O segredo da bicicleta :)

Estou na minha extrema felicidade do que consegui fazer hoje. Nunca leve muito a sério um médico que diga que não pode conseguir melhorar, ou voltar. Não perca esperança da vida.

Esses dias eu peguei o Uber e quando contava de eu ter estado doente, em coma e que disse minha médica à minha mãe que eu não voltaria. Esse senhor do Uber me contou uma coisa que eu entendo, porque me sinto igual.

O senhor contou que antes de eu pegar o Uber havia uma senhora que ficou doente e disseram para ela que teria 3 meses de vida. O remédio fez mal e ela sobreviveu. Ela passou da depressão para dar mais valor à vida e resolveu viajar.

Esse senhor do Uber ficou tocado. O médico com medo, falou do perigo mas como eu, sabe que medo não vale muito. Então essa senhora foi fez sua viagem. Não a conheço, mas espero que viva e morra feliz.

Eu que estou nadando muito mais que fazia antes, hoje inventei de ir de casa em Higienópolis quase santa Cecilia até o clube pinheiros de bicicleta. E ver meus pais por lá.

Eu que nem lembro rostos, vem na mente os que morreram em Sp de bike, lembrei do meu amigo Fábio que fez América Latina de bicicleta, do meu amigo Thiago que fez da Europa até a Ásia e ainda está lá.

Bom, eu que não lembro muito das coisas, parava para descansar, observar e falava com as pessoas. Seguindo o caminho que fazia de carro.

Quando cheguei perto do clube parei e perguntei a um cara de bike, se ele podia me explicar como eu faço para mudar as marchas. Eu não lembrava disso.

Esse homem foi querer ser específico de explicar e eu contei que a médica disse a minha mãe que para mim era difícil, eu não voltaria.

Eu gosto dela, mas não vou mais a nenhuma. Sei que tenho alguns amigos médicos que detestam como penso. Como também tenho que entendem. Porque até um amigo meu da Europa e médico com Phd sempre me diz que estamos sempre em processo de estudos. “Sabemos pouco”

Sei que quando contei do meu coma, eu fazendo redução de remédio sozinha. E me sentido a cada dia e faz ano, estou melhor. Então esse cara de bike me disse.

“Somos então nós dois lutadores. “

Contou que ele tinha Câncer e também falaram de morrer. Ele me contou que veio de longe de bike para ir a Muay Tai. Fiquei tocada. Conheço. É uma luta da Tailândia e lá é minha casinha que fui muitas vezes e tenho mil amigos. Fui voluntaria, fiz micro trabalhos. Esse cara é um artista e também quer sair de Sp.

A vida é tão curta. Não sei por que as pessoas têm tanto medo. Só sei que cada um escolhe um caminho.

Honestamente não levo medicina a sério. Aliás faz mais de ano que eu reduzo sozinha meus remédios. E sei que meus pais têm medo. Mas a vida é curta.

Quem crê torce para eu não morrer antes do Nepal. Essa é a minha nova busca.

Se o nadar já é minha meditação. Bicicleta é viajar sozinha e conhecer os outros. Estou me preparando para o ano que vem. Sempre gostei de aprender dos outros. Faculdades não significam quase nada para mim, nem as minhas perdas, mas as pessoas que conheci me valem mais.

Sempre me deixa feliz aceitar que apesar dos estudos no mundo, nós sabemos pouco. Considero a sabedoria é ponderar quem pagou e ganhou por qualquer ensino e chegar a uma informação. Considero que sabedoria é aceitar que sabemos pouco. Do que sabemos é difícil, o mais profundo ainda mais difícil. Só sei que não quero perder meu tempo da vida para ser parte dos estudos dos outros.

Melhor é ajudar por compaixão. E fazer um caminho que fizer sentido para nós. Não quero fazer nem por medo, nem por egoísmo. Mas cada um é cada um como dizia a Crê, minha baba de infância.

Com amor,

Ju

As flores e o não estar presente

Esses dias fui comprar flores para um almoço que minha avó quer fazer para celebrar o seu aniversário.

Achei um lugar lindo e eu conversei com uma senhora, e eu sendo aberta fui falando, e ia escolhendo as flores e contando da minha avó. Liguei para minha avó, e a convenci que melhor era ela não ficar na siesta. Fui explicar a essa senhora que era melhor minha avó escolher porque aquela floricultura é tão bonita. Eu expliquei a essa senhora que minha avó tinha quase de 95. Na hora eu vi que essa senhora não prestava atenção, mas só achei que só não ligou muito de alguém fazer 95.

Fomos buscar minha avó e ela entrou no lugar, que disse que já conhecia e na hora, vovó cansou da pouca atenção que recebeu. Não de frescura, mas de ficar cansada de estar de pé sem a senhora falar com ela. Então vovó quis sentar no carro até ela poder estar presente.

Juro que na naquele dia não me dei conta do que aprendi agora, hoje. No primeiro dia a senhora volta e eu chamo minha avó para escolher e eu escolho as flores lindas e pago. Essa senhora me mostrou uma flor linda e eu fiquei tocada. Linda. E peguei.

Esses dias almoçamos para comemorar o aniversário de minha avó, antes do almoço oficial do final de semana. Desde então vovó não parou de pensar como tudo precisava ser arrumado na casa para este final de semana.

Detalhes de tudo e me disse hoje que faltavam poucas flores. Eu então resolvi ir lá de novo, e quando chegamos vou falando a uma senhora que amei a flor que ela me mostrou. Ela me conta que não foi ela. Olho e vejo a senhora. Ela é a mãe dessa outra senhora. Explico que eu esqueço os rostos etc. Conto das minhas perdas, falei do nadar e conto do vídeo que vi sobre nadar, olhando vejo a senhora e conto de como estava aprendendo dos estudos de nadar, e exercícios físicos, e da Irizina e como num estudo em Harvard sobre câncer, e no Rio sobre como indo ao cérebro e evitar pode evitar Alzheimer.

Não sou médica, e sempre acho melhor evitar cair no vicio do remédio, mas vi um vídeo sobre isso que parece vai virar um remédio.

Enfim, sei que quando estava hoje lá e mostrando a senhora e a filha que tbm é uma senhora e ela me contaram da vida delas.

Começou a filha me contando que não sabia nadar, não sabia viajar sozinha. Sempre acontece comigo porque conto de mim e os outros me contam deles, isso sempre pelo mundo, desde jovem. Essa “filha” contou dos cursos das flores na Holanda e de como não consegue aprender novas línguas. E eu fui contando, que se passa comigo, porque quando perdemos as capacidades de quando somos jovens de aprender é muito difícil aceitar aprender de novo. Talvez seja pelo meu orgulho interno de não aceitar não sei. é. É aceitar aprender de novo com o orgulho do passado.

Ela me contando de tudo da vida quando fui falar da mãe ela me contou que ela vem nessa floricultura, mas ela tem Alzheimer.

Eu fiquei surpresa. Aquilo que eu no primeiro dia, minha avó achamos que ela não ligava do que eu contava.

No entanto das flores ela sabia, contava o nome e saia andando. Só me dei conta escrevendo. O André achava que estava vendo outras coisas, minha avó não sei, e eu só achei que ela não prestava muita atenção, mas eu não ligava.

Hoje fiquei tocada. Fiquei tão surpresa e essa filha me disse. “Trago minha mãe porque não vou deixar em casa, nem retiro, melhor é vir comigo mesmo não estando muito presente.

Aquilo quando Andre estava por fora não acreditava. Hoje uma outra senhora me contou da sua epilepsia e as vezes não está presente, mas não liga.

Me faz me dar conta sempre que sabemos tão pouco. Porque é tão difícil nós aceitarmos não sabermos melhor. E sempre vemos o que nós sentimos por dentro.

Essa filha que já é maê, talvez até avo traz uma mãe que eu e minha avo nem nos demos conta. E hoje me deu consciência e mais valor, do que essa senhora com Alzheimer me mostrou e deu o nome dessa flor linda. Nem eu, nem o André, nem minha avó sabemos ou lembramos o nome.

Ela em alguns segundos sabe bastante. Sempre me faz lembrar dos Tibetanos. Impermanência.

Com amor, Ju

Os mistérios se nadar.

Esses dias inventei de ir ao clube. Honestamente não gostava de ir porque é longe de casa, e eu já de ficar no nadismo. O fazer pouca coisa.

Mas fui e quando fui fazer yoga achei meio sem graça por o clube pinheiros parece meio tudo de competições. E na yoga que fiz poucos dias lá achei que não era nenhum estilo de yoga que conheço desde de Us, Uk, India por muitos anos.

Falar de yoga é duro porque existe estilos, mas yoga é uma filosofia profunda. Sei que na pressa ninguém aguentaria uma yoga mais seria.

Portanto mudei para nadar. Nadar é uma coisas maravilhosa. Fazia tantos anos que não nadava. E lá pode ser uma luta, ou uma meditação.

Fiquei impressionada de ver pessoas idosas nadando calmamente.

Fiquei encantada. Cada vez que cruza a piscina e volta sao 100 metros.

Conheci senhoras maravilhosas. Uma gostava de Tai Chi chuan. Me tocou porque me fez lembrar como Tai era uma forma de meditar e de taoismo. Essa senhora que morava por fora não achava o Tai boa por aqui. Nem eu.

Depois fiquei amiga da Marta, uma senhora que nada 3 mil metros por dia. Isso me impressiona.

Mas ela me ensinou “ você nada e para quando ainda está com vontade de mais. Se continuar fica com dor no outro dia”

Eu a fraca vou no primeiro dia pouco. E aí já cai no vicio de nadar.

Naquela hora exagerei quando

sai queria dormir. Mas voltei a casa dos meus pais e comi chocolate 🙂 Quando voltei e fui fazer massagem de uma senhora japonesa . E voltei a casa a pé e perdi o cansaço. Alias para mim é bastante bom a bicicleta e hoje acordo com extremo desejo de nadar.

Eu que tinha preguiça de ir. Agora canso do nadismo (fazer nada).

Nadar é maravilhoso. E eu nem me lembrava. Ali é uma nossa libertação do nosso vicio de telefone.

Eu que sempre penso no budismo, seu maior inimigo é nosso maior amigos, nós mesmos. A piscina é assim.

As vezes até pondero porque há tantos caminhos. Eu não nado porque é ginastica, meditação. Não sei como amo muito.

Quantas pessoas que tenho conhecido superaram tudo que é doença serias e nadam. Tudo que nado eu passo por tudo.

Diria Lama Lobsang a vida é impermanente. E eu penso que vendo tantas pessoas nadando fica uma meditação como vipassana.

Espero que quem esteja passando por doenças graves, não leve a sério a medicina. Nos somos apenas parte de estudos. Assim como a historia ficou de quem ganhou.

Mantenha sua esperança de se melhorar. Nunca perca o valor da sua vida de alguém disse que não pode melhorar. Todos nos sabemos pouco das coisas. Independente de estudos.

Com amor, Ju

Conhecimentos das senhoras

Hoje fui almoçar com minha avó e mais uma vez aprendo mais coisas das pessoas mais velhas.

A minha avó tem quase 95 anos. Era para eu ir nadar mas quando ia minha avó me diz para ir comer, e lá fui eu.

Eu nao sou típica brasileira. Não ligo para tradições, coisas materiais e gosto de aprender da vida das pessoas. Sei que isso vem das possibilidades que tenho.

Hoje estava eu conversando com uma amiga da minha avó que tem 88. Ela me contou que ficou querendo saber porque moro com minha avó .

Contei que veio desde os meus conflitos políticos e ideológicos que temos desde de jovem e até de eu fugir com 18 anos sozinha para o Espirito Santo.

Contei que também morei muito fora do Brasil e da liberdade. Sozinha Australia, EUA, Holanda e viajando. E tbm com marido ou familia Argentina, UK e Peru.

Essa senhora me contou que a neta queria morar com ela e a filha não queria deixar. Que se aceitasse ela não falaria mais com a sua filha ( mãe da neta).

Essa mãe tinha dito à filha, quando chegou 2 da manha que se fizesse de novo, não poderia ficar mais em casa dela. Essa jovem com 22 anos, ficou revoltada e ligou para a avó.

Essa senhora de 88 disse à mae.

« Vocé tá louca? Quer deixar sua filha na rua? Essa tradição é do passado. Por isso casávamos jovens. Era para nós fugirmos da família. Como vc não percebe? Agora é a época de morarmos juntas antes de nos casarmos. Assim temos ideia. »

Fiquei tocada. Eu nunca fui na loucura de casar sem experiência . Já casei duas vezes. E eles até ficaram amigos. Mesmo porque a brava e chata, sou eu. Mas nunca na minha vida ia me prender assim nem por doença, nem por medo. E muito menos por machismo.

De onde será que vem essa loucura dessa mãe, de fazer controle de alguém?

O que mais me tocou é ver uma senhora de mais de 80 anos já saber disso. E sua filha ainda presa em controlar alguém.

Sábia ainda é minha avó que nem liga para as disputas das minhas brigas com meus pais. Nunca seria de me abandonar de ser neta. E nem deixaria mae. O mais belo é que minha avó sempre aceita as escolhas dos outros.

Sábia ainda mais porque a minha avó quando dá qualquer coisa, sabe que aquilo já não é mais dela e não é para controlar o que se faz com aquilo.

Incrível como a vida é livre mas alguns ficam na ilusão que podem controlar. Pena que alguns caem no controle e perdem o melhor único de cada ser humano: A Liberdade

Saudade Interna do Tibete

Hoje estava vendo as fotos do Tibete que a Denise postou, me deu uma saudade que não sei explicar.

Conheci a Denise em DharamSala na Índia. Mais incrível foi que eu a conheci quando fui ver aulas do Dalai Lama por sorte.

Quando eu conheci por um acaso, ou de maneira espiritual que me dizem. Se é tive a sorte enorme de ela me convidar para conhecer Karmapa.

Eu aceitei e nem sabia o que aquilo queria dizer. Marcamos nos ver no dia seguinte.

Isso foi em 2008. Estava eu com o Haiko, e nós agnósticos, não religiosos e não sabíamos nada do Tibet.

Quando eu fui ler na internet quem era Karmapa. Li que enquanto o Dalai Lama estava 14ª reencarnação, o Karmapa já estava na 17ª reencarnação. Por isso são conhecidos como HH (SS) Dalai Lama, e HH ( SS) Karmapa.

Eu que nunca acreditei no que era escrito das religiões, eu nunca parava de gostar mais de aprender sobre elas.

Fomos encontrar Denise, que estava com Rita e elas me contaram que iriamos a um lugar mais longe, para irmos no Templo onde ficava Karmapa.

Eu não sabia o que seria. Pegamos um transporte e eu fui pensando que era mais interessante. Quando chegamos havia muitas pessoas. Havia ocidentais e muitos tibetanos. Aquilo me impressionou. Fiquei feliz de estar naquela aula.

Na minha total surpresa Denise me contou que tinha um encontro privado. Eu fiquei surpresa. Expliquei a um Lama tibetano que estava lá que não tinha lenço do estilo que Denise e Rita estavam usando.

Quando perguntei onde comprar e como fazer quando iria ver Karmapa. Um Lama me deu seu lenço, e ensinou a quando entrar, baixar a cabeça e por no chão e abaixar 3 vezes. Que eu deveria sentar e fazer uma pergunta a Karmapa e ele responderia.

Entramos eu, Haiko, Denise e Rita. Lembro que na hora de pergunta uma coisa. Eu disse “Não sei o que é, o que tenho do meu problema.”

Karmapa levantou e foi tocar na minha cabeça. Nunca vou me esquecer

“ O seu problema é elétrico e eu sempre vou estar com vc”

Eu chorei, me tocou demais. Eu que não acredito em nada, e tenho epilepsia, fiquei tocada demais.

Hoje me faz lembrar que não era apenas epilepsia, é uma solidão interna.

Só sei que assim comecei a me aproximar dos Tibetanos. Eu nunca tive uma coisa que não fosse profunda dos Tibetanos.

Isso não quer dizer é uma palavra carinhosa. Era sempre uma palavra de ser mais consciente.

Quando conheci Rinpoche e lagrimas saíram sem eu vê-lo. E ele de longe disse

“Se saiu uma lagrima é porque nos conhecemos de outra vida”

E eu a mais ateia e descrente, não sabia explicar.

Como diria HH Dalai Lama respeite todas as religiões, mas aceite o que é o natural.

Meu amigo Sho nunca entende porque não acredito em reencarnação.

Tudo que eu sei é que vendo o Tibete me sinto em casa, mesmo nunca tendo ido.

Tudo que sei é da minha eterna dúvida de dizer “ Isso é assim. “

Eu sempre serei da duvida, e sempre com saudade dos Tibetanos. Quase tudo na nossa vida é um mistério.

E sempre com saudade do Tibete.

Com amor, Ju

Sair da prisão

Hoje aconteceu uma coisa forte. Fui na feira orgânica com o André e a Josélia. Enquanto eu olhava os ingredientes e eu explicava que não sabia o que era para Josélia, uma senhora veio falar alto comigo.

“ Se você não reconhece esses legumes porque vem nessa feira?”

Disse de uma maneira forte. E eu respondi delicadamente.

“É que eu já tive 2 comas. Perdi muitas áreas do cérebro. Se um dia soube não sei mais.”

Ela disse fortemente.

“ Você se prende”

Eu fiquei revoltada. E comecei a dizer:

“ A senhora não entende. No segundo coma, eu não abria olhos, falava, andava, não estava presente. Tenho falhas no cérebro, e a senhora não entende.”

E ela mais forte:

“Veja como você se prende. E gosta.”

Eu fiquei revoltada, e o André e a Joselia partem para fazer as compras na feira, eu fico e essa senhora me diz,

“ Vou te ensinar uma coisa.”

Ela segurou minha roupa pelo lado de traz. E ela disse:

“ Julieta anda!”

Eu expliquei que não dava.

Ela me diz

“ Você precisa aprender meditar e abandonar o passado”

E eu explico que eu já fiz vipassana, fui à Índia, conheci Dalai Lama, e já fiz a meditação etc.”

E ela ainda fortemente me disse,

“ Você vê que ainda esta se colocando presa no passado???”

Confesso que fiquei brava. E falei calmamente mas revoltada,

“ A senhora não me entende.”

“ Sou Neurologista e tenho 80 anos.”

“ Qual seu nome?”

“ Qual é a diferença? Espero que uma hora você aprenda a não se aprisionar!!”

Sai revoltada. Indo a Joselia e André.

Levou horas para entender e ficar grata.

Na outra semana uma outra médica na feira me ensinou a fazer o que nunca tinha feito para ativar meu cérebro. Foi delicado e maravilhoso. Hoje foi tão duro que me fez horas entender e pensar aquela senhora de 80 anos, que me dá o tempo dela para me fazer estar presente.

Nem disse obrigada, saí correndo e só escrevendo me sinto grata. Porque será que é tão duro abandonar o passado e ser presente? Espero que um dia saberemos nos libertar de nós mesmo.

Com amor Ju

Lições da vida

Me emociona quando leio o que escrevi no passado. Que ainda está presente. Eu contando sobre Lama Lobsang que se tornou meu amigo. Ele estava ensinando budismo no mundo. Ele era do Tibete, se mudou para a Índia e eu o conheci em Londres quando ele estava morando lá e eu também. Eu não o conheci nem para aprender o budismo. Foi para trazer um presente de uma nova amiga que conheci na Índia. Como eu estava lendo agora, isso me faz lembrar muito bem.

Ele se tornou um amigo. Ele costumava vir a minha casa. A primeira vez que fui convidado para ir a sua casa. Foi num dia difícil. Eu estava muito perdida, sem saber se meu cérebro estava doente e estudando algo que me levou cada vez mais longe de minhas buscas pessoais. Naquele dia, Lama Lobsang me ligou. Eu me senti tão perdida, e ele me convidou do nada pela primeira vez a ir para a casa dele. Eu decidi ir, embora todo o meu corpo não tivesse vontade de ir. Eu não senti vontade de falar sobre a teoria budista naquele dia. Quando cheguei a casa dele, entrei e pela primeira vez falei algo muito pessoal. “Lama Lobsang, me sinto tão perdida. Partes de mim pesquisam na medicina, outras na cognição. Não tenho certeza se estou realmente doente. Estou tão perdida. ”Ele não respondeu, apenas me convidou para ir à cozinha. Ele começou a cozinhar algo tibetano feito de água e farinha. Eu apenas sentei assistindo ele. Nós mal nos falamos. Ele cozinhou algo como uma sopa de macarrão. Esqueci minha tristeza enquanto observava e esqueci completamente de tudo quando a comi, e quando fomos para a sala eu estava tão relaxada que senti que estava prestes a cair no sono. Lama Lobsang disse de repente,

Julieta, você não deveria se sentir mal. Você é muito abençoada. Você é linda, inteligente, tem uma vida muito boa. ”“ Lama, não sei se meu cérebro está se destruindo ou não. ”“ Julieta, aprenda isso: seus inimigos são seus melhores amigos. ”Perguntei se Foi no sentido de impermanência e ele concordou, mas também disse: “Seus inimigos, ou quaisquer adversidades que você experimente, são as únicas coisas verdadeiras que permitem que você pratique a compaixão e a paciência. Somente quando você praticar a compaixão em relação ao seu inimigo manifestado, você entenderá que seus “inimigos” são apenas um reflexo de seus inimigos internos. Eles vão com você onde quer que você vá. Então, quando você encontra um inimigo manifestado, você tem uma chance real de praticar a compaixão e compreende que o verdadeiro inimigo vem de dentro. Essa é a coisa mais difícil de fazer, ser compassivo consigo mesmo. E somente quando você puder sentir compaixão por si mesmo, poderá começar a se libertar do sofrimento ”.

Como eu li isso hoje aqui na África do Sul. Eu posso até lembrar o lugar, a comida, os detalhes. Assim como eu sei com 2 comas, pesquisas em todo o mundo, não sabemos de nada. Hoje eu disse ao meu pai que ele era meu forte inimigo e eu sorri. Aqueles que estão pertos nos fazem lidar com nós mesmos. Esse é o caminho da vida. Nós nunca entendemos completamente. Nós sempre preferimos deslocar a responsabilidade. Eu serei para sempre grato a Lama Lobsang. Espero que um dia eu seja realmente com um presente interior. Para lidar com momentos difíceis sem fugir de mim mesma. E isso mesmo com o meu cérebro com áreas destruídas para não esquecer as melhores lições da minha vida.

Eu sempre consideraria Lama Lobsang e Mustapha meus melhores professores da vida.

Como eu com dúvidas para vir viajar com meus pais, Mustapha disse que perdeu seu pai quando ele tinha 10 anos e sua mãe quando ele tinha 20 anos. Como explicou sobre nossas discussões, ele disse. “Eles não vão mudar, nem você vai”

Sua aula era descolonizando a mente, como é o nome do meu blog. Então percebo as duras discussões acontecem entre os membros da família, todos nós devemos lidar com nossos problemas internos, os de perto nos demostram muito mais.

Beijos

Ju