Café e quem somos?

Como é maravilhoso eu estar melhor, de falar, de eu escrever e de eu voltar. Então eu vou te contar de quantas razões . Mesmo eu nuca soube, deixar claramente do que eu falo. Eu quero contar do processo de “descolonizar” a mente.      

E vou falar do frio interno e externo na minha vida. E de como vi por fora e dentro.
De como nós somos parte de colonizarmos da nossa terra America, da América latina.  

Antes de nós que viéramos, e antes de nós e claro, também pelos trabalhadores, como negros e escravos era o café para trabalhar

O café, e de como é mais parte de mim, e aos poucos eu sabia, como da história, que me fez ficar e lembrar como eu era afetada pela histórias, dos indígenas.

Mas a vida é irônica, porque até os cafés são selecionados de classe. E na verdade, me fez lembrar do café que era os selecionado lá na Italia. Lá eu aprendi de como da Colômbia e do Brasil iriam os bons para lá. Me fez lembrar como tomei na Turquia, e na Palestina.

E claro, somos muito viciados, ironicamente me fiz da faculdade de antropologia cognitiva, la na LSE eu iria tomar café e ler e estudos para estudar. O café me deixava acordar.   

Seria por que no abandono o meu doutorado sobre e a Palestina e Israel? Seria porque eu pensava de tudo de lugar que sou parte de quem sempre sou?   

E hoje eu com dor de cabeça precisava de café e fui tonar um banho. E a mente de tudo. E o André me disse que “acho que você vai perder o café”. E eu, “Nossa, eu tomo aqui :)”  Melhor  viciado. E eu no frio e me esquentava e num chuveiro. E lá a sua mente e escutava Alexa 🙂 .

Como as Fonos da Sueli e a Marcela e me fizeram, de eu estar de voltar a aprender  de esse caminho. E de Mozart
e me fazer a lembrar da Mente que foi eu voltar ao que eu estudei. Nem imaginam como ativaram a mente.
   

Mas, como digo que a vida é ironica, tomei banho com Bach e tomei café e vendo em minha mente que o café me deu a energia do café no banheiro quente, um resfriado fraco em comparação com a Europa, escrevo a mente. Aqui no frio tudo volta e é quem eu fui e sou.

E claro, Mozart me trouxe e um epilético como eu, mas acalma Bach. Sei que uma vez lembrar como quis celebrar meu aniversário  em  Salzburgo.

Um frio fraco, comparado ao da Europa, eu escrevo e a mente é ativada. Daqui volta que tudo e algo que era e sou. Mesmo parte da escravidão. Ainda sou parte de ouvir Mozart e Samba e penso, “Samba é “agoniza mas não morre” Nelson Sargento, de como somos gratos de que escutamos o Samba e o café e tantos que são de parte e nem tantos vêm o valor que dão.

Digo a nossa mente é o que sabemos. Tão mais que você não percebe. 

Mas também sei que a minha mente deve ir devagar. Eu sei que vou vendo de mim. Preciso de me descolonizando a minha mente. Quando eu sei que me descolonizando, não é tão fácil de nos abandonar de benefícios de como somos. É muito difícil de abandonar de nos encontrar.

Mundos

Escrevi ha anos , mas achei

“Esses dias tive que ir a uma entrevista para obter meu National Insurance Number. A entrevista foi num lugar que eu nunca tinha ido antes. O dia estava lindo e quente. Na minha mala eu carregava ´Clash of Fundamentalisms´do Tariq Ali. Livro sobre a perspectiva histórica do conflito entre fundamentalismo Islâmico e Ocidental. Carregava esse livro e estava vestida de blusa decotada vermelha quando de repente, sem perceber, eu entrei num outro mundo.

Entrei numa rua não muito grande onde só se via muçulmanos. Mulheres de todos os tipos de véu. Shayla, Chador, Khimar.. Contei 13 mulheres de Niqab, e até vi uma mulher de Burqa (Niqab o olho fica de fora, a Burqa era daquelas do Afeganistão, completamente cobertas). Os homens também estavam vestidos tradicionalmente com aqueles chapeuzinhos, se eu nao me engano chamado Kufi. Tunicas ( Djellabas ??) brancas, barbas compridas, as vezes brancas as vezes negras.

Me senti inapropriada, mal trajada, quase nua. Nem se quer compreendi como é que eu tinha mudado de mundo tão rapidamente. Mais uma vez ponderei sobre o encontro de culturas, construção de identidade, sobre liberdade, sobre religião, enfim sobre tantas questões sem respostas.

Fiz minha entrevista e sai procurando o jeito de voltar para casa. Perdida pedi ajuda a uma mulher toda coberta. Ela não falava inglês mas tentou me ajudar. Explicou em poucas, e quebradas palavras que estava indo na direção que eu precisava ir para pegar um ônibus ao centro ou o metro. Não compreendi se era para segui-la, ou não, agradeci , e me afastei com medo que talvez ela não pudesse estar tão próxima de mim. Em seguida, me envergonhei desse pensamento, pois ela olhou para trás espantada que eu não estava ao lado dela. Cedeu lugar ao seu lado.

Caminhei ao lado dela, um turbilhão de pensamentos, de perguntas, de emoções. Queria tanto saber um pouco sobre o mundo dela. Não sabia direito, se estávamos no mesmo, ou em mundos diferentes. Mas tinha certeza que a língua nos separava, e língua é um mundo em si. Ainda assim, não resisti e perguntei de onde ela era. Não me compreendeu, e começou falar alto numa língua que eu não entendia. Só então percebi que ela estava seguindo um homem, seu marido, que estava alguns metros na frente. Ele olhou para trás um pouco espantado ao me ver, enquanto ela provavelmente explicava que eu estava perdida. ´Ah! Eu te mostro o caminho´.

Caminhamos Juntos. Orgulhoso, mostrou- me seus filhos. Uma menina sentada no carrinho de bebê que a mãe empurrava, e o menino que estava segurando a mão dele. O menino era grande, de olhos bem negros, cílios muito longos, muito quieto. Perguntei quantos anos ele tinha, e o homem me respondeu que quase 4. Fiquei espantada, pois ele parecia mais velho, comentei com o pai e ele abriu um enorme sorriso.

Chegando na avenida principal, no ponto de ônibus , agradeci a ajuda e me despedi. Entrei no ônibus, e quando olhei mais uma vez para trás, senti enorme simpatia por aquela família. Pensei na vontade que eu tive de ´libertar´ aquela mulher e menininha dos véus que as cobriam quando as vi pela primeira vez. Dessa vez, quando olhei para trás, apesar de ainda não compreender totalmente, pensei numa outra coisa. Pensei nos índios, nos Nambikwara, nos Tupi, nos Aborígenes, nos Maori… Pensei que eles tão pouco deviam compreender o uso de ternos em lugares tropicais. Imaginei uma mulher indígena achando violento colocar um criança de 4 anos sentada numa sala de aula. Imaginei essa mesma mulher olhando para qualquer criança ocidental e querendo ´liberta-la.´ E pela primeira vez nossos mundos pareceram ;

Escrevi ha anos , mas achei

Você ou senhora ?

Eu nunca chamava a vovó  de senhora e sei que vários que chamam. E as últimas pessoas que viu e voar e foram as suas amigas. Assim é o valor de amizade, e a mente . 
Eu sempre achava que a mente tem que ser ativada e  nada  de senhoras .
Como amigas minhas , e eram da vovó. Já não tem mais essa de senhora.   
Amigas da vovó, 94, 96, e varias mais de 90 que se abrem comigo.  E amigas novas e e que não  eram da vovó. 
Ana Maria me disse “ Eu seu que sou uma senhora, mas me chama  você “ 
Assim estou aprendendo e me contou que a Ana Maria era  psicóloga e aposentada , mas e tinha aprendido e na Argentina. La eram mais evoluídas de fazer  faculdade, do que no Brasil, aqui só pensavam em ser de  casa.  .
Esses dias eu tenho conversado com com a Elsa e passamos dias conversando. 
Ela perdeu a visão, e na consegue ler, mas como começou a ficar a amizade de eu perguntar. Quando perguntei e aperta   
“você prefere senhora, ou não?”  e ela me disse
  “Você, essas palavras são velhas, me chame de você.  “

    O mais interessante é porque muitas coisas me disseram das coisas de que foram de muito tempo atrás, e de ser mãe. Contaram de como eram. E ela era Carioca como a amiga da minha avó.

Esses dias conversei com a Sonia e ja esta perto de fazer 96 anos.  A Sonia um tempo tinha cansado de morar como filha e outra cidade. 
Faz quase um ano que voltou sozinha e na sua casa. Cansada do Covid e ver a televisão. Mas esta escutando a musica e a Cultura. E ainda pensa como estou.
 A Daisy também eu falo no whats e musica.  Conversas muitos assuntos porque a sua mente.
Eu que falo com a fono e especialmente de musica e cognição.
Mas como eu já tive comas, e lesões e não melhorar a mente. Como passei nas aulas de como eu pensava. A nossa vida esta por dentro.  . 

Nada como a fono,  e estou escrevendo e falando melhor.

 Assim eu admiro as pessoas que estão aprendendo as coisas novas.
Ou seja,  não é uma pequenas crianças . Ou seja , nós temos que aprender varias novas coisas, de como fomos  bebês. E o melhor é que não queremos de senhor , senhora e a sua mente é alegada que o outro te descreve. .   

“ Neuroplasticidade, também conhecida como plasticidade neuronal ou plasticidade cerebral, refere-se à capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se a nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento neuronal e quando sujeito é exposto a novas experiências. [1 ] Esta característica única faz com que os circuitos neuronais sejam maleáveis, sendo a base da formação da memória e da aprendizagem, bem como na adaptação à lesões e eventos traumáticos ao longo da vida.”
Assim que tenho me lembrando nas minhas aulas de cognição na LSE . E tendo que escrever e falar e com pensamentos de la. . Assim Vovó tinha aprendendo do computador, suas amigas de utilizar o whats no telefone.
Eu nem sei porque as pessoas não não querem tentar. Talvez porque na nossa brigada e que de pequenos éramos mais adaptados os nossos erros.
Claro o nosso corpo materialmente é mais duro, mas a nosso mente temos que darmos valor de como somos, e todos podem ficar melhor. .
Por isso eu escrevo. A vida é a nossa liberdade de nós mesmos. Grandes companheiros da vida mas tudo é internamente. Com amor, Ju

Amizade no presente

Como a minha amiga Lu me disse para ligar para sua mãe liguei. Primeiro dia não funcionou, mas ontem atendeu e contei que era a Ju , ela ficou feliz e e me perguntou como eu estava.


Quando eu contei que foi a Lu que tinha me feito usar ainda mais a mascaras e levar mais mias sério a ciência. Ela me agradeceu e dormiu, e então fiquei conversando com a enfermeira. Eu fiquei tocada de sentir que Maria Imaculada teria ficado calma e feliz de eu falar da sua filha. Eu sei que a solidão num hospital é forte.


Mas Amizade não é sobre hospital, nem sequer de partido, de países , ela é é mais excessiva, ou seja é mais viva . Ontem foi aniversário do meu amigo Thibau. Fizemos faculdade no Us e agora eu estou em Ubatuba e ele na frança.


Como eu poderia saber que ele vê o Mar e o Sol que eu posto? Eu que posto até pensando que não é de vaidade. Eu as vezes até explico que é para outros virem. Mas Thibaud gostou das minhas palavras e em mensagem e ele pensou num zoom.


Eu adorei e criei uma Messenger coletiva e com a minha memória fui pegando os amigos. E fui me lembrando tanto. Meu amigo ficou feliz e de repente aparece mais amigos do passado. Eu pensei que as pessoas iriam achar bobagem do que eu estava inventando mas de cara alguns gostaram.
Nestas mensagens decidimos que será mo proximo sábado. Mas fiquei sabendo do casamento da Ilana e que foi no tempo do convid m, não pode ir muitos amigos e seus pais.


Fiquei pensando como essa corrida não era só uma doença é deixar de longe relações mais internet nos permitem manter o contato. As vezes Pelo sonhos, memórias de quem partiu, e claro não existem mais. Penso nas enfermeiras mas hoje me fez pensar ainda mais.


Eu contei a ela o que eu admirava demais as enfermeiras. Contei que era antes do CoviD que eu admiro porque tantas vezes eu estive no hospital que eu sei que as enfermeiras tem que lidar conosco com toda paciência do mundo. Digo de mim que sempre cheguei no princípio com medo , vindo tantas vezes vamos ficando mais percebendo que a vida de quem cuida de nós é igual a nós mas quando somos o pacientes nos nem nos damos conta da vida delas. Assim queria escutar mais da sua vida.


Hoje enfermeira me contou que tem mais de 50 anos. Me contou que os dos filhos ligo todos os dias pra perguntar quando ela iria voltar. Um filho tem 26 e a filha tem 14.Aprendi mais da filha que gosta de estudar não tem vontade sair nem de tomar sol por causa da sua pele. Estuda pela internet a falar outras línguas, mas eu aprendi da arte.


Ela me contou porque nossa conversa foi longa. Quando eu sugeri que ela fizesse a arte a enfermeira me contou que a filha adora a fazer mangá. E que ela estudava muito a cada segundo ela fazer um projeto com horários tudo tem que ser feito. Perguntei se era uma família japonesa, meus amigos de família japoneses são muito organizados. Na ironia a filha de 14 anos já fala inglês espanhol italiano e quer aprender japonês 🙂 mas o pai da filha dessa enfermeira é holandês.


A vida é irônica porque quem me conhece sabe o meu primeiro casamento foi com o Haiko e foi muito difícil encontrar um tradutor. Quando eu contei que o meu amigo Akamine e que agora está tentando ser a juiz. Os dois são o resultado de fazer faculdade e aprender de outros lados e não queriam ficar neles.


A enfermeira me contou que com 18 anos fez direito na faculdade. Ela me contou que sua família era militar mas aquilo de ser advogada a deixou muito deprimida. Seu pai estimulou de estudar e assim ela começou a ser enfermeira a mais de 20 anos. Seu pai sempre dizia de nunca parar estudos e ela me explicou como assim ela se ativa demais e não pensava em idade.


A vida é engraçada porque o Akamine estudou e não gostou de jornalismo e agora advogado e quase juiz. Eu acho sarcástico já o Akamine se chama André, como o meu marido, e é o pai da filha da enfermeira é holandês como meu ex. Hoje a minha amiga Ilana me contou que se casou faz pouco tempo e longe dos pais e na Holanda. Cínico que nesse isolamento que todas as relação voltam e parecem que temos pouco tempo para esquecer. A vida é curta.


A enfermeira não para de estudar, porque todos os estudos estão fazendo ela pensar mais. Ela me contou que a filha fala “ mãe já não é a hora de voltar pra casa eu não quero que você morra. Já sabemos que a vacina faz o vírus fica mais fraco em você mas devemos continuar levando sério a máscara o álcool e ficar em casa “ A enfermeira diz aos filhos vocês tem que ter paciência para quanto tempo vai durar.


Eu não sei nem o nome dela. Mas ali nos libertamos. Quando eu contei que faz um ano que vovó faleceu, ela me contou que faz três meses que a sua mãe faleceu. Foi ao seu lado também. Ela me disse uma palavra de como de aceitar, e por isso seus filhos ligam para entender escuta-la . Claro eu contei quando uma enfermeira na hora que a minha vó faleceu disse a frase que repito “você quer que ela viva por você ou por ela?”. A enfermeira entendi é isso profundamente, que enfermeiro não teria visto a perdas.


Desde quinta que ela não vê seus filhos. Diz ela se não tivesses internet não poderiam estar eles aprendendo as coisas, ter mais contato com ela e falar com os amigos. Mas como eu respeito demais dessas enfermeiras de que está doente devemos todos cuidar de nos de expandir a eles.


Assim eu sou tão grata a Lu. A minha amiga de infância que participou da minha vida inteira ao vivo ou pela internet. No Brasil ou fora, e que nós tres meninas, fizemos nossos pais se conhecerem.


Se não fosse a minha amiga que tivesse dito de tudo que se passa com ela eu não teria fechado tudo. E nem passaria a ninguém.
Fechado de casa não quer dizer que não estamos aberto por dentro, não teria eu escutado as palavras da enfermeira da mãe da Lu.


. A profundeza é que a solidão interna me perguntei isso, se uma família militar era do lado de quem eu nunca voto, nem como amigos meus decepção do meu partido do meu lado meus amigos.


O duro é que não devemos tudo que o outro é igual. Ali escutando como essa enfermeira perdeu sua mãe seus filhos estão na escola em casa quanto amizade terão?


Eu criei um zoom os meus amigos pelo mundo. Saudade desses meus amigos que não importa de que lado político de que lado, de que país é, mas todos eles se importam com os outros. Isso eu penso é o âmago. E politico não é só de familia. Isto é de quem se importa com os outros.
Amizade é uma coisa dura. Percebo que para mim não importa a da idade. Eu lembro de amigos na escola, na Argentina, poucas Austrália com 15 anos. Da música meu amigo até hoje e que não estava na mesma aula, na faculdade nos Estados Unidos ainda tenho contato, do mestrado doutorado, mas depois eu ter caído.


Amizade mais velha pensamos mais na política mas quando somos pequenos sabemos que não faz muita diferença o que votamos onde nasceram mas todos meus amigos pensam nos outros todos meus amigos como eu já erramos muito.
E quando aceitamos a nossa perda e a perda de outro continuamos amigos mesmo tendo os afastados. Se não aceitamos e parece temos uma prisão interna muito forte. Eu já errei demais.


Tenho saudade de quando somos mais livres quando somos aprendendo como será o futuro. Como disse amiga da minha vó o tempo do passado é muito rápido mas com mais de 90 parece que um mês parece um dia.


Espero que todos nós que ficamos no belo que lembramos do bom porque a vida é muito curta pra perder me feliz porque de qualquer perda aprendemos muita coisa. Mas como dizem nós sempre ficamos ou no passado ou no futuro e o duro é nós ficarmos no presente. Espero que todos nós estamos bem agora.

Com amor,Ju

Escrever e questionar.

Minha prima Fe me disse que eu deveria voltar a escrever. Aquilo me fez procurar o meu blog “descolonizando a mente” e ver o que eu escrevia antes dos meus comas.


Aquilo me impressionou quando eu vi o que eu tinha escrito quando eu fui à Palestina. Da mente nada desaparece, tendo escrito e me me fez lembrar claramente de cada lugar onde eu fui, das pessoas. Tendo escrito me fez procurar as fotos que fiz. Ou seja eu escrevendo eu sabia que podia encontrar.


Mas escrever representa de nós mesmos, muito mais do que eu imaginava. Além do enorme valor do que as pessoas me ensinaram, me fez lembrar de um amigo no seu doutorado que fazia a sua pesquisa no meio da África. Ele era de Israel e estava numa outra area de minha e na LSE.

Em Israel, um homem e a mulher são obrigados de fazer o exército. Como esse meu amigo tinha negado foi preso por três anos. Um em Israel e dois na Palestina. Foi na prisão que ele aprendeu a falar em árabe.

Hoje percebo que a educação é fundamental. Percebo que como eu aprendi pequena português francês espanhol e inglês. Quando eu bloqueio uma palavra em português me vem em outra. Penso como muito disso me ajuda a mente.

Mas porque eu digo isso? Quando eu perguntei ao meu amigo por que não faz sobre a Palestina e Israel? ele parou e disse e porque você não faz sobre o Brasil?


Faz anos que isso aconteceu mas agora eu entendo melhor. Ontem uma pessoa que eu conheci me perguntou como estava o tempo em Ubatuba e que queria vir aqui e fazer uma visita.


Quando eu disse que não era o momento de viajar e ter contato com as pessoas, essa senhora me disse que essa história de COVID é uma briga política.

Eu já tinha recebido as pessoas e não levava a sério o covid.  Mas quando uma  grande amiga e da infância me contou que estava doente. Ela e toda sua família. Isso me fez acordar. Aqui em Ubatuba desde que vi, ha mais de um ano quase ninguém leva a sério o do covid. Os meus pais em Sao Paulo levam muito mais serio e ficavam impressionados de eu contar daqui.

Aqui veio o meu conflito interno. É fácil eu estar parado aqui na natureza. Mas como eu poderia explicar para uma pessoa que não está na natureza?

Assim me veio à mente o meu amigo de Israel que não fiz sobre seu problema do seu pais. Eu entendo como sempre é mais fácil lidar com o problema de longe. E o mais duro é de encontrar, de como eu poderia dizer.


Ela me disse que era um problema no Brasil. Então eu contei dos meus amigos de Palestina da Europa os Estados Unidos na Tailândia etc que queriam saber de mim e sabiam do caos aqui. E de tantos lugares que perguntaram se eu estava bem. Contei de como as pessoas estão fechadas, com havia regras que não era político era a ciência.


Talvez do meu lado egoísta eu não levava tão a sério até a minha amiga da infância e sua família inteira no hospital.


Aqui me meu pai me diz de de comprar uma televisão e voltar a estudar do caos.

E começar levar muito a sério. Mas como ter voltado para o jornal. Portanto expliquei que eu não viria ninguém. Disse a ela não é que eu queira que eu faço por ter medo de morrer, eu não quero causar para o outro.

Assim eu escrevo como era antes, eu escrevia pensando nos outros não só em mim. Percebo escrever fundamental se eu não tivesse escrito no passado não conseguia lembrar.

As reflexões vem depois de ler o que eu tinha escrito antes. Sou grata a Fernanda porque antes eu não teria pensado do ponto fundamental do que eu escrevi.


Quando somos pequenos temos que aprender a ler, escrever e ter reflexões. Ela é fundamental para a mente, todos nós temos que ponderar o que está acontecendo. Assim como eu escrevo porque neste governo está diminuindo o dinheiro para escola pública e universidade. Isto são de alto valor.


O valor de não saber. Porque alguém quer que a ciência seja desvalorizado a educação é desvalorizado não aceita o que eu disse o que se passa pelo mundo.

Eu escrevo o que me faz lembrar do valor da ciência e da educação. Veja quem não te obriga aceitar uma verdade se você não questionar, isso não é a ciência isso não é liberdade e isso não se importa com com você e nem comigo.

Meus amigos Palestinos

Achei oque escrevi durante meu doutorado e eu na Palestina 🙂 Faz mais que 10 anos.

O que as pessoas dizem e o que as pessoas pensam
Na verdade, não sei por onde começar este post. Ainda estou em Nablus. Eu provavelmente deveria começar explicando que é em Nablus que a maioria dos israelenses me disse para não voltar se eu voltasse vivo. É em Nablus que tudo termina à meia-noite, pois os soldados israelenses podem passar a noite nas ruas. Ainda não vi um único soldado israelense, mas também nunca fui às ruas depois das 22h.

O que vi de Nablus é totalmente diferente do que me contaram. Andei ontem à noite pelas ruas com Lorna, uma jovem surfista inglesa de sofá, sem nunca me sentir assustada, nem nunca ninguém vindo para nos incomodar. Eu caminhei pela cidade velha com Sam, meu anfitrião, e fui recebido por pessoas incrivelmente amigáveis. Como não há muitos turistas andando pelos mercados da cidade velha é fácil e adorável. A cidade tem milhares de anos. Ninguém te incomoda, não há barganha e como estou sendo acompanhada por Sam ou seus irmãos, nunca me incomodo. As pessoas são incrivelmente politizadas aqui. Eles sempre querem falar sobre a ocupação. Eu pergunto a eles sobre os israelenses e eles dizem que não gostam do exército, mas não desgostam dos judeus. Muitas vezes me perguntam sobre Chávez, a maioria das pessoas que encontro nas ruas consegue manter uma conversa em inglês e parece saber muito sobre o mundo.

Sam, meu anfitrião, morou nos Estados Unidos por 11 anos, e sua história merece um livro, então não cometerei a injustiça de resumi-la aqui. Ele é um homem generoso, com enormes ideais de criação de esperança e oportunidades para a nova geração de palestinos. Ele aproveitou para me levar para passear pela cidade, a cidade velha, tomar café da manhã no lugar mais especial. Por causa dele, vi todos os cantinhos escondidos de Nablus. Eu vi as lojas de especiarias e os quartos escondidos nos fundos, onde estava o tesouro coletado pelos beduínos. Eu vi a loja que vendia pistache e outras nozes e sementes, e as salas dos fundos onde os fornos antigos os assam. Eu vi onde o café árabe é cultivado e foi mostrado seu ingrediente secreto: cardamomo! Visitei o banho turco mais antigo, estabelecido 130 anos antes de Jesus, vi onde começou a Intifada, vi onde ficava a “sala de interrogatório” de traidores no meio da cidade velha, bebi chás e cafés, e experimentei tudo tipos de especiarias.

Quando Sam teve que ir trabalhar e Lorna foi para Ramallah, fui passado para os irmãos de Sam e seus amigos. Saímos para uma caminhada à noite e depois para um café. No café, iniciei uma conversa que acabou se revelando bem mais polêmica do que o conflito entre palestinos e israelenses: sexo!

Yahyah tem 24 anos, Ahmad 23 e Brahhim 22. Eles se juntaram a mim para um café e o que começou como eu perguntando sobre suas vidas diárias, o que eles faziam para se divertir, acabou comigo perguntando sobre suas namoradas. Tanto Yahyah quanto Brahim tinham namorada há anos. Eu perguntei o que eles fizeram com eles. E basicamente eles não fizeram nada. Insisti na pergunta e fui revelado a um enorme mundo de contradições. Ambos já haviam feito sexo antes com mulheres casadas, mas nunca fariam sexo com uma mulher se a amassem, a menos que se casassem com ela. Em uma mistura de romantismo e fanatismo islâmico, eles me explicaram que, uma vez casados, se devotariam às esposas. Se uma mulher faz tudo isso por você, você tem que dar tudo a ela! eles explicaram. Quando perguntei se eles se casariam com uma mulher que não fosse virgem, eles disseram que não. Pior ainda, sem problemas, eles reconheceram que matariam sua filha ou irmã se tivessem relações sexuais antes do casamento. Perguntei se era uma prática comum e eles disseram não porque as meninas não fazem sexo antes do casamento e, se o fazem, são casadas com o cara.

Fiquei chocado. O que? Então vocês iriam me matar? Eles não fariam isso porque eu não sou muçulmano, então posso fazer o que quiser. A conversa foi realmente fascinante. Suas idéias de amor, sexo e respeito são tãããããããããão diferentes. O que se tornou ainda mais insano foi que, quando voltamos para casa e eu contei a Sam sobre suas opiniões, ele ficou furioso. Tornou-se uma discussão sobre o Alcorão. Sam dizendo que o que eles disseram não tinha nada a ver com o Alcorão, mas com sua própria hipocrisia, já que nem todos eram virgens. Ele disse que eles apenas usaram o Alcorão para dizer o que quisessem, mas o próprio Alcorão tornava quase impossível que alguém fosse acusado de crimes sexuais. Metade da palestra foi feita em árabe. Aqueceu-se. Eles finalmente concordaram que, se amassem uma mulher, se casariam com ela. Ahmad iria defendê-la, Yahyah se mudaria para outro país. Eles queriam saber minha opinião sobre o amor. Eu disse minhas opiniões ”liberdade total. se você ama alguém, não o reprima ”. Eles ficaram maravilhados. Os outros meninos que estavam na casa juntaram-se à discussão.

Eu perguntei então “e se você fosse casado com alguém com quem você fez sexo por respeito, e depois se casou percebeu que você era amigo e depois se apaixonou por outra pessoa”. Eles foram completamente tomados por esse pensamento. O que eles fariam. Yahyah parou para pensar sobre isso e disse “se minha esposa fosse boa para mim, eu nunca poderia machucá-la. Eu só ficaria com ela ”. Eu insistia “mesmo que você amasse totalmente outra pessoa”. Ele estava confuso, provavelmente nunca tinha pensado nisso antes. Ele hesitou. “Se minha esposa tivesse se salvado para mim, e fosse minha esposa, eu simplesmente não poderia deixá-la”, disse ele. Nessa mistura de roubo total e absurdo da sexualidade feminina, esses meninos sentem que respeitam muito mais as mulheres. Quem quer que seja essa garota com quem eles se casam é sua princesinha. Então eles não querem que eles trabalhem ou sofram. Eu empurrei os limites, perguntei tudo e um pouco mais. Mostrei fotos de meus amigos gays. Eu disse a eles que se eu fosse, ninguém se casaria com uma virgem. Foi absolutamente fascinante. De uma forma estranha, sinto que as mulheres aqui são reprimidas e protegidas. Que mundo misterioso.

Ainda comigo empurrando tudo, dizendo coisas como “Eu sou uma prostituta para todos vocês, então, certo?” eles sempre foram incrivelmente gentis comigo. Incrivelmente interessado em descobrir o que foi que pensei? Que tal crianças? Que tal amor? Que tal Alá? Alguns oram, a maioria não. O que mais me fascinou foi sua veracidade. Como eles basicamente diriam tudo o que pensassem. Quão apaixonado pela noção de amor. Que ingênuo, louco e doce ao mesmo tempo. A garota inglesa comigo aqui havia dito na noite anterior “em todo o mundo os homens querem fazer sexo, aqui eles querem se casar”. É incrível que realmente o façam.

Esses meninos são apenas meninos. Eles não querem viver como no oeste. Eles acham que nós realmente não valorizamos os relacionamentos. No entanto, eles gostariam de ter um clube aqui onde pudessem sair e dançar. Eles vão para escolas segregadas. Nunca fale com uma garota. Os meninos andam de mãos dadas e se beijam nas bochechas quando se encontram. E embora Lorna, a menina inglesa, e eu defendamos tudo o que a religião deles representa, eles não apenas estão muito interessados ​​em aprender sobre nós, mas também querem ter certeza de que entendemos que eles não são pessoas más. ”

Yahya, estou chocado se você realmente mataria sua irmã? ” Sam furioso gritou “nossa irmã fez sexo b4 casamento e quem ele pensa que é !? Eu o mataria se ele a tocasse! ”Yahya olhou para mim exausto e disse“ claro que não. Mas é isso que devo dizer ”.

Quem Somos?

A mente é um mistério. Minha tia me disse que eu gosto muito da palavra impermanência. Talvez por ter perdido áreas do cérebro que eu lembro mais desta palavras. Mas eu acho que a impermanência é a base da nossa existência como é a nossa mente.

O cérebro é um mistério muito grande, mas a profundeza enorme é de uma maneira de acordar e pensar oque é a mente ? Eu penso “ aquém pertence?” . Quando dormimos onde será que vamos e escolhemos ?” . Quando meditamos que parte do corpo que está escolhendo para onde vamos?.

Talvez nesse momento que nós estamos mais parados e nos fazem nós termos que lidarmos com nós mesmos. Estarmos mais perto do outro que nos conhecem, e não achamos que nos representa ao outro como somos.

Por que será que agora parados sempre procuramos um outro que fala o que queremos. Será está ali “quem somos?”

Mas mesmo do lado do outro tantas vezes preferimos escutar o outro falar enfatizar e mas são as coisa o que queremos. De alguma maneira quase tudo e todos precisamos quem sabe um dia “

Escrevo sobre isso porque o que mais me ajuda é meditar. Confesso que os tempos são muito pequenos porque a mente não gosta dessa busca. Nosso próprio corpo e a mente atrapalham. Que folga será esta? De manhã quando medito lembro o que não fiz e o que preciso fazer no futuro. Em outras palavras, o corpo e a mente se movimentam não gosta de descobri como é o presente. Mas essa é minha busca mas qua sempre me deixa no passado e do futuro. Mas aos poucos eles estão aumentando em achar a paz.

Lidar com o presente é incrível. Me lembro também de um palestino que contei a ele que eu era ateia e ele me disse que iria rezar a vida inteira por mim. Fiquei emocionada e ensinei ele a meditar, pois era maneira de agradecer das suas palavras de oque mais admiro na minha vida.

Sentei do lado dele quando passou meia hora eu abri o olho mas ele continuou. Ele meditou por mais de um hora quando eu me deslocava de mim para observar o outro. Quando abriu os olhos ele viu Deus. Fiquei tocada e mesmo com todas as minhas perdidas do cérebro algum lugar da mente nunca me fez esquecer. Oque será que vemos. Quem somos em, como a nossa mente vê?

A impermanência da vida é que nada se mantém nesse momento de tantas perdas e nos faz termos que lidar com a impermanência da vida quem sabe um dia vamos encontrar oque não parar e admirar o agora.

Todos os dias tento meditar. Sugiro a todos de tentar meditar, não importa quanto tempo e nem de representar ao outro e sim como nós somos.

E eu espero que não seja o foco negativo do meu egoísmo, eu lamentava demais como eu era antes. Mas nem naquela época até hoje não sei quem eu sou. Mas eu observo do possível do agora.

Quem sabe um dia nos encontramos nós mesmos. Nessa impermanência da vida vamos a todas as mudanças da nossa existência mas pela mente ou energia e espiritualidade de alguma maneira essa mente sente mais.. só não sei quem sou. Mas nessa busca traz a compaixão , a impermanence e a paz.

Com amor,

Ju

Faz 1 ano que vovô voou

Hoje faz um ano que vovó voou. Ela era amiga de todos. Para eu verificar as minhas memórias, liguei e conversei com a Sonia. Uma amiga da vovó que era amiga dela antes de elas serem casadas.

A Sonia tem 95 anos e voltou a morar sozinha. Ela me ensinou que vovó era uma lutadora e que se encontravam e se falavam, choravam e davam risadas. Amizade é tão profunda que é dos segredos profundos. Assim penso amigos é muito importante.

Vovó era uma amiga de todos. E ela se adaptava a ser amiga de todos. Comigo ela vinha estimular a tudo. Ela me visitou em todos os países que morei. Ela me visitou na Austrália quando fiz intercambio, nos EUA quando fiz faculdade, em Amsterdã quando fui estudar na faculdade de Política Internacional, me visitou quando fiz mestrado na LSE em Londres e só não foi me visitar no Peru porque ali ficou com a dor de Herpes Zoster. E teve dor até antes de voar.

Vovó adorava viajar com todos, como disse a Sonia que quando estava falando de uma viagem com outra pessoa e que vovó dizia “ me inclua” e isso ela nem sabia para onde elas estavam indo. E eu penso se vovó tinha uma solidão interna.

Vovó foi a madrinha do meu casamento com o André em Ubatuba. E eu era tão apegada a vovó que eu quis fazer o meu casamento no dia do Aniversário da vovó. Talvez assim deva ter deixado essa casa para mim. Em 2020 vovó foi comigo quando fui parar no hospital de novo por não tomar o remédio. Vovó nunca entendia por que eu não dava valor à medicina. Talvez assim com uma pessoa tão profunda que levo mais a sério Dr. Getulio, e agora Dr. Rodrigo.

Sou tão grata às amigas da vovó que já tomaram a vacina de Covid 19 e elas não param de ser minhas amigas. E claro pelo whatsapp. Todas estão sendo modernizadas.

Vovó era apegada a todos os parentes e amigas. E antes de voar ela foi visitar a Sonia e viu a Nazaré, a Dulce e a Maria Helena. Ela acordava e fazia palavras cruzadas.

Vovó falava e lia em português, inglês e francês. Ela adorava ser minha companheira no teatro, na exposição de arte, cinema, na música clássica. E até foi comigo fui ver o choro do Izaias. Ela adorava viajar. E sempre se adaptava a todos.

Suas memórias na infância de ficar muito paras empregadas da casa. Vovó não esquecia de nada. E ela sempre pensava nos outros.

Ela adorava se modernizar. Adorava saber o de agora e não ficar presa no passado. Ela ficava Infeliz de eu ficar pensando do passado. Eu tinha que parar de pensar do que perdi. Tenho que lutar de estar presente.

Vovó era de agora e do futuro. São de agora. E esquecer o passado e tratar de estar aqui, mas se alguém perguntar, ela contava. Confesso é duro eu parar e pensar. Tudo que quero é ser como “a minha avó”. Aprender ser mais humilde, de ser de hoje, e estimular a estar aprendendo as coisas novas.

Vovó voou do meu lado. E eu sentia que iria voar. Eu estava sentindo por 1 mes. E ao seu lado quando a emergência disse: “você quer que ela viva por você, ou quer ela viva por ela?” Eu já sentia desesperada que estava morta. Mas aquela frase eu nunca vou me esquecer. Porque era por mim. Vovó sofria e tomou tanto corticoide. Nada fazia efeito. Hoje penso talvez podia ser covid. Mas nenhuma do lado teve. E nem se foi analisado. Mas fazia muito tempo que vovó tinha dor.

Eu hoje sei que era por mim. E ainda sinto saudade. Mas como a Sonia me explicou, vovó era uma lutadora. E espero que todas nós lutadoras, que choramos e damos risadas. Eu espero que eu consiga ser vovó de compaixão a tudo.

Mas o ideal eu deixar oque a Sonia me disse esses dias.

“Julieta, você tá bem, se cuida bem aí viu? Aproveita essa paisagem linda, esses pássaros. A vida vai sempre continuando. O que a gente precisa é estar bem com a gente mesmo, estar feliz com o momento, o que a gente pode usufruir. As perdas não se repõem, essas perdas não têm como substituir. É a saudade, horas de tristeza, horas de alegria, de tantas lembranças. Realmente, eu acho que a sua avó faz muita falta. Eu também tenho muitas saudades dela, foi uma época muito boa, muito engraçada, brincávamos muito. Fomos felizes, foi muito bom. Agora começam as despedidas.”

Vovó era católica e voou no dia de São José e a Sonia me disse quer era um dia muito bom. Mas eu tento ver o céu e o Sol e o Sol na frente do Mar e penso nas das filosofias de Taoismo. Penso que estamos num circulo. Espero que nós respeitamos a natureza porque ela existe muitos antes de nós. Vovó nunca saiu de mim, nem de sonho e nem das amigas da vovó, e de quem a conheceu. Mas como disse a Sonia “ Agora começam as despedidas ” e eu penso na terra.

Mas no Católico ela está no Céu, no Tao está no espirito. A Saudade está na terra mas ela existe de alguma sempre e como dizia vovó dizia “ Julieta , voce é a mais religiosa que eu conheço e diz que é é ateia” Eu dava risada. Mas hoje só sinto que ela ainda está aqui. Não importa como se chama e qua teologia e filosofia que escolhemos. Os que voam sempre ficam conosco. Espero que todos nós aceitamos da forma que nos faz sentindo.

Com amor, Ju

A mente e o corpo.

Esses dias quando comei tomar um Chá que o Ananta me ensinou. A primeira vez que comeu a tomar chá foi quando tinha uns 20 anos e fui para a casa da família da minha amiga Pet. E era na China. Lá me levaram a tomar um café da manhã e me trouxeram um chá. E eu pedi água, eles me trouxeram água quente e me explicaram que nem no calor modificar para gelado. Naquela época eu morava nos Eua. Tomava refrigerante e água gelada.

Todos os dias eu estou tomando um chá, que acho que tem muitos benefícios, e me fez pensar sobre isto. Claro que eu não sou que sabe cozinhar e nem é comprado pronto, e resolvi contar em relação às coisas. Na verdade, cosmi a ler tudo que devo comer em vez de comprar vitaminas. Pessoas que sabem que eu nascei de uma avó magra e uma obesa. Minha mãe queria que eu não fosse obesa. E eu achava que era por preconceitos com pessoas obesas. Quem me conhece desde pequena, e sabe que fiquei obesa e hoje sou mais magra. Eu queria contar a todos para que as pessoas façam suas escolhas.

Fui engordando. Na verdade, até de quando, com 15 anos morei na Austrália. E assim eu deixar andar muito, não fazer exercícios, e não pensar na saúde. Mesmo porque eu pensava “Magro é chato, querem encher meu saco, e são burras. “Comia como o pensamento“ como o que eu gosto ”Eu queria uma foto e minha mãe e eu deixo uma que já tinha magra pois preferia tirar a fotos dos outros. O que será que eu pensava?

Quando morei em Londres acabei indo ao Marrocos e meu primeiro ataque epilético. E quando voltei a Londres fui ao hospital e quis sair. Sem saber o que fazer e fui procurar um método alternativo. E começou com uma semana num tipo de jejum. Aquilo começou a me modificar. E eu acabei indo à Índia, e lá eu sempre bebia muito chá. Hoje estou dos dois lados da medicina e penso muito na alimentação que colocamos em nós.

Comecei observar os meus amigos de 70 a 80, 90. Agora aprendi do que uma senhora de 101 anos, dona Maria, que é mãe da Anísia, que era uma caseira da casa de Ubatuba da vovó. Ficou tão claro como é a relação da alimentação e a movimentação e a mente. Eu e a vovó estávamos na festa dela de 100 anos no ano passado, e ela estava usando uma cadeira de rodas. Aquela foi a última vez que vovó veio a Ubatuba. Ontem fiquei sabendo que dona Maria foi num nutricionista, parou de comer só mingau, melhorou a alimentação e voltou a andar.
Sonia, que era amiga da vovó, tem 95 anos, e agora anda com andador diariamente. Andador este que era da vovó. E ele conversa com a vovó nas suas caminhadas e como diz: “ando com minha amiga todos os dias”. Ela sabe ligar sem o que é para mim. E um dia ela me manda fotos. Elas eram amigas antes de terem filhos. Estou conversando com várias amigas de 90 anos que tiveram que agora de novo aprender como utilizar um mente. Nunca param de aprender novas coisas. Vejo que sabem de utilizar a mente. Como soube Dona Maria que estava de cadeira de rodas por comer apenas mingau. Voltou a comer frutas, legumes, etc. e o corpo a celebrar 101 andando de pé.

Agora faz umas 3 semanas que veio em Ananta, que é o pai do meu grande amigo Sho. Eu tinha até conhecido no Vietnã e eles pegos aqui em Ubatuba. Ananta faz ioga cedo todos os dias, e eu tomando o meu chá que era limão, gengibre, própolis e mel. Ele me disse que era bom, mas me sugeriu eu colocar também açafrão e cenoura. Então eu comai e adoro demais. Ananta tem 78 anos e sua vida é incrível.

A alimentação é fundamental. Por isso eu escrevo isso. Tanto a alimentação como a movimentação como vemos no presente. E eu que fui obesa de pensamentos, digo como somos. Vejo todas as amigas da minha avó de ginastica até 90 agora ativam coisas novas. Naoko, que tem mais de 80 e continua tudo da mente é ativa em tudo. O Ananta com 78 profissionais essa foto todos os dias cedo. E eu a minha mãe, que tem 73 faz todos os dias exercício e anda. Aliás, meus pais vão ao clube de máscara mas não para nada. Eu, a do contra, vejo como isso é fundamental.

Assim eu voltei a fazer mais e estou mais ativada. Percebo que mesmo tudo devagar é melhor qualquer movimentação. Isso não depende de idade, de classe, de visão. Digo por que eu já fui gorda, já fiquei sem andar do segundo coma, e eu que não andar e preciso de um ortopedista, que quis parar a cada segundo com tantas como explicações. Mas aqui de eu ir ver o Sol nascer e nascer a ver andando, correndo. Muitos que fazem antes de trabalhar. Assim eu tento seguir os idosos ativos porque os admiro demais. Mesmo porque este ano já faço 40 :).

Penso em todos, que todos nos façamos nossas melhores escolhas. Sempre é ativo o corpo porque o que bebemos e comemos e nossos corpos são nossos mentes. Que mantemos tudo que somos da melhor maneira.

Como amor,
Ju

Porque as vezes quero sair sozinha

Hoje quero contar como fiquei tocada de ter ido sozinha ao Hospital. Sei que minha mãe queria ir comigo, o André também, mas eu sentia uma força interna de ir sozinha.

Me fez lembrar de como antes eu ia a todos os lugares do mundo sozinha. E agora sentia o que significa, isso de nós dependermos dos outros. O que significa?

A verdade precisamos sempre dos outros :). Queria eu me lembrar como era, como eu fazia antes. É claro é falar e observar os outros 🙂

Assim eu fui ao Oriente Médio, Ásia, África, Europa e América Latina. E eu sozinha conseguia aprender dos outros.

Mas comecei a sair sozinha quando conhecei uma senhora Australiana que tinha 83 lá na Bolívia. Essa senhora nem sabia falar espanhol e ela viajava de lá até a Europa para conhecer a América Latina sem ser de grupo de turismo. Queria demonstrar às filhas que estar viúva não é que a vida acabou, a vida continua.

E eu percebo que o melhor é aprendendo dos outros. E ela me sugeriu ir ao Peru. Eu estava viajando com o Sho e eu disse: “Sho, vou te abandonar porque se ela nem fala e consegue, eu vou tentar.” E claro assim ela me ensinou a sempre dar valor como ha tanta bondade na humanidade. Eu aprendo de todos. Porque eu tinha ido ouvir música e só tinha 3 pessoas na plateia. Quando eu falei em espanhol e ela falou que não sabia, eu a convidei a sentar na nossa mesa. Ali ela nos contou.

Mas hoje eu com quase 40 anos sai de um novo bairro e tomei um taxi, porque o vi do lado e aceitava pagar com cartão, e por me fez lembrar da vovó pegava mais o taxi para não dar trabalho ao Andre levar, e ela não sabia pegar o Uber :). Mas vovó sabia que eles eram de uma maneira do taxi nem se dava mais valor aos taxistas como antes.

Quando cheguei no hospital, eu expliquei de cara que talvez eu errasse, mas assim eu entrei nos meus exames e sempre com as histórias de falar com todos pelo caminho para acertar.

Sei que o que mais me tocou foram de das coisas que eu vi e falaram.

Primeiro quando eu cheguei muito antes do pontual eu vi muitos idosos. Talvez o que mais me tocou foi de ver 3 senhoras de uns 80 a 90 anos esperando. Eu pensei que estavam de máscaras e eu pensava que iriam todas fazer exames antes de mim. Uma delas lia um livro e duas falavam, mas eu não sabia o que era.

Vi também 2 mulheres que chegaram com um bebê. Elas chegaram pontualmente e foram juntas para levar seu filho. Mas a idosa continuou a ler e de repente falaram o nome de uma senhora.

Quando se levantou para ir sua amiga disse “não leve tudo pode esquecer”, a amiga concordou mas disse: “melhor o fundamental, eu levo mas você fica com a minha mala”. Aquilo me tocou demais. Senhoras de uns 80 a 90 vão acompanhar a sua amiga. A outra não tinha ido fazer exame ela era uma amiga.

Quando fui fazer o exame e contei a médica, “fiquei tocada de ver como amigas se ajudam e não é perder a liberdade, um tipo de uma prisão.” Disse porque conheço muitos que tiveram filhos e dizem que apesar ser uma prisão amam essa prisão. Eu pedi desculpa se tem filhos. E para minha surpresa, “concordo, já estamos numa nova geração e muitos como você e tantas amigas minhas preferem ter um cachorro.”

E quando eu saí e era o tempo da senhora que lia, ela parou e disse, “é difícil perder uma parte do livro. Depois tenho que voltar para eu entender. “Espera eu vou ler e já vou. Baixou leu um pouco mais e então foi. “Eu admirei demais. Ela sozinha e percebeu que observava e disse: “Ler é muito importante, nunca se está sozinha com um livro”

A minha admiração aos idosos nunca acaba. Agora a amiga da vovó Daisy, que tem 93, me manda mensagens de whatsapp, grava, ajuda o filho da empregada que mora há 9 anos. Desde que nasceu e como ela sabe como admiro faz uns dias, o menino ganhou nota 10 nas provas, teve uma explosão de felicidade. Daisy ajuda ele em todas as matérias. E é esse menino que chama ela de vovó.

Eu admiro demais. Ainda esses dias, sempre devemos observar e falar com os outros. Daí vem a minha admiração de ir sozinha, é porque eu vejo como é que até sozinha sempre há o outro, é tudo que vemos é como um livro.

Com amor
Ju