Aprender dos Ciganos. Respeito da Terra

Hoje tive um dia de muitos ensinamentos. Acordei às 5 da manhã e quando fui ver o Sol eu vi como a praia estava cheia de lixo e algas. Vi um senhor tirando o lixo. Havia copos de cerveja, máscaras de covid, coisas de crianças e tantos de lixos que nem sei os nomes.

Resolvi ajudar o senhor que ajudava. Eu que sempre sou das que falo tanto e descobri que era das pessoas que são de aqui. Ele era Gilmar e é caiçara. Eu perguntava de tudo e o vi às 5 da manhã. Perguntei das coisas locais verdadeiramente. Aliás a família era de Indígenas, mas ele era caiçara

Aprendi onde deveria ir para ver as coisas que tem as coisas daqui. Ele partiu de bicicleta às 7 da manhã. Fomos juntando o lixo e eu disse que podia partir. Nem sei que hora tinha chegado mas o conhecia às 5 da manhã.

Às 7, oRafael que é irmão do André veio ajudar. Fomos tirando ainda mais. Fomos juntando tudo. As coisas foram ficando altas e mais juntas e mais longe do mar. Ele iria até lavar para poder ser mais reciclado. Uma senhora vinha para pegar para levar e vender. Fizemos 3 sacos grandes de lixo.

Do nada apareceu um outro homem que parecia ser cigano e ele iria abrindo as nossas montanhas de lixo na frente de casa. Eu fui humildemente dizer que tinha conhecido o Gilmar. E que estávamos limpando o lixo. Ele o conhecia e me disse que ele sempre vinha limpar.

Eu perguntei porque ele estava fazendo todos soltos e eu tinha deixado todos juntos. Ele me deu muito valor porque contei que queria limpar. Ele ponderou e me disse: “ Sabe, melhor é você deixar eles ficarem mais soltos e alem de vir mais lixo, fica mais fácil do mar pegar de volta.“ Fiquei tocada e vi exatamente isso.

De repente quando estava fazendo isso veio uma senhora e ela me perguntou porque eu fazia isso. Eu contei tudo isso. Ela ficou muito feliz. Ela me contou que ela trabalhava na defesa do bem do meio do ambiente. Ela se chamava Adriana.

Nem sei quantas pessoas ficaram, se inspiraram e foram jogando no meu ultimo saco de lixo.

Das 5 da manha até as 9 eu fiquei nessa. Ficamos na limpeza da praia. Eu admiro as coisas que aprendo dos caiçaras.

Agora ja posso pegar nos lugares onde ficam as coisas realmente locais. Me da uma felicidade total. Em vez de ver e tirar fotos do triste de ver quem faz o errado, fiz ser e acontecer dos que respeitam a terra, ou melhor a natureza. Nem sei dizer que valor este é. Não adianta o que polui, nem de ser critico. É de ser do grupo que humildemente tenta ser dos que ajudam a deixar todos se inspirarem. Foi assim que aprendi hoje.

Com amor, Ju

Seres humanos e Ikigai

Sempre me encanta a humanidade. Sempre confiei no ser humano. Sei que tantos que me conhecem faz tempo sabem que fui à Palestina sozinha, fui à caxemira sozinha e tantos luares fui sozinha, e eu sempre aprendi do belo que é a humanidade.

Hoje quis comer no vegetariano e o André e o Rafael não queriam. Ele me deixou lá no centro e eu sai e fui andando pois não tinha bateria. Quando fui cansando e ninguém tinha carregador de Iphone mas tinham dos outros e me emprestavam, mas não funciona. Ninguém tem desse telefone que um dia me liberto :).

Quando parei em tantas para perguntar. Eu ali num lugar em Itaguá e fui beber um coco e como sempre sou de conversar e eu contei a uma menina que eu sou uma pessoa que esquece nomes e rostos por causa dos meus comas. Perguntei o seu nome mesmo que não se sinta mal se nós nos vermos e não lembrar. E ela me disse que seu nome era Índia. Contei “disso eu não esqueço porque amo a Índia demais”. Ela não tinha o carregador e eu não conseguia pegar o Uber sem bateria. Lá estava Índia e o namorado Bruno. Eles não tinham e tentavam baixar o Uber para eu usar.

Eu dizia que não precisavam fiquei conversando e dizia que iria a pé. Aprendi lá que a Índia era de Minas e o Bruno me disse é caiçara.

Eu disse que não tem problema eu ando mais tomando tanto coco que era ótimo. Mas a India me diz: “Muito perigoso. Olha como as motos derrubam as pessoas. Pior que os carros”. Eu disse: “Mas é que também todo mundo tá pedindo coisas sendo entregues. É duro mas é o que vemos” Ela concorda.

Da nossa conversa do nada o Bruno me diz que me leva pois precisa levar água com gelo para o meu lado se eu quiser poderia me levar.

Eu fico super tocada. Aceito pergunto a namorada e ela me diz que ela fica e que eu vou porque não devo subir ao lado de motos.

Quando viemos de carro e ele precisava deixar coisas lá mesmo do lado de Itaguá. Quando me dei conta eu disse que posso ir a pé, pois era trabalho, mas ele me diz que não custa nada me trazer em casa. E eu vim conversando sobre a vida deles. Me contou que a Índia já tinha uma filha e que moram juntos e Bruno gosta, mas quer ter um filho dele.

Me fez lembrar da menina na Tailândia que pegou uma criança abandonada e agora tem a dela. De um amor profundo.

Nunca entendo por que as pessoas têm tantos medos de tudo, mais difícil é saber o propósito da vida. A morte é uma certeza que nós vivermos. Como eu vi ontem a tradição da filosofia de Ikigai do Japão na wikipédia.

Eu sou grata por essa rota me fazer voltar a como era e sempre se desfez, mas me sinto que estou de volta. Para mim é me descobrir quem eu era. Como na Índia eu aprendi do Dalai Lama a base compaixão, impermanência e a paz. Mas nunca esqueço suas palavras a base: “Não seja Budista, respeite todas as religiões e aceite o que está por dentro.” Assim hoje me sinto muito igual. Amo voltar a escutar as histórias dos outros, não de versões da televisão. Ontem que contei ao Sho, sua família da Índia e eu contei da minha exaustão da televisão ele me mandou a filosofia de Ikigai.

“Razão de viver”, “objeto de prazer para viver” ou “força motriz para viver”. Existem várias teorias sobre essa etimologia. De acordo com os japoneses, todos têm um ikigai. E descobrir qual é o seu requer uma profunda e, muitas vezes, extensa busca de si mesmo. Porém, essa busca é extremamente importante porque, somente a partir dela, é possível trazer satisfação e significado para sua vida.

A minha sempre foi de escutar as histórias e falar com os outros. Mas como diziam “Seu inimigo é seu melhor amigo é vc.” Espero um dia aprenda saber melhor. Acho que no dia que estamos lá voando me damos conta, mas por aqui continuo confiando e falando com os outros. Assim hoje conheci a Índia e cheguei em casa ouvindo suas vidas e eles ouviram a minha. A vida é a coisas mais bela. A minha e dos outros.

Como amor, Ju

Qual será o ponto da vida.

Eu estou em Ubatuba na frente do mar. Todos os dias eu admiro mais a natureza. É incrível como eu admiro a natureza.

Sabe minha avó era católica e eu dizia que era ateia e minha avó dizia que eu era mais religiosa que ela conhecia. Eu sempre dizia todo religioso deslocava a responsabilidade a um deus ou deusa ou uma reencarnação. É verdade que tenho amigos e conheci pessoas judeus, cristãos, Islâmico, espiritismo, budistas, taoísta, hinduísmo e jainismo , sikhismo etc.

Mas hoje quando eu fui nadar no mar, quando o Sol nascia eu peço permissão a terra, ao Sol, ao céu, às deusas, aos deuses à lua antes de entrar.

Lembro que sempre dizia que religião era sempre deslocar a responsabilidade ao outro e político. Quase a nadar todo dia.

Eu já contei que quando conheci o Karmapa que, como Dalai Lama, tem muitas reencarnações. Me disseram que eu tinha que fazer uma pergunta. Tão difícil eu fazer uma pergunta. Entrei e perguntei, “Qual é o ponto da vida e eu não sabia o que eu tinha”. Ele levantou. Ele tocou na minha cabeça e disse “ Eletricidade tudo está na sua mente.” Eu fiquei chocada. Isso há muitos anos lá na Índia.

Hoje quando eu nadava pensava o que será que não está na nossa mente. Lembrei que meu livro favorito era os irmãos Karamazov. E Dostoievski era como eu. Ele era epilético. Quem já leu deve pensar que tudo está na mente. Para mim todos é ele.

Vovó quando eu perguntei do que ela tinha certeza . Ela disse, “da morte” e me perguntou, e eu? Eu pensei igual. E ela pensou no que mais e já contei eu disse do Sol. E vovó disse “ Nem sabemos quanto tempo vai durar” E será que a terra vai nos aguentar sem respeitar? Eu nadei pensei nos dinossauros. Como será que estava na sua mente.

Eu estou em Ubatuba na frente do mar. Todos os dias eu admiro mais a natureza. É incrível como eu admiro a natureza.

Sabe minha avó era católica e eu dizia que era ateia e minha avó dizia que eu era mais religiosa que ela conhecia. Eu sempre dizia todo religioso deslocava a responsabilidade a um deus ou deusa ou uma reencarnação. É verdade que tenho amigos e conheci pessoas judeus, cristãos, Islâmico, espiritismo, budistas, taoísta, hinduísmo e jainismo , sikhismo etc.

Mas hoje quando eu fui nadar no mar, quando o Sol nascia eu peço permissão a terra, ao Sol, ao céu, às deusas, aos deuses à lua antes de entrar.

Lembro que sempre dizia que religião era sempre deslocar a responsabilidade ao outro e político. Quase a nadar todo dia.

Eu já contei que quando conheci o Karmapa que, como Dalai Lama, tem muitas reencarnações. Me disseram que eu tinha que fazer uma pergunta. Tão difícil eu fazer uma pergunta. Entrei e perguntei, “Qual é o ponto da vida e eu não sabia o que eu tinha”. Ele levantou. Ele tocou na minha cabeça e disse “ Eletricidade tudo está na sua mente.” Eu fiquei chocada. Isso há muitos anos lá na Índia.

Hoje quando eu nadava pensava o que será que não está na nossa mente. Lembrei que meu livro favorito era os irmãos Karamazov. E Dostoievski era como eu. Ele era epilético. Quem já leu deve pensar que tudo está na mente. Para mim todos é ele.

Vovó quando eu perguntei do que ela tinha certeza . Ela disse, “da morte” e me perguntou, e eu? Eu pensei igual. E ela pensou no que mais e já contei eu disse do Sol. E vovó disse “ Nem sabemos quanto tempo vai durar” E será que a terra vai nos aguentar sem respeitar? Eu nadei pensei nos dinossauros. Como será que estava na sua mente.

É duro agente se dar conta que sabemos tão pouco. Até quem fez doutorado, pós doutorado sabem que sabemos pouco. espero que nós respeitemos mais a tudo.

A nossa impermanência eu entendo mas hoje eu entrei no mar e pedi permissão a tudo. Talvez disso devamos aprender respeitar a tudo. Acho que todos nós estamos numa fase. Mas não perca tempo destruindo o outro, afinal isso talvez está na mente, saída e encontro sempre há. O duro é aceitar.

Eu aqui na casa de Ubatuba que vovó me deu sem eu saber. Umas pessoas fizeram rede na arvore daqui por dentro. Quando eu fui lá pedir para não fazer na arvore porque poderia machucá-la. O homem extremamente machista me disse que ele entende de arvore que se caísse ele pagava. Eu expliquei que é de uma arvore antiga que é um crime destruir aqui uma arvore antiga. O homem me disse de novo que ele pagava. Eu disse então vou falar com um advogado. Então ele ficou com medo. Fiz essa foto. Ele tirou e me pediu para tirar e usando a parte de casa. Eu disse sim e ele me disse “ Que deus abençoe sua avó”

Por isso sempre digo eu respeito muito a natureza. E espero que nós aprendamos respeitá-la. E hoje pedi ajuda até da arvore manter a força de ajudá-la. E quem sabe um dia nós nos conheçamos.

M

É duro agente se dar conta que sabemos tão pouco. Até quem fez doutorado, pós doutorado sabem que sabemos pouco. espero que nós respeitemos mais a tudo.

A nossa impermanência eu entendo mas hoje eu entrei no mar e pedi permissão a tudo. Talvez disso devamos aprender respeitar a tudo. Acho que todos nós estamos numa fase. Mas não perca tempo destruindo o outro, afinal isso talvez está na mente, saída e encontro sempre há. O duro é aceitar.

Eu aqui na casa de Ubatuba que vovó me deu sem eu saber. Umas pessoas fizeram rede na arvore daqui por dentro. Quando eu fui lá pedir para não fazer na arvore porque poderia machucá-la. O homem extremamente machista me disse que ele entende de arvore que se caísse ele pagava. Eu expliquei que é de uma arvore antiga que é um crime destruir aqui uma arvore antiga. O homem me disse de novo que ele pagava. Eu disse então vou falar com um advogado. Então ele ficou com medo. Fiz essa foto. Ele tirou e me pediu para tirar e usando a parte de casa. Eu disse sim e ele me disse “ Que deus abençoe sua avó”

Por isso sempre digo eu respeito muito a natureza. E espero que nós aprendamos respeitá-la. E hoje pedi ajuda até da arvore manter a força de ajudá-la. E quem sabe um dia nós nos conheçamos.

Com amor,
Ju

Vovó foi passear

A última coisa que vovó me falou foi sobre os pássaros e o céu.

Eu achei estranho porque mesmo vovó com aparelho de ouvido, ouvia um pouco. Fiz um vídeo dos pássaros e mostrei a vovó, ela me disse dia que o céu estava muito belo e os cantos do Pássaros eram belos.

Vovó foi ao banheiro e ao sair se sentou do lado. Eu, André, Netinha e Josélia em volta. Vovó não diz nada. Pressão baixa. Não aceitava nada. No silencio levamos à cama. De lá eu desesperada, liguei para minha prima Sofia e para minha mãe, e o André chamou a ambulância.

Foi muito duro de ver. Senti uma eletricidade forte e me dei conta de que tudo para mim é emocional e certeza que vovó partia.

Aliás, todos os dias eu ia cedo ver se respirava. Eu lembro que eu estava com vovó e eu sempre contra o remedio tive que ir para o hospital e vovó com 95 foi me ver. Eu quando acordei disse que iria a Ubatuba e vovó foi e quando voltamos a Ubatuba sempre dizia nao esqueça de ir voltar ao Medico e eu voltei e disse que voltava a Ubatuba. Vovo ficou em Sao Paulo e eu disse ao André vamos para Sao Paulo. Eu sentia que vovó iria voar. André aceitar o meu desespero.

Nao sei quantos dias eu estava laa enfermeira me disse que deveria sair, mas eu não conseguia. Tentou fazer ela voltar e ela me disse, “você quer que que ela volte por você, ou por ela”. Aquilo me tocou. Claro que era por mim, faz anos que vovó sofria de herpes zoster.

O último filme que viu anteontem foi Perfume de Mulher, fez ontem palavra cruzada e me disse que pássaros sempre se houve. Ao André, pediu abrir as janelas e o céu era tão belo.

Mica me pediu a última palavra e eu contei, ela disse, pense sempre que ela me protege sempre, como fez, comigo a única aberta e de uma maneira louca, e que eu deveria pensar que esse pássaro é vovó.

Me tocou. Hoje foi o enterro como vovó queria. Tudo escrito.

Quando ouço o pássaro, penso que é vovó. Devemos respeitar a hora de partir.

Com amor, Ju

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O Respeito a Terra

​Estou super feliz  tanto o Andre , a Paula  e o Konstantin  sempre pensaram muito que nós na terra não queríamos poluir. 

Vovó me deixou uma casa na praia e eu nunca tinha morado perto da na natureza e do Mar.

Sei que aqui pela primeira vez começamos a fazer uma compostagem. Honestamente eu nem sabia como era. Era colocar todo o resto natural na terra.

Kons pensava muito triste que não tinha como reciclar aqui. Do nada encontramos o lugar da reciclagem.

Estamos muito felizes. De fora da terra não sabemos muito. Mas na terra sempre pensei que devemos respeitar. Cada um crê no que foi ensinado. Eu respeito a terra, o Sol, o mar, o Rio, a lua e todos os seres. A todos tem uma fase.

Tive a sorte de ter chegado faz anos em Dharamsala, na India quando Dalai Lama estava dando aulas.

Suas palavras eram, “Não vire budista, respeite todas as religiões, respeite o que sente por dentro.”

Por dentro eu respeito a terra. E o que vejo. Tento sempre aprender mais pois sei que de toda perda tem um aprendizado. 

Neste monento de Covid penso que tivemos que aprender a parar um pouco. Minha avo partiu e eu sou amiga das amigas da vovó.

Foi triste ouvir de uma amiga dizer que nunca pensava que passaria com 93 anos tao parada.

Eu falo com elas e eu que ja tive 2 comas sempre penso que somos como elas, mas é duro as nossas perdas para pessoas mais idosas.

Mas eu que sempre dou sugestoes sugiro respeite a nossa terra e as pessoas hidosas e estão paradas. Tem um milhão de aprendizados que tenho com as amigas da minha avó. Que já me dizem, “esqueça de senhora, sou vc porque você é minha amiga.” 

Do meu coração aprendo muito com senhoras de mais de 80 e 90 anos. Fale com elas.

Bom dia a todos.

Com amor, Ju

Contos dos idosos.

Hoje, falei com a minha amiga que vai fazer 95 anos e ela me disse que eu deveria escrever. Sonia era amiga da minha avó. E claro hoje é minha amiga.

Ela me disse que eu deveria contar contos que passaram comigo. Disse ela que sempre ouvir histórias dos outros e falar. Então conto.

Um desses dias falei com uma outra da amiga da minha avó. Ela me contou que não tinha nenhum filho ou neto, ninguém neste pais. Alguns moram fora, outros foram bloqueados por corona porque estavam trabalhando fora.

Ela tem 93 anos e contou quando sua empregada há 9 anos ficou gravida e foi morar com o namorado. Ela ligou desesperada porque o sangue saia. A senhora disse de longe, “Vá a o hospital”. Quando nasceu o bebê, o namorado que é porteiro perguntou se esse bebê não podia ir a sua casa dela e depois pegava.

Ela aceitou, ele deixou de noite e de manhã pegou e partiram. Um dia dentro da licença maternidade ligou: “Vou morar na rua. Não posso trabalhar”. Isso não fazia um mês que o bebê tinha nascido. Essa senhora me disse, “você está louca? Venha para minha casa”

Quando liguei para falar com ela e essa senhora estava ensinando inglês para o menino, ela disse que ensinava tudo, o duro era matemática. Ajudava em tudo da escola o filho da empregada e que ele a chama de vovó.

Me tocou. Ela lembrava das críticas do pai, sobre matemática. Ela é ruim até hoje, mas fala 6 línguas e sabe das áreas do cérebro. Ela me contou que o menino foi morar com os pais quando nasceu, mas isso não durou nem 1 ano e então veio morar na casa da senhora.

Faz 9 anos que esse menino mora com ela. Quando liguei para falar com essa senhora, ela estava dando aula de inglês para o jovem. Na verdade, estava ajudando em todas as aulas.

Ela me contou sua vida que é um livro. Com 93 anos me contou que muitos acham errado o filho de empregada chama-la de vovó. Ela achava um presente. Sem ele não teria alguém que a acompanhasse até embaixo para tomarem sol. E dele, ninguém tomaria as aulas.

Aquilo me tocou. Mas ainda me tocou mais foi que, enquanto eu escrevia isso, ela me ligou.

O menino sente saudade dos amigos. E eu a cada dia admiro mais os idosos. Têm histórias maravilhosas. Pena que pouco se dão conta.

Hoje quando ele disse a ela: “Vovó chega de ler português”, “verdade hora de ler em inglês”. “Mas eu erro muito vovó”. “Mas é assim que aprendemos. Quem não era na vida? Sempre aprendemos erramos e aprendemos na vida”

Com amor,
Ju

A Paz

Nesse momento de ficar parado tenho evitado ver muito a televisão.

Isso não quer dizer de não procure informação sobre o Coronavirus.

Conheço médicos, e sei que estão passando um momento muito duro.

Eu queria falar que é o momento de alem de ficar em casa, lavar a mão, é o momento de acalmar a mente.

A mente é um poder muito grande no corpo. Eu não sou médica, sei um pouco de cognição mas não te diria que foi de faculdade mestrado e doutorado que abandonei.

Foi das minhas quedas e perder muito o que gosto. Escrever, compor. Tomar remédios que mudaram minha personalidade varias vezes. Caí de Epilepsia mas tenho que dizer que detesto e amo essa queda 🙂

A epilepsia na verdade ninguém realmente sabe de onde vem ou o que realmente causa. Posso falar de mim, faz uma eletricidade que eu senti subindo e perdendo o controle e cair, ou seja sair da paz e cair.

Da queda tem momentos de nem ligar. Dos comas fora de vezes nem estava presente, mas com consciência aumentava o meu nervosismo.

Enfim, no começo na inglaterra há muitos anos me declarou eu tinha epilepsia e eu abandonei o hospital e fui procurar métodos alternativos e aprendi a meditar.

Eu já fazia uma pequena meditação do Yoga. Mas aquilo ainda no Yoga não era meditação.

Para mim meditação era aprender a começar do pé e ir focando no corpo inteiro, a respiração. Até chegar o cérebro.

Sei que agora nesse momento de ficar parado tem muitos desesperados. Acaba de me ligar minha amiga de Israel e ela me conta que era difícil ficar em paz e calma. Contei a ela de meditar.

Me fez lembrar de uma vez ouvi de um homem me contar que era traficante e no Japão foi preso. A prisão não era como no Brasil. É ele sozinho num quarto. Não pode falar. Ficou muito tempo ele com ele, sem nada de se distrair.

No começo me disse que era muito duro. Como pensava era um vipassana mais fortes.

Alguns anos ele preso e só com ele. Quando saiu mudou. Ele aprendeu ele com ele mesmo, aprender o amor a si mesmo.

E parou de fugir de si mesmo. Virou um meditador. Faz anos que o conheci acho que na India. Lembrei só quando falava com Michal de Israel agora no whats.

Talvez esse nosso momento de estarmos a dar valor a nónós mesmos.

Escrevi apenas um dia da paz me fez pensar dos tres pontos do budismo que acredita na reencarnação de todos. 3 pontos, compaixão, impermanência e paz. Antes pensava que a paz era o mais duro. Mas eu até perdendo minha avó me sinto em paz.

Temos que lidar conosco quem está só, mas se está com alguém do lado temos que manter palavras delicadas.

Eu confesso eu as vezes sou brava mas quando isso acontece o outro tem que lidar com si.

É duro perceber. Eu em paz delicada e o outro tem que lidar com si mesmo. Aí tao duro me atacam verbalmente e eu explodo de novo.

Mas quando disse a meu amigo que eu explodo e me liberto dos pensamentos e sentimentos e os calmos sofrem por dentro. Eu percebo que se seu calma aí o calmo fica bravo e então eu explodo mais forte. 🙂

É irônico. Talvez seja a compaixão. Quando na paz e só é mais fácil qualquer do lado temos que tentar manter a paz mesmo que pela primeira vez explodiu o calmo. A vida é irônica. Temos que manter a paz

Com amor,
Ju

Temos que abandonar o NADA.

Obrigada a todos que me estimularam e disseram que iria melhorar.


Minha mãe me disse varias vezes que eu deveria nadar um pouco. Mesmo porque minha mãe tem 72 anos e ela faz exercício todos os dias, e ela gosta de correr e nadar. Não tinha nenhuma vontade de ir, pensava remedio, hospital etc, pensava tinha me prejudicado muito . Então mesmo sem vontades fui nadar sexta e nadei 500 metros e fiquei exausta.


Ontem vovó e minha mãe disseram que eu deveria nadar de novo. Fiquei na dúvida mas nadei e minha mãe filmou e fez fotos 🙂


Entrei no clube por fora na roda de 2 senhores. Quando pedi a senhora se podia entrar no rodízio deles, essa senhora disse que não podia e ela riu. Demos risadas e entrei. Eu entrei seguindo essa senhora e ela nadava no estilo peito muito diferente.


Como eu ficava cansada eu a seguia e quando parei perguntei a ela se ela não cansava. Ela me disse que tinha se machucado de uma maneira que esqueci como se chama, e ela inventou o estilo que pode nadar usando todo o corpo . Eu fiquei admirando porque os dois nadavam muito e antes de eu entrar. Portanto fiquei com vergonha de eu abandonar de nadar antes dos dois senhores. Então consegui nadar 1200 metros. Esperei eles sairem 🙂 será isso orgulho?
O senhor na roda passava na frente de nós porque ele era super nadador. E eu exausta nadava. E na hora hora que esse senhor estaca partindo perguntei quantos metros ele tinha nadado. Na nossa piscina do clube é fácil de calcular. São 100 km ir e voltar. Ele me contou que tinha nadado 3500 metros. Fiquei chocada.


Contei da minha minha amiga Marta nadava 3000 todos os dias da semana. Esse senhor me contou que ele nadava 5 dias da semana. Quando ele saiu da piscina ele me contou que antes corria mas me mostrou como caiu de perna, então decidiu que melhor era ele nadar.


Como sempre penso quem caiu não deve abandona a esperança. Então agora esse senhor nada 5 dias da semana. Ele ficou nadando por queda, e nadar, não é NADA. É maravilhoso.

Vovó de novo me acompanhar no Hospital de novo :)

Piorou ainda mais minha capacidade de escrever, mas ainda é difícil abandonar escrever. É duro perder o que fazia, mas eu queria escrever para meus amigos porque, para meus amigos do passado é duro eles entenderem eu não lembrar as histórias. Mais duro já era reconhecer rostos, nomes fora de contexto, até de meus pais. O Andre fora do contexto, não reconheço. Queria pedir para meus amigos não pensarem que não é por eu não dar valor.

Não tinha contado, já era ruim, mas voltei ao hospital no mês passado, porque primeiro tirei o Kepra e estava maravilhoso e levou mais de um ano. Então resolvi tirar gardenal sem contar nada a ninguém e, lá em Ubatuba em janeiro, já tinha tirado bastante. Com pouco estava ótima. Quando tirei tudo, veio a dor de cabeça fortíssima. Fui ao Hospital, lá me disseram para ir a São Paulo. Imagina para minha avó me ver por horas à noite e eu ir de cara ao hospital.

De lá não lembro de nada. Mas lá fiquei 5 dias e dizem, com muitos ataques epiléticos. Tão estranho porque não senti nada de eletricidade. E eu disse quando acordei ao meu novo médico, Dr. Rodrigo, que Kepra não tomava nunca mais. E o que mais me toca, minha avó com 95 anos foi me ver no hospital.

E quando eu disse que eu iria a Ubatuba para pegar minhas coisas que ficaram lá, vovó disse que iria junto. Era só por uma semana porque teria que voltar para ver o médico porque ele iria a uma reunião na França. Lá num domingo porque médico era segunda. A caseira da casa da vovó, Anísia convidou para a festa de 100 anos da mãe. Fomos e Anísia que sabe que sou vegetariana fez na festa uma comida vegetariana para mim e, a meu lado pessoas que nunca viram o meu prato comeram e me perguntaram o que era. Vovó esperou muito tempo para ver dona Maria e partimos.

A Anísia que conheço desde que fui a primeira vez a Ubatuba, me tocou demais e ela entende. Os novos sabem que coloco com contexto. Difícil eu não escrever bastante. Só escrevo para que meus amigos não fiquem tristes se não reconhecer o rosto, alguns amigos já me contam umas histórias que passamos no passado e daquilo, algumas ativam bastante o meu cérebro. Honestamente não todas. Espero que as memórias voltem aos poucos. Mais fácil lembrar histórias do passado do que as novas. Nada tem a ver com o valor. Ataque epilético destrói zonas do cérebro e claro André corrige e antes de publicar vou pedir para a vovó ler. Me dou conta que é muito relacionado a emoção. E fico triste de me dar conta de que eu ficar doente deixa vovó muito emocional e claro, triste. Espero que aos poucos vamos voltando.
Com amor, Ju

Beijos Ju