Amizade no presente

Como a minha amiga Lu me disse para ligar para sua mãe liguei. Primeiro dia não funcionou, mas ontem atendeu e contei que era a Ju , ela ficou feliz e e me perguntou como eu estava.


Quando eu contei que foi a Lu que tinha me feito usar ainda mais a mascaras e levar mais mias sério a ciência. Ela me agradeceu e dormiu, e então fiquei conversando com a enfermeira. Eu fiquei tocada de sentir que Maria Imaculada teria ficado calma e feliz de eu falar da sua filha. Eu sei que a solidão num hospital é forte.


Mas Amizade não é sobre hospital, nem sequer de partido, de países , ela é é mais excessiva, ou seja é mais viva . Ontem foi aniversário do meu amigo Thibau. Fizemos faculdade no Us e agora eu estou em Ubatuba e ele na frança.


Como eu poderia saber que ele vê o Mar e o Sol que eu posto? Eu que posto até pensando que não é de vaidade. Eu as vezes até explico que é para outros virem. Mas Thibaud gostou das minhas palavras e em mensagem e ele pensou num zoom.


Eu adorei e criei uma Messenger coletiva e com a minha memória fui pegando os amigos. E fui me lembrando tanto. Meu amigo ficou feliz e de repente aparece mais amigos do passado. Eu pensei que as pessoas iriam achar bobagem do que eu estava inventando mas de cara alguns gostaram.
Nestas mensagens decidimos que será mo proximo sábado. Mas fiquei sabendo do casamento da Ilana e que foi no tempo do convid m, não pode ir muitos amigos e seus pais.


Fiquei pensando como essa corrida não era só uma doença é deixar de longe relações mais internet nos permitem manter o contato. As vezes Pelo sonhos, memórias de quem partiu, e claro não existem mais. Penso nas enfermeiras mas hoje me fez pensar ainda mais.


Eu contei a ela o que eu admirava demais as enfermeiras. Contei que era antes do CoviD que eu admiro porque tantas vezes eu estive no hospital que eu sei que as enfermeiras tem que lidar conosco com toda paciência do mundo. Digo de mim que sempre cheguei no princípio com medo , vindo tantas vezes vamos ficando mais percebendo que a vida de quem cuida de nós é igual a nós mas quando somos o pacientes nos nem nos damos conta da vida delas. Assim queria escutar mais da sua vida.


Hoje enfermeira me contou que tem mais de 50 anos. Me contou que os dos filhos ligo todos os dias pra perguntar quando ela iria voltar. Um filho tem 26 e a filha tem 14.Aprendi mais da filha que gosta de estudar não tem vontade sair nem de tomar sol por causa da sua pele. Estuda pela internet a falar outras línguas, mas eu aprendi da arte.


Ela me contou porque nossa conversa foi longa. Quando eu sugeri que ela fizesse a arte a enfermeira me contou que a filha adora a fazer mangá. E que ela estudava muito a cada segundo ela fazer um projeto com horários tudo tem que ser feito. Perguntei se era uma família japonesa, meus amigos de família japoneses são muito organizados. Na ironia a filha de 14 anos já fala inglês espanhol italiano e quer aprender japonês 🙂 mas o pai da filha dessa enfermeira é holandês.


A vida é irônica porque quem me conhece sabe o meu primeiro casamento foi com o Haiko e foi muito difícil encontrar um tradutor. Quando eu contei que o meu amigo Akamine e que agora está tentando ser a juiz. Os dois são o resultado de fazer faculdade e aprender de outros lados e não queriam ficar neles.


A enfermeira me contou que com 18 anos fez direito na faculdade. Ela me contou que sua família era militar mas aquilo de ser advogada a deixou muito deprimida. Seu pai estimulou de estudar e assim ela começou a ser enfermeira a mais de 20 anos. Seu pai sempre dizia de nunca parar estudos e ela me explicou como assim ela se ativa demais e não pensava em idade.


A vida é engraçada porque o Akamine estudou e não gostou de jornalismo e agora advogado e quase juiz. Eu acho sarcástico já o Akamine se chama André, como o meu marido, e é o pai da filha da enfermeira é holandês como meu ex. Hoje a minha amiga Ilana me contou que se casou faz pouco tempo e longe dos pais e na Holanda. Cínico que nesse isolamento que todas as relação voltam e parecem que temos pouco tempo para esquecer. A vida é curta.


A enfermeira não para de estudar, porque todos os estudos estão fazendo ela pensar mais. Ela me contou que a filha fala “ mãe já não é a hora de voltar pra casa eu não quero que você morra. Já sabemos que a vacina faz o vírus fica mais fraco em você mas devemos continuar levando sério a máscara o álcool e ficar em casa “ A enfermeira diz aos filhos vocês tem que ter paciência para quanto tempo vai durar.


Eu não sei nem o nome dela. Mas ali nos libertamos. Quando eu contei que faz um ano que vovó faleceu, ela me contou que faz três meses que a sua mãe faleceu. Foi ao seu lado também. Ela me disse uma palavra de como de aceitar, e por isso seus filhos ligam para entender escuta-la . Claro eu contei quando uma enfermeira na hora que a minha vó faleceu disse a frase que repito “você quer que ela viva por você ou por ela?”. A enfermeira entendi é isso profundamente, que enfermeiro não teria visto a perdas.


Desde quinta que ela não vê seus filhos. Diz ela se não tivesses internet não poderiam estar eles aprendendo as coisas, ter mais contato com ela e falar com os amigos. Mas como eu respeito demais dessas enfermeiras de que está doente devemos todos cuidar de nos de expandir a eles.


Assim eu sou tão grata a Lu. A minha amiga de infância que participou da minha vida inteira ao vivo ou pela internet. No Brasil ou fora, e que nós tres meninas, fizemos nossos pais se conhecerem.


Se não fosse a minha amiga que tivesse dito de tudo que se passa com ela eu não teria fechado tudo. E nem passaria a ninguém.
Fechado de casa não quer dizer que não estamos aberto por dentro, não teria eu escutado as palavras da enfermeira da mãe da Lu.


. A profundeza é que a solidão interna me perguntei isso, se uma família militar era do lado de quem eu nunca voto, nem como amigos meus decepção do meu partido do meu lado meus amigos.


O duro é que não devemos tudo que o outro é igual. Ali escutando como essa enfermeira perdeu sua mãe seus filhos estão na escola em casa quanto amizade terão?


Eu criei um zoom os meus amigos pelo mundo. Saudade desses meus amigos que não importa de que lado político de que lado, de que país é, mas todos eles se importam com os outros. Isso eu penso é o âmago. E politico não é só de familia. Isto é de quem se importa com os outros.
Amizade é uma coisa dura. Percebo que para mim não importa a da idade. Eu lembro de amigos na escola, na Argentina, poucas Austrália com 15 anos. Da música meu amigo até hoje e que não estava na mesma aula, na faculdade nos Estados Unidos ainda tenho contato, do mestrado doutorado, mas depois eu ter caído.


Amizade mais velha pensamos mais na política mas quando somos pequenos sabemos que não faz muita diferença o que votamos onde nasceram mas todos meus amigos pensam nos outros todos meus amigos como eu já erramos muito.
E quando aceitamos a nossa perda e a perda de outro continuamos amigos mesmo tendo os afastados. Se não aceitamos e parece temos uma prisão interna muito forte. Eu já errei demais.


Tenho saudade de quando somos mais livres quando somos aprendendo como será o futuro. Como disse amiga da minha vó o tempo do passado é muito rápido mas com mais de 90 parece que um mês parece um dia.


Espero que todos nós que ficamos no belo que lembramos do bom porque a vida é muito curta pra perder me feliz porque de qualquer perda aprendemos muita coisa. Mas como dizem nós sempre ficamos ou no passado ou no futuro e o duro é nós ficarmos no presente. Espero que todos nós estamos bem agora.

Com amor,Ju

Escrever e questionar.

Minha prima Fe me disse que eu deveria voltar a escrever. Aquilo me fez procurar o meu blog “descolonizando a mente” e ver o que eu escrevia antes dos meus comas.


Aquilo me impressionou quando eu vi o que eu tinha escrito quando eu fui à Palestina. Da mente nada desaparece, tendo escrito e me me fez lembrar claramente de cada lugar onde eu fui, das pessoas. Tendo escrito me fez procurar as fotos que fiz. Ou seja eu escrevendo eu sabia que podia encontrar.


Mas escrever representa de nós mesmos, muito mais do que eu imaginava. Além do enorme valor do que as pessoas me ensinaram, me fez lembrar de um amigo no seu doutorado que fazia a sua pesquisa no meio da África. Ele era de Israel e estava numa outra area de minha e na LSE.

Em Israel, um homem e a mulher são obrigados de fazer o exército. Como esse meu amigo tinha negado foi preso por três anos. Um em Israel e dois na Palestina. Foi na prisão que ele aprendeu a falar em árabe.

Hoje percebo que a educação é fundamental. Percebo que como eu aprendi pequena português francês espanhol e inglês. Quando eu bloqueio uma palavra em português me vem em outra. Penso como muito disso me ajuda a mente.

Mas porque eu digo isso? Quando eu perguntei ao meu amigo por que não faz sobre a Palestina e Israel? ele parou e disse e porque você não faz sobre o Brasil?


Faz anos que isso aconteceu mas agora eu entendo melhor. Ontem uma pessoa que eu conheci me perguntou como estava o tempo em Ubatuba e que queria vir aqui e fazer uma visita.


Quando eu disse que não era o momento de viajar e ter contato com as pessoas, essa senhora me disse que essa história de COVID é uma briga política.

Eu já tinha recebido as pessoas e não levava a sério o covid.  Mas quando uma  grande amiga e da infância me contou que estava doente. Ela e toda sua família. Isso me fez acordar. Aqui em Ubatuba desde que vi, ha mais de um ano quase ninguém leva a sério o do covid. Os meus pais em Sao Paulo levam muito mais serio e ficavam impressionados de eu contar daqui.

Aqui veio o meu conflito interno. É fácil eu estar parado aqui na natureza. Mas como eu poderia explicar para uma pessoa que não está na natureza?

Assim me veio à mente o meu amigo de Israel que não fiz sobre seu problema do seu pais. Eu entendo como sempre é mais fácil lidar com o problema de longe. E o mais duro é de encontrar, de como eu poderia dizer.


Ela me disse que era um problema no Brasil. Então eu contei dos meus amigos de Palestina da Europa os Estados Unidos na Tailândia etc que queriam saber de mim e sabiam do caos aqui. E de tantos lugares que perguntaram se eu estava bem. Contei de como as pessoas estão fechadas, com havia regras que não era político era a ciência.


Talvez do meu lado egoísta eu não levava tão a sério até a minha amiga da infância e sua família inteira no hospital.


Aqui me meu pai me diz de de comprar uma televisão e voltar a estudar do caos.

E começar levar muito a sério. Mas como ter voltado para o jornal. Portanto expliquei que eu não viria ninguém. Disse a ela não é que eu queira que eu faço por ter medo de morrer, eu não quero causar para o outro.

Assim eu escrevo como era antes, eu escrevia pensando nos outros não só em mim. Percebo escrever fundamental se eu não tivesse escrito no passado não conseguia lembrar.

As reflexões vem depois de ler o que eu tinha escrito antes. Sou grata a Fernanda porque antes eu não teria pensado do ponto fundamental do que eu escrevi.


Quando somos pequenos temos que aprender a ler, escrever e ter reflexões. Ela é fundamental para a mente, todos nós temos que ponderar o que está acontecendo. Assim como eu escrevo porque neste governo está diminuindo o dinheiro para escola pública e universidade. Isto são de alto valor.


O valor de não saber. Porque alguém quer que a ciência seja desvalorizado a educação é desvalorizado não aceita o que eu disse o que se passa pelo mundo.

Eu escrevo o que me faz lembrar do valor da ciência e da educação. Veja quem não te obriga aceitar uma verdade se você não questionar, isso não é a ciência isso não é liberdade e isso não se importa com com você e nem comigo.

Meus amigos Palestinos

Achei oque escrevi durante meu doutorado e eu na Palestina 🙂 Faz mais que 10 anos.

O que as pessoas dizem e o que as pessoas pensam
Na verdade, não sei por onde começar este post. Ainda estou em Nablus. Eu provavelmente deveria começar explicando que é em Nablus que a maioria dos israelenses me disse para não voltar se eu voltasse vivo. É em Nablus que tudo termina à meia-noite, pois os soldados israelenses podem passar a noite nas ruas. Ainda não vi um único soldado israelense, mas também nunca fui às ruas depois das 22h.

O que vi de Nablus é totalmente diferente do que me contaram. Andei ontem à noite pelas ruas com Lorna, uma jovem surfista inglesa de sofá, sem nunca me sentir assustada, nem nunca ninguém vindo para nos incomodar. Eu caminhei pela cidade velha com Sam, meu anfitrião, e fui recebido por pessoas incrivelmente amigáveis. Como não há muitos turistas andando pelos mercados da cidade velha é fácil e adorável. A cidade tem milhares de anos. Ninguém te incomoda, não há barganha e como estou sendo acompanhada por Sam ou seus irmãos, nunca me incomodo. As pessoas são incrivelmente politizadas aqui. Eles sempre querem falar sobre a ocupação. Eu pergunto a eles sobre os israelenses e eles dizem que não gostam do exército, mas não desgostam dos judeus. Muitas vezes me perguntam sobre Chávez, a maioria das pessoas que encontro nas ruas consegue manter uma conversa em inglês e parece saber muito sobre o mundo.

Sam, meu anfitrião, morou nos Estados Unidos por 11 anos, e sua história merece um livro, então não cometerei a injustiça de resumi-la aqui. Ele é um homem generoso, com enormes ideais de criação de esperança e oportunidades para a nova geração de palestinos. Ele aproveitou para me levar para passear pela cidade, a cidade velha, tomar café da manhã no lugar mais especial. Por causa dele, vi todos os cantinhos escondidos de Nablus. Eu vi as lojas de especiarias e os quartos escondidos nos fundos, onde estava o tesouro coletado pelos beduínos. Eu vi a loja que vendia pistache e outras nozes e sementes, e as salas dos fundos onde os fornos antigos os assam. Eu vi onde o café árabe é cultivado e foi mostrado seu ingrediente secreto: cardamomo! Visitei o banho turco mais antigo, estabelecido 130 anos antes de Jesus, vi onde começou a Intifada, vi onde ficava a “sala de interrogatório” de traidores no meio da cidade velha, bebi chás e cafés, e experimentei tudo tipos de especiarias.

Quando Sam teve que ir trabalhar e Lorna foi para Ramallah, fui passado para os irmãos de Sam e seus amigos. Saímos para uma caminhada à noite e depois para um café. No café, iniciei uma conversa que acabou se revelando bem mais polêmica do que o conflito entre palestinos e israelenses: sexo!

Yahyah tem 24 anos, Ahmad 23 e Brahhim 22. Eles se juntaram a mim para um café e o que começou como eu perguntando sobre suas vidas diárias, o que eles faziam para se divertir, acabou comigo perguntando sobre suas namoradas. Tanto Yahyah quanto Brahim tinham namorada há anos. Eu perguntei o que eles fizeram com eles. E basicamente eles não fizeram nada. Insisti na pergunta e fui revelado a um enorme mundo de contradições. Ambos já haviam feito sexo antes com mulheres casadas, mas nunca fariam sexo com uma mulher se a amassem, a menos que se casassem com ela. Em uma mistura de romantismo e fanatismo islâmico, eles me explicaram que, uma vez casados, se devotariam às esposas. Se uma mulher faz tudo isso por você, você tem que dar tudo a ela! eles explicaram. Quando perguntei se eles se casariam com uma mulher que não fosse virgem, eles disseram que não. Pior ainda, sem problemas, eles reconheceram que matariam sua filha ou irmã se tivessem relações sexuais antes do casamento. Perguntei se era uma prática comum e eles disseram não porque as meninas não fazem sexo antes do casamento e, se o fazem, são casadas com o cara.

Fiquei chocado. O que? Então vocês iriam me matar? Eles não fariam isso porque eu não sou muçulmano, então posso fazer o que quiser. A conversa foi realmente fascinante. Suas idéias de amor, sexo e respeito são tãããããããããão diferentes. O que se tornou ainda mais insano foi que, quando voltamos para casa e eu contei a Sam sobre suas opiniões, ele ficou furioso. Tornou-se uma discussão sobre o Alcorão. Sam dizendo que o que eles disseram não tinha nada a ver com o Alcorão, mas com sua própria hipocrisia, já que nem todos eram virgens. Ele disse que eles apenas usaram o Alcorão para dizer o que quisessem, mas o próprio Alcorão tornava quase impossível que alguém fosse acusado de crimes sexuais. Metade da palestra foi feita em árabe. Aqueceu-se. Eles finalmente concordaram que, se amassem uma mulher, se casariam com ela. Ahmad iria defendê-la, Yahyah se mudaria para outro país. Eles queriam saber minha opinião sobre o amor. Eu disse minhas opiniões ”liberdade total. se você ama alguém, não o reprima ”. Eles ficaram maravilhados. Os outros meninos que estavam na casa juntaram-se à discussão.

Eu perguntei então “e se você fosse casado com alguém com quem você fez sexo por respeito, e depois se casou percebeu que você era amigo e depois se apaixonou por outra pessoa”. Eles foram completamente tomados por esse pensamento. O que eles fariam. Yahyah parou para pensar sobre isso e disse “se minha esposa fosse boa para mim, eu nunca poderia machucá-la. Eu só ficaria com ela ”. Eu insistia “mesmo que você amasse totalmente outra pessoa”. Ele estava confuso, provavelmente nunca tinha pensado nisso antes. Ele hesitou. “Se minha esposa tivesse se salvado para mim, e fosse minha esposa, eu simplesmente não poderia deixá-la”, disse ele. Nessa mistura de roubo total e absurdo da sexualidade feminina, esses meninos sentem que respeitam muito mais as mulheres. Quem quer que seja essa garota com quem eles se casam é sua princesinha. Então eles não querem que eles trabalhem ou sofram. Eu empurrei os limites, perguntei tudo e um pouco mais. Mostrei fotos de meus amigos gays. Eu disse a eles que se eu fosse, ninguém se casaria com uma virgem. Foi absolutamente fascinante. De uma forma estranha, sinto que as mulheres aqui são reprimidas e protegidas. Que mundo misterioso.

Ainda comigo empurrando tudo, dizendo coisas como “Eu sou uma prostituta para todos vocês, então, certo?” eles sempre foram incrivelmente gentis comigo. Incrivelmente interessado em descobrir o que foi que pensei? Que tal crianças? Que tal amor? Que tal Alá? Alguns oram, a maioria não. O que mais me fascinou foi sua veracidade. Como eles basicamente diriam tudo o que pensassem. Quão apaixonado pela noção de amor. Que ingênuo, louco e doce ao mesmo tempo. A garota inglesa comigo aqui havia dito na noite anterior “em todo o mundo os homens querem fazer sexo, aqui eles querem se casar”. É incrível que realmente o façam.

Esses meninos são apenas meninos. Eles não querem viver como no oeste. Eles acham que nós realmente não valorizamos os relacionamentos. No entanto, eles gostariam de ter um clube aqui onde pudessem sair e dançar. Eles vão para escolas segregadas. Nunca fale com uma garota. Os meninos andam de mãos dadas e se beijam nas bochechas quando se encontram. E embora Lorna, a menina inglesa, e eu defendamos tudo o que a religião deles representa, eles não apenas estão muito interessados ​​em aprender sobre nós, mas também querem ter certeza de que entendemos que eles não são pessoas más. ”

Yahya, estou chocado se você realmente mataria sua irmã? ” Sam furioso gritou “nossa irmã fez sexo b4 casamento e quem ele pensa que é !? Eu o mataria se ele a tocasse! ”Yahya olhou para mim exausto e disse“ claro que não. Mas é isso que devo dizer ”.

Quem Somos?

A mente é um mistério. Minha tia me disse que eu gosto muito da palavra impermanência. Talvez por ter perdido áreas do cérebro que eu lembro mais desta palavras. Mas eu acho que a impermanência é a base da nossa existência como é a nossa mente.

O cérebro é um mistério muito grande, mas a profundeza enorme é de uma maneira de acordar e pensar oque é a mente ? Eu penso “ aquém pertence?” . Quando dormimos onde será que vamos e escolhemos ?” . Quando meditamos que parte do corpo que está escolhendo para onde vamos?.

Talvez nesse momento que nós estamos mais parados e nos fazem nós termos que lidarmos com nós mesmos. Estarmos mais perto do outro que nos conhecem, e não achamos que nos representa ao outro como somos.

Por que será que agora parados sempre procuramos um outro que fala o que queremos. Será está ali “quem somos?”

Mas mesmo do lado do outro tantas vezes preferimos escutar o outro falar enfatizar e mas são as coisa o que queremos. De alguma maneira quase tudo e todos precisamos quem sabe um dia “

Escrevo sobre isso porque o que mais me ajuda é meditar. Confesso que os tempos são muito pequenos porque a mente não gosta dessa busca. Nosso próprio corpo e a mente atrapalham. Que folga será esta? De manhã quando medito lembro o que não fiz e o que preciso fazer no futuro. Em outras palavras, o corpo e a mente se movimentam não gosta de descobri como é o presente. Mas essa é minha busca mas qua sempre me deixa no passado e do futuro. Mas aos poucos eles estão aumentando em achar a paz.

Lidar com o presente é incrível. Me lembro também de um palestino que contei a ele que eu era ateia e ele me disse que iria rezar a vida inteira por mim. Fiquei emocionada e ensinei ele a meditar, pois era maneira de agradecer das suas palavras de oque mais admiro na minha vida.

Sentei do lado dele quando passou meia hora eu abri o olho mas ele continuou. Ele meditou por mais de um hora quando eu me deslocava de mim para observar o outro. Quando abriu os olhos ele viu Deus. Fiquei tocada e mesmo com todas as minhas perdidas do cérebro algum lugar da mente nunca me fez esquecer. Oque será que vemos. Quem somos em, como a nossa mente vê?

A impermanência da vida é que nada se mantém nesse momento de tantas perdas e nos faz termos que lidar com a impermanência da vida quem sabe um dia vamos encontrar oque não parar e admirar o agora.

Todos os dias tento meditar. Sugiro a todos de tentar meditar, não importa quanto tempo e nem de representar ao outro e sim como nós somos.

E eu espero que não seja o foco negativo do meu egoísmo, eu lamentava demais como eu era antes. Mas nem naquela época até hoje não sei quem eu sou. Mas eu observo do possível do agora.

Quem sabe um dia nos encontramos nós mesmos. Nessa impermanência da vida vamos a todas as mudanças da nossa existência mas pela mente ou energia e espiritualidade de alguma maneira essa mente sente mais.. só não sei quem sou. Mas nessa busca traz a compaixão , a impermanence e a paz.

Com amor,

Ju

Faz 1 ano que vovô voou

Hoje faz um ano que vovó voou. Ela era amiga de todos. Para eu verificar as minhas memórias, liguei e conversei com a Sonia. Uma amiga da vovó que era amiga dela antes de elas serem casadas.

A Sonia tem 95 anos e voltou a morar sozinha. Ela me ensinou que vovó era uma lutadora e que se encontravam e se falavam, choravam e davam risadas. Amizade é tão profunda que é dos segredos profundos. Assim penso amigos é muito importante.

Vovó era uma amiga de todos. E ela se adaptava a ser amiga de todos. Comigo ela vinha estimular a tudo. Ela me visitou em todos os países que morei. Ela me visitou na Austrália quando fiz intercambio, nos EUA quando fiz faculdade, em Amsterdã quando fui estudar na faculdade de Política Internacional, me visitou quando fiz mestrado na LSE em Londres e só não foi me visitar no Peru porque ali ficou com a dor de Herpes Zoster. E teve dor até antes de voar.

Vovó adorava viajar com todos, como disse a Sonia que quando estava falando de uma viagem com outra pessoa e que vovó dizia “ me inclua” e isso ela nem sabia para onde elas estavam indo. E eu penso se vovó tinha uma solidão interna.

Vovó foi a madrinha do meu casamento com o André em Ubatuba. E eu era tão apegada a vovó que eu quis fazer o meu casamento no dia do Aniversário da vovó. Talvez assim deva ter deixado essa casa para mim. Em 2020 vovó foi comigo quando fui parar no hospital de novo por não tomar o remédio. Vovó nunca entendia por que eu não dava valor à medicina. Talvez assim com uma pessoa tão profunda que levo mais a sério Dr. Getulio, e agora Dr. Rodrigo.

Sou tão grata às amigas da vovó que já tomaram a vacina de Covid 19 e elas não param de ser minhas amigas. E claro pelo whatsapp. Todas estão sendo modernizadas.

Vovó era apegada a todos os parentes e amigas. E antes de voar ela foi visitar a Sonia e viu a Nazaré, a Dulce e a Maria Helena. Ela acordava e fazia palavras cruzadas.

Vovó falava e lia em português, inglês e francês. Ela adorava ser minha companheira no teatro, na exposição de arte, cinema, na música clássica. E até foi comigo fui ver o choro do Izaias. Ela adorava viajar. E sempre se adaptava a todos.

Suas memórias na infância de ficar muito paras empregadas da casa. Vovó não esquecia de nada. E ela sempre pensava nos outros.

Ela adorava se modernizar. Adorava saber o de agora e não ficar presa no passado. Ela ficava Infeliz de eu ficar pensando do passado. Eu tinha que parar de pensar do que perdi. Tenho que lutar de estar presente.

Vovó era de agora e do futuro. São de agora. E esquecer o passado e tratar de estar aqui, mas se alguém perguntar, ela contava. Confesso é duro eu parar e pensar. Tudo que quero é ser como “a minha avó”. Aprender ser mais humilde, de ser de hoje, e estimular a estar aprendendo as coisas novas.

Vovó voou do meu lado. E eu sentia que iria voar. Eu estava sentindo por 1 mes. E ao seu lado quando a emergência disse: “você quer que ela viva por você, ou quer ela viva por ela?” Eu já sentia desesperada que estava morta. Mas aquela frase eu nunca vou me esquecer. Porque era por mim. Vovó sofria e tomou tanto corticoide. Nada fazia efeito. Hoje penso talvez podia ser covid. Mas nenhuma do lado teve. E nem se foi analisado. Mas fazia muito tempo que vovó tinha dor.

Eu hoje sei que era por mim. E ainda sinto saudade. Mas como a Sonia me explicou, vovó era uma lutadora. E espero que todas nós lutadoras, que choramos e damos risadas. Eu espero que eu consiga ser vovó de compaixão a tudo.

Mas o ideal eu deixar oque a Sonia me disse esses dias.

“Julieta, você tá bem, se cuida bem aí viu? Aproveita essa paisagem linda, esses pássaros. A vida vai sempre continuando. O que a gente precisa é estar bem com a gente mesmo, estar feliz com o momento, o que a gente pode usufruir. As perdas não se repõem, essas perdas não têm como substituir. É a saudade, horas de tristeza, horas de alegria, de tantas lembranças. Realmente, eu acho que a sua avó faz muita falta. Eu também tenho muitas saudades dela, foi uma época muito boa, muito engraçada, brincávamos muito. Fomos felizes, foi muito bom. Agora começam as despedidas.”

Vovó era católica e voou no dia de São José e a Sonia me disse quer era um dia muito bom. Mas eu tento ver o céu e o Sol e o Sol na frente do Mar e penso nas das filosofias de Taoismo. Penso que estamos num circulo. Espero que nós respeitamos a natureza porque ela existe muitos antes de nós. Vovó nunca saiu de mim, nem de sonho e nem das amigas da vovó, e de quem a conheceu. Mas como disse a Sonia “ Agora começam as despedidas ” e eu penso na terra.

Mas no Católico ela está no Céu, no Tao está no espirito. A Saudade está na terra mas ela existe de alguma sempre e como dizia vovó dizia “ Julieta , voce é a mais religiosa que eu conheço e diz que é é ateia” Eu dava risada. Mas hoje só sinto que ela ainda está aqui. Não importa como se chama e qua teologia e filosofia que escolhemos. Os que voam sempre ficam conosco. Espero que todos nós aceitamos da forma que nos faz sentindo.

Com amor, Ju

A mente e o corpo.

Esses dias quando comei tomar um Chá que o Ananta me ensinou. A primeira vez que comeu a tomar chá foi quando tinha uns 20 anos e fui para a casa da família da minha amiga Pet. E era na China. Lá me levaram a tomar um café da manhã e me trouxeram um chá. E eu pedi água, eles me trouxeram água quente e me explicaram que nem no calor modificar para gelado. Naquela época eu morava nos Eua. Tomava refrigerante e água gelada.

Todos os dias eu estou tomando um chá, que acho que tem muitos benefícios, e me fez pensar sobre isto. Claro que eu não sou que sabe cozinhar e nem é comprado pronto, e resolvi contar em relação às coisas. Na verdade, cosmi a ler tudo que devo comer em vez de comprar vitaminas. Pessoas que sabem que eu nascei de uma avó magra e uma obesa. Minha mãe queria que eu não fosse obesa. E eu achava que era por preconceitos com pessoas obesas. Quem me conhece desde pequena, e sabe que fiquei obesa e hoje sou mais magra. Eu queria contar a todos para que as pessoas façam suas escolhas.

Fui engordando. Na verdade, até de quando, com 15 anos morei na Austrália. E assim eu deixar andar muito, não fazer exercícios, e não pensar na saúde. Mesmo porque eu pensava “Magro é chato, querem encher meu saco, e são burras. “Comia como o pensamento“ como o que eu gosto ”Eu queria uma foto e minha mãe e eu deixo uma que já tinha magra pois preferia tirar a fotos dos outros. O que será que eu pensava?

Quando morei em Londres acabei indo ao Marrocos e meu primeiro ataque epilético. E quando voltei a Londres fui ao hospital e quis sair. Sem saber o que fazer e fui procurar um método alternativo. E começou com uma semana num tipo de jejum. Aquilo começou a me modificar. E eu acabei indo à Índia, e lá eu sempre bebia muito chá. Hoje estou dos dois lados da medicina e penso muito na alimentação que colocamos em nós.

Comecei observar os meus amigos de 70 a 80, 90. Agora aprendi do que uma senhora de 101 anos, dona Maria, que é mãe da Anísia, que era uma caseira da casa de Ubatuba da vovó. Ficou tão claro como é a relação da alimentação e a movimentação e a mente. Eu e a vovó estávamos na festa dela de 100 anos no ano passado, e ela estava usando uma cadeira de rodas. Aquela foi a última vez que vovó veio a Ubatuba. Ontem fiquei sabendo que dona Maria foi num nutricionista, parou de comer só mingau, melhorou a alimentação e voltou a andar.
Sonia, que era amiga da vovó, tem 95 anos, e agora anda com andador diariamente. Andador este que era da vovó. E ele conversa com a vovó nas suas caminhadas e como diz: “ando com minha amiga todos os dias”. Ela sabe ligar sem o que é para mim. E um dia ela me manda fotos. Elas eram amigas antes de terem filhos. Estou conversando com várias amigas de 90 anos que tiveram que agora de novo aprender como utilizar um mente. Nunca param de aprender novas coisas. Vejo que sabem de utilizar a mente. Como soube Dona Maria que estava de cadeira de rodas por comer apenas mingau. Voltou a comer frutas, legumes, etc. e o corpo a celebrar 101 andando de pé.

Agora faz umas 3 semanas que veio em Ananta, que é o pai do meu grande amigo Sho. Eu tinha até conhecido no Vietnã e eles pegos aqui em Ubatuba. Ananta faz ioga cedo todos os dias, e eu tomando o meu chá que era limão, gengibre, própolis e mel. Ele me disse que era bom, mas me sugeriu eu colocar também açafrão e cenoura. Então eu comai e adoro demais. Ananta tem 78 anos e sua vida é incrível.

A alimentação é fundamental. Por isso eu escrevo isso. Tanto a alimentação como a movimentação como vemos no presente. E eu que fui obesa de pensamentos, digo como somos. Vejo todas as amigas da minha avó de ginastica até 90 agora ativam coisas novas. Naoko, que tem mais de 80 e continua tudo da mente é ativa em tudo. O Ananta com 78 profissionais essa foto todos os dias cedo. E eu a minha mãe, que tem 73 faz todos os dias exercício e anda. Aliás, meus pais vão ao clube de máscara mas não para nada. Eu, a do contra, vejo como isso é fundamental.

Assim eu voltei a fazer mais e estou mais ativada. Percebo que mesmo tudo devagar é melhor qualquer movimentação. Isso não depende de idade, de classe, de visão. Digo por que eu já fui gorda, já fiquei sem andar do segundo coma, e eu que não andar e preciso de um ortopedista, que quis parar a cada segundo com tantas como explicações. Mas aqui de eu ir ver o Sol nascer e nascer a ver andando, correndo. Muitos que fazem antes de trabalhar. Assim eu tento seguir os idosos ativos porque os admiro demais. Mesmo porque este ano já faço 40 :).

Penso em todos, que todos nos façamos nossas melhores escolhas. Sempre é ativo o corpo porque o que bebemos e comemos e nossos corpos são nossos mentes. Que mantemos tudo que somos da melhor maneira.

Como amor,
Ju

Porque as vezes quero sair sozinha

Hoje quero contar como fiquei tocada de ter ido sozinha ao Hospital. Sei que minha mãe queria ir comigo, o André também, mas eu sentia uma força interna de ir sozinha.

Me fez lembrar de como antes eu ia a todos os lugares do mundo sozinha. E agora sentia o que significa, isso de nós dependermos dos outros. O que significa?

A verdade precisamos sempre dos outros :). Queria eu me lembrar como era, como eu fazia antes. É claro é falar e observar os outros 🙂

Assim eu fui ao Oriente Médio, Ásia, África, Europa e América Latina. E eu sozinha conseguia aprender dos outros.

Mas comecei a sair sozinha quando conhecei uma senhora Australiana que tinha 83 lá na Bolívia. Essa senhora nem sabia falar espanhol e ela viajava de lá até a Europa para conhecer a América Latina sem ser de grupo de turismo. Queria demonstrar às filhas que estar viúva não é que a vida acabou, a vida continua.

E eu percebo que o melhor é aprendendo dos outros. E ela me sugeriu ir ao Peru. Eu estava viajando com o Sho e eu disse: “Sho, vou te abandonar porque se ela nem fala e consegue, eu vou tentar.” E claro assim ela me ensinou a sempre dar valor como ha tanta bondade na humanidade. Eu aprendo de todos. Porque eu tinha ido ouvir música e só tinha 3 pessoas na plateia. Quando eu falei em espanhol e ela falou que não sabia, eu a convidei a sentar na nossa mesa. Ali ela nos contou.

Mas hoje eu com quase 40 anos sai de um novo bairro e tomei um taxi, porque o vi do lado e aceitava pagar com cartão, e por me fez lembrar da vovó pegava mais o taxi para não dar trabalho ao Andre levar, e ela não sabia pegar o Uber :). Mas vovó sabia que eles eram de uma maneira do taxi nem se dava mais valor aos taxistas como antes.

Quando cheguei no hospital, eu expliquei de cara que talvez eu errasse, mas assim eu entrei nos meus exames e sempre com as histórias de falar com todos pelo caminho para acertar.

Sei que o que mais me tocou foram de das coisas que eu vi e falaram.

Primeiro quando eu cheguei muito antes do pontual eu vi muitos idosos. Talvez o que mais me tocou foi de ver 3 senhoras de uns 80 a 90 anos esperando. Eu pensei que estavam de máscaras e eu pensava que iriam todas fazer exames antes de mim. Uma delas lia um livro e duas falavam, mas eu não sabia o que era.

Vi também 2 mulheres que chegaram com um bebê. Elas chegaram pontualmente e foram juntas para levar seu filho. Mas a idosa continuou a ler e de repente falaram o nome de uma senhora.

Quando se levantou para ir sua amiga disse “não leve tudo pode esquecer”, a amiga concordou mas disse: “melhor o fundamental, eu levo mas você fica com a minha mala”. Aquilo me tocou demais. Senhoras de uns 80 a 90 vão acompanhar a sua amiga. A outra não tinha ido fazer exame ela era uma amiga.

Quando fui fazer o exame e contei a médica, “fiquei tocada de ver como amigas se ajudam e não é perder a liberdade, um tipo de uma prisão.” Disse porque conheço muitos que tiveram filhos e dizem que apesar ser uma prisão amam essa prisão. Eu pedi desculpa se tem filhos. E para minha surpresa, “concordo, já estamos numa nova geração e muitos como você e tantas amigas minhas preferem ter um cachorro.”

E quando eu saí e era o tempo da senhora que lia, ela parou e disse, “é difícil perder uma parte do livro. Depois tenho que voltar para eu entender. “Espera eu vou ler e já vou. Baixou leu um pouco mais e então foi. “Eu admirei demais. Ela sozinha e percebeu que observava e disse: “Ler é muito importante, nunca se está sozinha com um livro”

A minha admiração aos idosos nunca acaba. Agora a amiga da vovó Daisy, que tem 93, me manda mensagens de whatsapp, grava, ajuda o filho da empregada que mora há 9 anos. Desde que nasceu e como ela sabe como admiro faz uns dias, o menino ganhou nota 10 nas provas, teve uma explosão de felicidade. Daisy ajuda ele em todas as matérias. E é esse menino que chama ela de vovó.

Eu admiro demais. Ainda esses dias, sempre devemos observar e falar com os outros. Daí vem a minha admiração de ir sozinha, é porque eu vejo como é que até sozinha sempre há o outro, é tudo que vemos é como um livro.

Com amor
Ju

Uma ponderaçao do Natal

Sabe, eu quero contar mais da minha primeira casa que vovó me deixou e contou ao André e pediu para ser um segredo. Foi o que aconteceu quando vovó voou, e a Sô me contou. De uma maneira vovó me deixou mais estabilizada que nunca sabia. Sempre ia de país e país, buscando um sentido da vida.

Eu coloquei esse belo quadro que vovó tinha dentro do quarto dela lá em São Paulo.

Eu dizia a vovó ainda viva que me perguntava o que eu queria da sua casa. Eu amo a arte e eu dizia eu queria muito esse quadro, mas não sabia porquê.

Agora eu coloquei na frente da minha primeira casa. E mesmo meus pais me emprestaram um maravilhoso apartamento em São Paulo, mas eu e o André preferimos muito ficar aqui em Ubatuba.

Vovó se dava tão bem com o André. Vovó não achava engraçado que eu dizia que eles eram casados 🙂 Mas é verdade que eles se davam muito bem.

Vovó e André adoravam as ferramentas. Tinha um armário de ferramentas que dizia era para o André e dizia que ele sabe usar e gostava. Eles eram do guardar muitas delas.

Bom eu gosto da arte. Quando eu trouxe esse quadro e descubro quem faz ficar certo, eu consertei e coloquei na entrada de casa.

Todas as vezes que eu entro na nossa casa, eu olho e lembro que era onde vovó dormia, fazia repouso e se tinha problema e era depois de acordar no outro dia que iria saber a solução.

Assim eu amo esse quadro, é a minha avó. Como diz meu amigo se tem um ser elevado, deve ser uma mulher.

Vovó sempre será minha Deusa. Tão elevada até nesse Natal recebi uma mensagem da Netinha, que estava comigo, o André e a Jô quando vovó voou. Netinha me contou, foi vovó que fez ela ter uma casa. Ela me contou como vovó adorava comprar presentes do Natal a todos.

Como se diz, a vida é irônica e eu que nunca celebro no dia 24 a noite e, ganhei um grande amigo que também se chama André e é meu vizinho de casa. Ele nos convidou a celebrar e pediu pra falar e eu falei de vovó no nosso natal.

Quando veio hoje um senhor limpador rastelar e eu fui perguntar se era católico e ele disse era e eu disse para tomar cuidado com as arvores que nós colocamos no dia dos mortos. Ele é um senhor e me disse que ele sempre foi jardineiro. E eu liguei para desejar feliz natal às amigas da vovó. Aliás, mandei a todos até a minha amiga Chinesa 🙂

A vida é muito irônica na hora que vovó faleceu comigo eu quase me jóquei do apartamento. Desesperada mesmo e a frase que nunca esqueço, “você quer que ela viva por você ou quer que ela viva por ela?” Eu sou tão grata a alguém que não sei o nome. Na hora pensei como seria a mamãe perder a mãe e filha. Mas no desespero nunca se pensa nos outros na vida e é assim, não se fala e decide sem pensar nos outros. Assim eu sou grata a essa senhora que nem sei o nome. Faz acordar e lembrar de todos. Não digo que sou desesperada é porque que tenho a amigos que voaram sem jamais dizer nada. E quem diz só declara, quer atenção.

Talvez a profundeza da vida é que todos devem procurar o ponto da vida. O meu é escrever, mesmo mal, mas sei ouvir dos outros.

Nesse Natal quando falei com uma amiga da vovó muito católica parei de dizer ser atéia, eu perguntei como ficou tão religiosa. Ela me contou por que foi obrigada e criança e que quando dizia ter dúvidas, a mãe dizia teria que treinar a fé.

Pela sorte ela até me fez conhecer o filho e quando expliquei que eu sou atéia, ele disse: “todo ateu é mais interessado em aprender de todas as religiões”, e me disse que eu deveria conhecer Ubatuba mesmo de morar. Ele mora aqui há muitos anos. Eu sou grata demais.

A minha fé é da humanidade e da natureza. E eu quando ouvi uma música bela e católica na Espanha e mandei aos meus amigos católicos e até ao padre Julio e padre Geraldo. Quando contei a ele sou ateia ele me disse

“Feliz chegada de um menino que é puro amor, como o é toda criança, que depois é corrompida por nossos egoísmos, só que este menino, cercado de puro amor por Maria e José, conservou sua retidão até a entrega na cruz.
ALELUIAUUUIA”

Quando contei da vovó me disse

“Deus lhe pague, Julieta

Para o colo do AMOR”

Confesso até pedi aos católicos me explicarem e fiquei feliz.

A vida é muito irônica, me fez lembrar então conto tive a sorte de conhecer Dalai Lama, ele disse: “Não vire Budista, respeite todas as religiões, respeite o que está por dentro.” Quando eu tive a sorte perguntar a SS Karmapa e perguntei “Não sei o que tenho e qual o ponto da vida”. E ele disse: “Eletricidade e tudo está na sua mente”, e quando fiquei amiga do Lama Lobsang me dizia: “Seu inimigo é seu melhor amigo, é vc”. Todas as vezes que comia fazia um mantra e quando eu perguntava o que era e ele me dizia “Grata pela chuva, grata a quem plantou, grata quem transportou a comida, grata a quem fez a comida”.

Aqui em Ubatuba quase tudo que sobra da nossa comida vai pra compostagem e o que é reciclável, pra reciclagem. Sem falar que nossa comida é quase toda orgânica.

Eu sou tão grata ao André e a minha avó e quanto mais penso a todos. Assim era minha avó. Assim todos são gratos a tudo que é parte da minha vida. Pela primeira vez me sinto mais estável e com respeito total à natureza. Feliz Natal atrasado a todos.

Com amor Ju

9 meses que vovó vou

Hoje faz 9 meses que minha avó voou. Dia 19 de novembro de 3020. Às vezes sonho com a vovó. Eu sempre dizia a Minha Vó. Eu percebo agora como eu falava de uma maneira egoísta que eu era e com os outros a Minha Avó. Mas quando vovó foi voar vai desaparecendo somos muitos netos com saudade da vovó. E como conversando com as amigas da vovó sei que também sentem como eu.

Vovó teve uma vida inacreditável, e eu filmava as histórias incríveis. Mas só com vovó voar que fica mais incrível vovó me ensinou demais de humildade

Eu filmava de viagens pelo mundo porque seu pai ficou mais rico, mas não é disso que eu me dou conta e eu aprendi na perda.

O 9 é o número que mais amo e na matemática dizem que desaparece. Pois é mesmo que dizer que 9 meses não tem nada que desapareceu da vovó

E na verdade penso das coisas que minha avó dizia. De noite ela dizia “vamos nos tornar um ébrio”. Vovó, eu e o André bebíamos :).

Vovó dizia “não franze o rosto vai ficar mais marcado. Não adianta eu falar as pessoas não param de fazer o que estraga.” Eu dava risada, mas agora sem vovó eu não franzo mais porque na hora que quero me lembro do que vovó me falava.

E é a pessoa mais calma que eu já conheci. Ela não ligava de eu ser ateia, “você é mais religiosa que eu conheço. Lê todas as filosofias e teologias que eu conheço”

Ela não ligava de eu dizer que nunca quis ser mãe, “é verdade. Você gosta de viajar, de brincar, mas da responsabilidade é impossível”. Mas vovó me deu uma casa maravilhosa na frente do mar e eu tenho pela primeira vez a responsabilidade do que amo. Sinto que vovó sabia. Mas isso ela sabia e manteve em silencio. Foi vovó que desenhou essa casa, e aprendo a responsabilidade.

Quando eu perguntei se fica triste de eu dar uma coisa que ela me deu vovó dizia “quando vc ganhou, não é mais meu.”

Lembro que vovó detestava que eu a filmasse. Sempre eu fazia, mas não era o banal. O que realmente não gostava era que eu falasse do coma. “Julieta com esse coma queridinho. Para de falar desse coma queridinho”

Quando vovó tinha um problema eu dizia: Vó, vamos perguntar para Sofia. “Julieta não liga para Sofia ela está trabalhando não dê trabalho para ela” Sô é minha prima tão apegada a vovó como eu.

Quando vovó falava pouco no telefone eu dizia: “vovó, porque vc fala tão pouco?” e vovó dizia: “Meu papai falava que telefone não era para fazer visita, é pra recado. Se quiser uma visita pega um carro e vai”

Quantas vezes fui me deitar na cama da vovó no seu de dormir ou no repouso. Vovó nunca reclamava. Ela gostava e eu adorava. Disso eu tenho tanta saudade.

Vovó dizia que seu pai queria reencarnar rápido de qualquer tipo de vida. Vovó era católica, mas não exagerada então contava e dava risadas das palavras do seu pai. Minha avó também gostava demais da vida e pensava que iria morrer todos os últimos anos.

Meu ano novo vou pensar como chines, ano novo é com a lua e de lá tem tanto e budismo e se há espíritos no taoismo. Ano novo para mim vou estar com a Lua. De todas as filosofias que li gosto tanto do Taoismo como do Budismo. Quem sabe eu encontro a vovó de novo, apesar de eu nem sei de que maneira tem que se elevar. Mas hoje faz 9 meses que minha avó voou. Mas como me disse a amiga da vovó “Tenho muita dor, mas eu adoro viver.”

Viver é sempre lidar com as nossas dores de ser vivos e presente. Desde que nascemos passo por tantas quedas, mudanças. Amo de encontro vovó de novo. No céu ou de qualquer maneira.

Com amor,
Ju

Aprender dos Ciganos. Respeito da Terra

Hoje tive um dia de muitos ensinamentos. Acordei às 5 da manhã e quando fui ver o Sol eu vi como a praia estava cheia de lixo e algas. Vi um senhor tirando o lixo. Havia copos de cerveja, máscaras de covid, coisas de crianças e tantos de lixos que nem sei os nomes.

Resolvi ajudar o senhor que ajudava. Eu que sempre sou das que falo tanto e descobri que era das pessoas que são de aqui. Ele era Gilmar e é caiçara. Eu perguntava de tudo e o vi às 5 da manhã. Perguntei das coisas locais verdadeiramente. Aliás a família era de Indígenas, mas ele era caiçara

Aprendi onde deveria ir para ver as coisas que tem as coisas daqui. Ele partiu de bicicleta às 7 da manhã. Fomos juntando o lixo e eu disse que podia partir. Nem sei que hora tinha chegado mas o conhecia às 5 da manhã.

Às 7, oRafael que é irmão do André veio ajudar. Fomos tirando ainda mais. Fomos juntando tudo. As coisas foram ficando altas e mais juntas e mais longe do mar. Ele iria até lavar para poder ser mais reciclado. Uma senhora vinha para pegar para levar e vender. Fizemos 3 sacos grandes de lixo.

Do nada apareceu um outro homem que parecia ser cigano e ele iria abrindo as nossas montanhas de lixo na frente de casa. Eu fui humildemente dizer que tinha conhecido o Gilmar. E que estávamos limpando o lixo. Ele o conhecia e me disse que ele sempre vinha limpar.

Eu perguntei porque ele estava fazendo todos soltos e eu tinha deixado todos juntos. Ele me deu muito valor porque contei que queria limpar. Ele ponderou e me disse: “ Sabe, melhor é você deixar eles ficarem mais soltos e alem de vir mais lixo, fica mais fácil do mar pegar de volta.“ Fiquei tocada e vi exatamente isso.

De repente quando estava fazendo isso veio uma senhora e ela me perguntou porque eu fazia isso. Eu contei tudo isso. Ela ficou muito feliz. Ela me contou que ela trabalhava na defesa do bem do meio do ambiente. Ela se chamava Adriana.

Nem sei quantas pessoas ficaram, se inspiraram e foram jogando no meu ultimo saco de lixo.

Das 5 da manha até as 9 eu fiquei nessa. Ficamos na limpeza da praia. Eu admiro as coisas que aprendo dos caiçaras.

Agora ja posso pegar nos lugares onde ficam as coisas realmente locais. Me da uma felicidade total. Em vez de ver e tirar fotos do triste de ver quem faz o errado, fiz ser e acontecer dos que respeitam a terra, ou melhor a natureza. Nem sei dizer que valor este é. Não adianta o que polui, nem de ser critico. É de ser do grupo que humildemente tenta ser dos que ajudam a deixar todos se inspirarem. Foi assim que aprendi hoje.

Com amor, Ju