Mandalay- Semhor Win e Lone Lone.


Obrigada pelos que me escreveram dizendo que estão lendo o meu nao parar de tentar contar. 
Hoje é dia 6 na Birmânia. Eu que sou dos números tenho que começar pelo inusitado fato de eu gostar do número 9 e 3. 3 que é 3x 3 ou 3+3+3 🙂

Então cheguei em Yangon no quarto 9 tirei foto e fiquei feliz. Em Bagan me colocaram no quarto 702. Que são 3 números que dão 3. E aqui em Mandalay me colocaram 102. O 3 🙂

Bobo né? Mas para mim é mágico assim como todo encontro que tenho. Hoje era o dia de encontra com minha amiga da sorveteria que é escrito por ela Lome Lome. Já tinha me adicionado. E já marcamos  para as 5.

Eu acordo e saio andando sem rota. Olhando as coisas que o André ia gostar de ver. Falando com tantas pessoas. Sou eu , né?

Vejo pessoas sentadas na rua e comendo. Pergunto se posso tirar uma foto. Não só posso como também sou convidada para comer a comida local.

Não hesito, me sento no chão e descarto a colher quando vejo que eles comem com a mão. Senhor Min me diz que é apimentado. Fala inglês perfeito. É professor. E eu digo que amo Pimenta. 

Acho que faz anos que não como uma comida que me dá tanto prazer. Peixe, molhos, arroz, temperos, e eu como de um tudo. No princípio por educação, normalmente não gosto de arroz, depois da primeira colherada vejo que tem gosto de Ásia .Abandono a colher e como como eles, ou seja com a mão . E repito 4 vezes!!!! 

Eles se impressionam que eu como as 3 pimentas puras.
Quando conto que sou Brasileira os meninos se encantam e trazem a revista do futebol 🙂

Senhor Min me dá uma aula. Para quem não sabe da Birmânia vamos lá, eu anotei oque ele me disse:

Esse país se chamou Burma, Birmânia até 1988 e então com a revolução da Junta vira Myanmar. Tem 14 estados e divisões. Tem mais de 100 grupos culturais.

 
 
Antes disso foi colonizado pelo Reino Unido e em 1948 eles ganham a independência do Reino Unido.

Em 1947 o General Aung San é morto com apenas 32 anos e deixa dois filhos.

Aung San Su Ch e Aung San Koo.

De acordo com o que me diziam o filho era a favor da Junta. De acordo com senhor Min ele mora nos EUA e não se interessa com a política daqui. 

Com a revolução de 88 a Su Chi que estudou em Oxford volta para Birmânia e fica 6 anos em prisão doméstica.

Em 2011 teve eleições que senhor Min também acha que não foi realmente real dando poder por “votos” a Junta.

Senhor Min me contou que tem eleição em 2020 e que ele tenta manter esperança.  Acredita des-acreditando.

Me explica que o nome Aung San ( família pai), Su ( mãe) Chi ( avó).
Falamos de muitas coisas e ele me convida para mostrar um lugar esta noite. E eu não posso aceitar porque já tenho hora marcada para as 5 🙂

Fica para outro dia e eu volto a pé correndo para não perder o meu horário.

As 5 Lone Lone está aqui na sua moto 🙂 Ela me leva para conhecer a cidade toda de moto e conhecer o shopping. Me leva para uma lanchonete moderna e eu tento rapidamente pagar… Em vão!

 Insisto para que me deixe levá-la para comer amanhã. Ela concorda. Vamos ver se dá certo.

Passeamos no shopping moderno. E ainda que eu não goste de shopping fico encantada com os Tamei feito à mão. Não tem jeito vou vendo tantos que experimento mais e compro. 

Lome Lome tem vida mega ativa. Aula de inglês 7 às 8 da manhã diariamente. Sua família tem loja de roupas de monges onde trabalha de manhã.

A tarde ela é corretora. Passamos por várias casas e ela tira uma mala de dinheiro para pagar o chefe. Não entendo muito bem. Só sei que ela está feliz de me ver e eu de conhecê-la. 

Ela tem 38 e não é casada e nem nunca teve namorado. É muito ativa , divertida e passamos um dia de gargalhadas tentando nos entender.

Ela tira uma foto da gente comendo e já coloca no facebook e o senhor Win também. E eu também. A cada segundo vou gostando mais desse país.
Até hoje Su Chi, ou Su Ki é a esperança de todos que conheci. Até achei que as pessoas falaram comigo livremente e não como teriam me dito que seria.

Minha avó me liga aqui no meio da madrugada e eu não paro de pensar que a internet faz coisas incríveis. Minha avó aos 91 consegue sozinha me ligar do Brasil falar comigo na Birmânia, meus pais falam pelo WhatsApp da Sardenha , o André do Peru e Lone Lone do outro lado da cidade marca um encontro e eu acabo de voltar vendo que ela já me tagged no Facebook.

 
Os que pensam da inutilidade dos breves encontros que fiquem com isso. Eu fico na profundidade da alegria e gratidão do agora. O templo muçulmano me faz lembrar nos meus amigos palestinos, marroquinos, turcos. E senhor Win me faz pensar na aceitação e na impermanência de tudo. Pronto tenho que ver os dois de novo. E estou ótima aqui. 

Mandalay, a Internet e o caminho da evolução.

Acordo as 4. Tinham me dito que o ônibus saia as 5. Arrumo tudo e vou lá fora mas não tem nenhum funcionário. Deixo a chave na mesa e a conta por sorte já paguei.
Quando é 15 para as 5 eu saio do hotel. O senhor que aluga motos está lá. Ele não fala muito inglês e eu nada da linha local. Ou quase nada . Ele pega o telefone e liga e me diz para esperar. 
Terra do mistério completo. Eu lembro que tinha comprado uma lata de batata frita lá na estrada de Yangon. Já que não vou tomar café como uma. Aparece um outro senhor da Birmânia . Tampouco é o meu táxi para me levar à rodoviária. Ofereço batata para os dois. Eles dizem não e eu insisto e tiro umas da lata e ofereço.

Eles aceitam e eu me pergunto se aceitaram por educação. Comem rápido e eu ofereço mais e não é que eles pegam a lata e tiram mais algumas. Eu fico encantada pelo tanto que vai se percebendo sem usar língua.

Devem dizer não porque é batata cara da marca americana. Dizem por respeito. E ele liga pela segunda vez ao suposto taxi. E chega uma vã aberta. Eu fico super feliz. Um dia lindo está começando. Dou o resto da lata para ele. Me dizem para ter uma boa viagem.

Venho na tal meio aberta Van. O rapaz me leva e quando vou pagar me diz que não precisa. Insisto. Tenho dúvidas e ele diz que não precisa. Será que eu já paguei? O onibus é simples. Ainda assim me dão garrafa de água. Ônibus que parece local. Vai pegando gente nas ruas deixando no próximo vilarejo. 

Do meu lado senta uma menina e então eu fico com uma certeza Huawei, telefone chinês, é possível a todos. Ela não fala inglês e entende que quero tirar foto e diz sim. Ela também entra no seu facebook. Aliás todo mundo nesse super simples ônibus está no Cel .

Param numa barraca e entram e a honestidade que encontro aqui me emociona. Como na Tailândia vem pedaços de manga num saquinho e noutro sal é uma forma de pimenta. A moça me diz 300 kyiat. Diz que são dois sacos e eu quero um e entendo que ela quer 600. Digo só um. Como e quando acabo e ainda estamos parados eu resolvo que queria mais.

Saio quando vou comprar mais uma escolho outra menina. A primeira insiste para eu comprar dela. Ou melhor eu acho. A segunda diz 200 um saco. 300 dois sacos. Eu pego um. Só então entendo que seu desespero é porque já paguei 300. Tenho direito do segundo dela. Eu já tinha dito não achando que era só interesse. Percebo-me tão mais falha. E eles sempre tão honestos. Fico desesperada que brasileiros não venham e se aproveitem disso. Por agora sabem só de poucos e ronaldinho.

Escolho um hotel barato e aparece um taxista. Ele me diz que é moto. Parece tão boa pessoa que digo sim. Coloco mochila nas costas e pergunto se aqui pode ter moto. 
“Sim , em Yangon não “.

Segundos na moto e vejo famílias numa pequena moto. Como me lembro é na Tailândia. Chego no hotel e durmo e penso. Acho que já vi muito. Volto para Tailândia. Queria que o André tivesse aqui. Durmo e saio para andar.

Era umas 8 da noite. Todo mundo fala comigo. E meu pior me visita. Querem me vender algo. Querem sei lá o que. Então sou abordada por um ocidental. Eu vejo um lugar de sorvete e digo que vou lá.

Ele vem junto. Rosto de mais velho. Cara do autor do livro que saiu da prisão e fugiu para India. Senta comigo. E eu falo. Ele observa e eventualmente me conta que é Russo. Pergunto se ele mora lá ? Ele me diz que as vezes lá, às vezes na Tailândia.

Tem um rosto desgastado. E eu conto para ele que saí do hospital faz 3 semanas. E ele me conta que faz um tempo que teve um acidente. Não quer explicar. Diz que das coisas horríveis vem coisas boas. Ele na Tailândia, no hospital conheceu sua nova família nesse mundo. 

Na minha mente tenho quase certeza que ele é possível traficante de drogas ou mulheres. Não me abalo. Pergunto a ele do meu livro favorito, os irmãos Karamazov. E ele me diz que tem pessoas que não gostam. Ele leu.

Conto da parte do livro de quando Dimitri diz a Alyosha que no caminho da evolução só quem passou por ódio , medo, dor etc está à frente. Conto de dona Fátima e fico verdadeiramente emocionada. Pergunto seu nome. E é Alexei.

“So you are Alyosha” ( Alyosha é um dos apelidos de Alexei 

Para quem não leu, Alyosha é o irmão quase santo. Então esse estranho Russso, que não parece nada com os meus amigos Russos que conheço na sua inteira integridade, pede a conta. Pede desculpa e diz que está se sentindo mal. Paga seu sorvete a mais e quando volta o troco ele desapareceu.

O garçom Daqui fica desesperado. Eu digo que pode ficar para ele. Ainda mais desesperado. Pego na minha mão. Olho para o menino e dou para ele. Ele se intriga, sorri e aceita.

Fico sozinha e aquele sentimento já vi demais se desmancha. Sempre se pode ver mais e da próxima vez o André vem junto. 
Uma menina me olha e eu digo boa noite. Ela fala um pouco de inglês. Senta comigo. Sua mãe aparece. 

Peço conselhos e nas nossas micro palavras ela escreve tudo num papel. Pergunto se tem facebook e fica super feliz. Somos amigas de face agora. Digo para ela pegar meu contato pois não é sempre fácil achar alguém. Ainda não achei a Daiene. Apenas encontrei a Elena porque tinha seu e-mail.
Ontem conheci duas irmãs de 20 e 24, Valeria e Luciana. Pai argentino e mãe Brasileira. Falamos e nos deliciamos em Bagan. Uma fotógrafa e uma estilista. Encontramos os engenheiros e eu posso até ler meu post para eles 🙂 não devem ter ficado felizes.

Concordamos que língua não é fundamental. É fundamental para conversas filosóficas, e não comum a tantos. 

Um birmanês se apresenta e diz que é cristão e eu digo que sou budista. Vejo muitos muçulmanos da Birmânia hoje aqui em Mandalay. Nas pouquíssimas palavras Song da sorveteria já me adicionou… 

Minha amiga Michal me diz que tudo está diferente. Nos vínhamos em 2012 e ela cruzou a Ásia para me ajudar de pé quebrado. Quando ela veio não tinha internet. Seu irmão veio e tem. Ela estava decepcionada, eu acho.

Penso muito nisso. E hoje tenho certeza que o tempo deve avançar para todos. A saudade dos hábitos antigos podem sim voltar para umas férias pequenas. Para o estilo de vida alguns poucos.

Na internet está a capacidade de nos inundarmos de informação e des-informaçao. Hoje sei que pessoas pobres têm seus telefones com internet. Sei que acorda desejos de compra que não é bom. 

Ainda assim acho que é no mínimo justo que as opções sejam para todos. As informações para todos. Ainda seja muito mais fácil para alguns.

A internet é espaço de tudo. Abandono os pensamentos antigos antropológicos daqueles que querem tudo como no passado mas viajam como eu, tirando fotos, telefones. Todos esses usam computadores, câmeras, telefones e internet.

Nada tem que ficar estagnado para a admiração dos poucos que podem. Em qualquer sociedade tem conflitos dentro dela.

Acho que Alexei ficou tocado por eu  pensar em Alyosha. Livro que ele conhece tão bem. E eu não fiquei nenhum pouco preocupada com seu passado. Eu penso sempre no presente. E que presente. E concordo com o Dostoyevski e com o Alexei às vezes precisamos perder muito para dar valor a coisa mais importante que existe… Para mim é a nossa humanidade, seja lã em que passo dela você esteja. 

Todos têm que poder pelo menos tentar entrar na estrada de evolução. 
Sem duvida a Internet, os Chineses aqui, eu e os outros podemos estar despertando na sociedade da Birmânia corrupção, falhas etc e tal. 

Ainda assim um pai que protege muito um filho o deixa dependente. Ninguém é pai filosófico de outra sociedade. 

Todos somos falhos. Num caminho de pensamento livre podemos cair profundamente. Já caí muito e levantei mais forte.  A cada dia me percebendo mais falha mas sem carregar culpa e sim consciência de que cada ato tem consequência. E eu me sinto muito grata pela minha vida. Por todas as pessoas que troquei palavras, olhares, abraços.  

Da Beleza da Humanidade de alguns.


Chegouei a Bagan ontem a tarde e aproveitei a piscina. Depois jantei com três engenheiros. Um americano, um alemão e um búlgaro. 

Passamos horas debatendo o Tesler e eles sempre eram de uma visão a vida de cada um é insignificante. Reconhecendo seus privilégios por documentos e cor. 

E eu reconhecendo o meu privilégio de não me sentir tão diferente de ninguém. De sim ter mais direitos que muitos e debatendo que mesmo dos ricos do capitalismo a fAlta flutua. 
E não é que eles me convencem de ir com eles de manhã bem cedo de moto ver os templos pagodas etc .

Eu sou a primeira a estar aqui. Eu nem sei andar de moto. Pego a menor e eles saem correndo. O Búlgaro para mais para me ajudar. E os outros desaparecem. Estou eu lá indo sozinha quando aparece Paulkyi.

Ele me vê perdida e pergunta o que busco. Eu digo que não é nada e ele me diz que pode me acompanhar. Eu explico que não quero dar trabalho.

Ele vem comigo e me dá uma aula de esculturas, de buddhas, de tudo. E eu conto da minha família e ele me conta da dele. E me convida para conhecê-los.


Conto da Leila e coloco a carta que escrevi para ela num Buda que vi por acidente . Ele se diz que posso por lá. Foi monge três vezes. Por esses lados enquanto lá viram do exército aqui eles viram monges.
Conta me que sua família é de 5 gerações aqui. E quando pergunto o que faz me diz que é pintor. Peço para ver e ele diz que sim, não é esforço dele. Sou eu que quero ver. 
Oferece de me mostrar até sua família e eu tenho necessidade de tomar café da manhã. São as 5 e não tinha comido.

Trocamos o contato e ele me mostra seu vilarejo e me pergunta se quer que ele me trague no hotel. Eu digo que não. Eu dou conta.
Me perco um montão mas com a chave do hotel todos me ajudam. Vejo todo o vilarejo. 
Na hora de me despedir pergunto ” como te agradeço?” E ele me diz eu que agradeço você tem um bom coração. Insisto mas ele nega a necessidade.

Ele estava de boné do Brasil e na hora de dizer adeus eu queria gritar para o Americano como é triste a visão do mundo que ele tem. 

Para ele a dona Maria sente minha falta pela comida não pelas palavras. Para ele esse homem queria me cobrar e eu até achava mais do que justo pagar. Mas não , na profundidade da humanidade á coisas que valem bem mais que uns reais. Ele me ensina a saber não cair.


São as palavras. É o respeito pelo o outro. É se reconhecer similar e não privilegiado por coisas materiais. 

Partindo de Yangon

Eu acordo quase 5am. A mala já está pronta. Posso tomar banho, pagar a conta. 7 mil kyat. Pelos dois almoços, jantar, garrafas de água, coca colas, e chás. Na conta considerando 1000Para o kyat da 7 dólares. Conta exagerada deve dar uns 5. Conto 1000 pq sei que é fácil e assim acho que gastei muito mais do que gastei 🙂

Hoje pego as 8 um ônibus para Bagan. Café da manhã as 6. Taxi até o ônibus as 7. E dizem que chego lá às 5 da tarde. Tento um hostel que também tenha net e que não seja muito extravagante. Não apenas por economia mas porque as pessoas são mais legais nesses e agora minha avó até sabe me ligar pelo face talk 🙂


Pronto hora de café. Todos limpando tudo muito cedo. E eu agora vou comer e é hora de partir de um lugar que já gosto.


Conto da viagem depois 🙂 de lá!

Na primeira manhã e eu já de Tamei :)

9:00 da manhã e eu já escrevendo pois já  ganhei carona ao mercado local. 

Esqueci minhas calcinhas em São Paulo então eles me ensinaram o mais perto que por final era o mais barato. Aberto as 7. Eu acordada às 6.

Tomei café da manhã com mangas maravilhosas. Ovo frito. Sucos. Café e eles me levaram e eu disse que voltava caminhando.

E consigo comprar calcinha mesmo pq estou sem e ninguém entende e eu mostro. As mulheres é claro se Matam de rir. É mercado aberto e eu nem sei achar nem perguntar de banheiro.

Então eu passo um tempão de conversas risadas e comprando os meus Long Ti e Tamei. E elas colocam por cima da minha calça indiana. E eu ando radiante. 
Colorida e cheia de novas roupas.
Minhas amigas do hotel acham linda e ficam impressionadas que achei tão baratas. Tiramos fotos. Aprendo palavras de Burmese. E sou convidada a não partir hoje. Ir amanhã durante o dia para ir vendo o caminho. Sábios conselhos 🙂


Elas me explicam tudo. Os outros turistas nem falam com elas. Elas são Burmeses e me explicam que há Ka Yin, Ka your, kachin, Chan, Mon, Shan e muitas outras. Escrevem no meu livrinho.
Já sei: Tchi Siá é vc é bonita.

EIndá pé má lé . Onde é o banheiro
Yê Bê Pá. Quero água. 

E a melhor 🙂
Ná mê lê Bu

( não entendo)

O dia está calor e é hora de eu voltar para essas maravilhosas ruas. Como riem e são felizes os Burmeses 🙂 como se impressionam que eu rio de tudo. E em pouca língua até mostro que tava no hospital, mostro fotos. E eles me dizem que sou linda. Respondo que sou feliz. É a tristeza que deixa alguém feio.

Querem conhecer o André 🙂 “Que casal lindo” não param de me dizer e pedir para eu mostrar fotos para todos. Eu já tinha esta noite de hoje paga e disse que ia e não precisavam me devolver dinheiro. Ainda assim me dizem “fique!”. Digo que é melhor para eles o quarto livre já pago e eles dizem que não e que querem que eu volte 🙂

Como eu gosto desse país 🙂

Tchê Zu Bê eu cheguei em Burma


Claro que no voo já falei com as pessoas por perto. Havia um senhor de Burma, um Indiano, um Japones e um Thai. E por coincidência o Tai, Sith, estava no mesmo hotel que eu.


Na embaixada mil formulários para preencher mas até fiquei Amiga to moço da imigração quando pedi para ele me ensinar como se dizia obrigada.
Varía de pessoa para pessoa. Ficou registrado a versão mais aceita “tchê zu bê”.

Do lado de fora me esperava o menino do hotel de sarongue e com uma plaquinha . Havia mais 4 pessoas para virem comigo. O sarongue já aprendi com ele se chama Lang ti de homem e Tamei o das mulheres.


Assim conheci melhor Sith, o Tailandês que está no meu hotel. Os outros dois eram australianos e inglês. Falei pouco com eles. Um transito enorme e eu que falava com o nosso receptor. Contou que é proibido para locais de andarem de bikes. Vimos algumas. E eu imaginei que era para estimular a compra de tantos carros. E era na verdade bicicleta podia e motos não em Yangon pelo tanto de acidente que havia.

Sith me convidou para ir com ele a famosa Pagoda Swedagon. E que presente, e que maneira para chegar em Yangon numa Pagoda e do lado de um budista da regias.


Ela é uma obra de arte e leva horas para passear nela toda. São tantas escadas, e partes que não dá para explicar. São tantos os detalhes e Sith me mostra que tem um “corner” de cada dia e que era para eu achar aquela do dia do meu aniversário. Eu não sabia e descobri que nasci numa quinta-feira.

Explicou que tinha que colocar água nas vazilhinhas e regar o Buda, a figura que está por trás e o animal embaixo. Eu faço o ritual e ele me fotógrafa e eu faço para ele. Depois faço para minha avó e o André os dois nasceram numa sexta 🙂 


A Pagoda é enorme e eu não paro de pensar que o André a Maria Tereza gostariam ainda mais. Também ficariam inundados de informações mas ficariam impressionados porque é incrível e eles vêm os detalhes.


Não tem como ver tudo. E tem outras do lado e vendinhas de flor, esculturas, terço budistas e tudo mAis. Tem lago e crianças jogando pipoca para peixes e tartaruga e o meu micro ” tchê zu bê” me faz criancinhas sorrirem para mim.
Todo mundo ri aqui do meu lado. Todos esses daqui que eu nem sei se são Burmeses ou de outra tribo. Falam sua língua e riem e eu quero chorar de alegria. A internet não parece ser boa mas vou tentar postar 🙂  


Tudo que eu tenho a dizer ao mundo é ” Tchê Zu Bê”