assim ativaria outra zona do cérebro. Eu resolvi vir a Ubatuba e estou aprendendo da Natureza. Amo as canções dos passarinhos, vendo o céu, as estrelas, por de sol, o sol nascer. Nunca tinha feito essas coisas de cuidar de jardim.

E claro fazendo o que sei , falando com as pessoas. Como já disse que me disseram em não conseguir nada. Seria outra. Sem abrir olho, falar, lembrar.

A cognição é incrível. Cada um tem um estilo mas nao perca a esperança.

Nao sei quem me navega, e nao sem nada como o mar me faz nadar pensar. Sei que alguns navegam por alguém fazer navegar. Mas eu honestamente mesmo sem saber nadar continuo a nadar.

Com amor,

Ju