Dr Miau, é Mita falando do Barco.

Bom dia Dr Miau , e gostei tanto de de meditar, de com ontem e vim até para perguntar se posso vir e poder meditar junto, ou se te atrapalho ?

“ Bom dia Mita , nossa me da uma gratidão profunda , é um prazer de meditarmos juntos. “

Dr. Miau, naquele dia, enquanto eu meditava e já havia até esquecido meu próprio desconforto, o senhor me aconselhou a nomear meus pensamentos e a tomar consciência de suas semelhanças. Isso me levou inclusive a refletir sobre a palavra que o senhor usou: “gratidão”, e não “obrigado”. O senhor me encoraja a compreender como nos guia em nossa reflexão e permite que nossos pensamentos fluam livremente.

“Mita que bela conversa , me faz até lembrar do Barco que te contei ontem, de que no barco e quando guardei a água da chuva, porque imaginei um dia podia faltar. Um dia eu fui devolver aos animais preso do barco.Quando ficamos sem água ,e eu até pensava da Onça que eu morria de medo , mas senti melhor é eu não deixar ela com cede .”

Nossa Dr Miau , você quis até ficar perto da Onça?

“ Exato Mita, foi eu meditando acalmando o meu medo, minha fome, e presa no Barco , pensei que triste a Onça só fica longe , sem água e nem sabe meditar .”

Dr. Miau, acho que o senhor é famoso porque consegue fazer tantos animais meditarem, e eu diria até que o senhor sabe pensar nos outros.

Mita, você é muito generosa; na verdade, a meditação me fez meditar, me ajudou muito, e quando tantos animais demonstraram tanta generosidade, eu sempre quis compartilhar com todos, afinal todos nós aprendemos pela rota.

Dr. Miau: Sim. Com a paz da minha mente, ali você foi dar água para onça ? .

“Foi assim, ela pegou a água e me disse grata , explicou que
não diz obrigada”, ela me ensinou que vem de “obrigação”, é quando você fica preso, em dívida, amarrado a quem te ajudou. Mas “grata” vem de “gratidão” , é quando você reconhece o bem sem virar escravo dele, melhor ela disse sentou a com paixão ..”

Nossa Dr Miau , eu conheço tantos gatos , as vezes brigamos, mas somos amigos até do gambá , até dos seres humanos .

Dr. Miau: Bebeu. Mas antes, ela me olhou fundo nos olhos. Sabe o que ela disse e disse grata ?”

“Sim Mita:, ela disse Grata, e me explicou que não não “obrigada”?”

Como assim Dr. Miau ?

Foi o que eu perguntei a mesma pergunta que você disse . E ela me explicou. Ela “ Disse que
me ensinou que vem de “obrigação”, é quando você fica preso, em dívida, amarrado a quem te ajudou. Mas “grata” vem de “gratidão” , é quando você reconhece o bem sem virar escravo dele. A Onça disse que passou a vida toda presa no barco, com medo, com fome, e que nunca ninguém tinha dividido água com ela. Quando eu dividi, ela sentiu gratidão. Mas não queria ficar me devendo. Ela queria só… agradecer. Assim, viramos até amigos neste barco , mas tudo foi acontecendo . “

Nossa, Dr. Miau. Então a Onça te ensinou até aprender de todos.

“Ela me ensinou varias coisas , me fez entender vem de até de palavras que nos prende , abri a mente de nem sabe como o outro está sentindo . Talvez. Assim hoje me sinto grata que veio meditar e conversar , até dos nosso momentos difíceis . “

Dr Miau , muito grata de me fazer meditar e de me ensinar . Boa hora de nos meditar. E dessa próxima vez eu vou contar de um gato , que me contou até para aprender da palavra compaixão.

Bom dia Dr Miau , e gostei tanto de de meditar, de com ontem e vim até para perguntar se posso vir e poder meditar junto, ou se te atrapalho ?

“ Bom dia Mita , nossa me da uma gratidão profunda , é um prazer de meditarmos juntos. “

Dr. Miau, naquele dia, enquanto eu meditava e já havia até esquecido meu próprio desconforto, o senhor me aconselhou a nomear meus pensamentos e a tomar consciência de suas semelhanças. Isso me levou inclusive a refletir sobre a palavra que o senhor usou: “gratidão”, e não “obrigado”. O senhor me encoraja a compreender como nos guia em nossa reflexão e permite que nossos pensamentos fluam livremente.

“Mita que bela conversa , me faz até lembrar do Barco que te contei ontem, de que no barco e quando guardei a água da chuva, porque imaginei um dia podia faltar. Um dia eu fui devolver aos animais preso do barco.Quando ficamos sem água ,e eu até pensava da Onça que eu morria de medo , mas senti melhor é eu não deixar ela com cede .”

Nossa Dr Miau , você quis até ficar perto da Onça?

“ Exato Mita, foi eu meditando acalmando o meu medo, minha fome, e presa no Barco , pensei que triste a Onça só fica longe , sem água e nem sabe meditar .”

Dr. Miau, acho que o senhor é famoso porque consegue fazer tantos animais meditarem, e eu diria até que o senhor sabe pensar nos outros.

Mita, você é muito generosa; na verdade, a meditação me fez meditar, me ajudou muito, e quando tantos animais demonstraram tanta generosidade, eu sempre quis compartilhar com todos, afinal todos nós aprendemos pela rota.

Dr. Miau: Sim. Com a paz da minha mente, ali você foi dar água para onça ? .

“Foi assim, ela pegou a água e me disse grata , explicou que
não diz obrigada”, ela me ensinou que vem de “obrigação”, é quando você fica preso, em dívida, amarrado a quem te ajudou. Mas “grata” vem de “gratidão” , é quando você reconhece o bem sem virar escravo dele, melhor ela disse sentou a com paixão ..”

Nossa Dr Miau , eu conheço tantos gatos , as vezes brigamos, mas somos amigos até do gambá , até dos seres humanos .

Dr. Miau: Bebeu. Mas antes, ela me olhou fundo nos olhos. Sabe o que ela disse e disse grata ?”

“Sim Mita:, ela disse Grata, e me explicou que não não “obrigada”?”

Como assim Dr. Miau ?

Foi o que eu perguntei a mesma pergunta que você disse . E ela me explicou. Ela “ Disse que
me ensinou que vem de “obrigação”, é quando você fica preso, em dívida, amarrado a quem te ajudou. Mas “grata” vem de “gratidão” , é quando você reconhece o bem sem virar escravo dele. A Onça disse que passou a vida toda presa no barco, com medo, com fome, e que nunca ninguém tinha dividido água com ela. Quando eu dividi, ela sentiu gratidão. Mas não queria ficar me devendo. Ela queria só… agradecer. Assim, viramos até amigos neste barco , mas tudo foi acontecendo . “

Nossa, Dr. Miau. Então a Onça te ensinou até aprender de todos.

“Ela me ensinou varias coisas , me fez entender vem de até de palavras que nos prende , abri a mente de nem sabe como o outro está sentindo . Talvez. Assim hoje me sinto grata que veio meditar e conversar , até dos nosso momentos difíceis . “

Dr Miau , muito grata de me fazer meditar e de me ensinar . Boa hora de nos meditar. E dessa próxima vez eu vou contar de um gato , que me contou até para aprender da palavra compaixão.

Dr Miau , com Mitaka, Mita. Cap 1

— Dr. Miau, será que eu posso marcar uma consulta com você? Confesso que estou tão angustiada… ou melhor, nem sei explicar. Mas descobri que existe o Dr. Miau, um animal que ajuda a mente de tantos gatos.

— Claro, é um prazer receber sua visita. Como você se chama?

— Me chamo Mitaka, mas pode me chamar de Mita. Sabe, tenho um sentimento tão vazio… ou melhor, duro. Nem sei dizer se estou mal, nem se estou doente. É mais um peso de estar onde estou.

— Eu entendo esse sentimento, ainda mais com esse seu nome que é extremamente belo. Você sabe a base do seu nome?

— Não. Quando cheguei e encontrei uma casa tão linda, perto da natureza, onde podia me esconder de tudo… mas me viram e me chamaram de Mitaka, que às vezes virou Mita. Senti aquilo dentro de mim.

— Que belo é o seu nome. Ele significa impermanência. A tradução mais direta é ‘impermanência’ ou ‘não-eternidade’.

— Nossa, Dr. Miau! Por isso você é tão famoso. Eu passo pelo mundo e sempre me contaram do senhor, quase como alguém que consegue enxergar o interior do outro.

— Mita, você consegue perceber como o enxergar o outro no momento do outro funciona como um espelho do que o outro também passou? Na nossa impermanência, a beleza está justamente em entender que esse fluxo de sentimentos não precisa ser fortalecido ou alimentado na nossa mente. Mas qual é, de fato, esse sentimento que você sente?

— Não sei… Talvez eu tenha uma dúvida sobre essa minha existência, ou sobre o motivo de estar vivendo neste lugar e não no outro de que gostava.

— Mas será que, se eu voltasse para morar lá, não seria o mesmo sentimento? Sabe, Mita, eu também morei em tantas casas, ruas, países, buscando ajudar os meus pacientes, e sempre me identifico. Talvez eu saiba que sinto saudade de voltar ao último lugar que busquei, que já não era como antes. Quase como se nem fosse valorizar. Por isso o seu nome é tão belo.

— Nossa, Dr. Miau, faz todo o sentido. Bem quando eu estava me sentindo super bem, inventam de me levar para outra casa, outro país… e quando voltei lá, senti que não era mais como antes. Aí senti saudade de onde estava e queria sair de novo e voltar para aquela outra casa.

— Sim, Mita. O termo também é definido como ‘momentaneidade’, indicando que tudo muda de momento a momento, num fluxo contínuo de transformação. É um dos ‘quatro selos’ do budismo (‘todos os fenômenos condicionados são impermanentes’) e um tema fundamental para a reflexão espiritual.

— Que interessante, Dr. Miau! Sabe, eu era de ficar em casa, e de repente tinha que sair e ficar um tempo numa outra casa. Aí, quando estou bem, já me seguram, me metem numa caixa e me colocam num carro preso. Me deixavam numa outra casa e me dava uma enorme insatisfação, embora me deram comida boa. Aí, quando estou bem, me adaptavam. Mas logo quando estou bem de novo, me carregam outra vez, bem quando estou nessa nova casa. Passam dias e já me carregam para voltar à casa de que gosto. Me dá um ódio! Me sinto presa e me carregam para voltar à casa onde morava… mas quando chego lá, nada é igual, não gosto como antes e nem ganho mais as comidas de que gostava. Ai, que raiva!

— O que sinto é profundo, me faz lembrar o mar que vai e vem. E eu gostava de ficar parada, indo e voltando. Mas hoje me sinto pensando: por que estou aqui? Quase como se aquele mar que vinha com o Sol… aquilo não tem nada das coisas materiais, não existe. Até se meu nome é impermanente, eu sempre ia e voltava.

— Eu entendo, Mita. A natureza é a coisa mais bela que vejo, e essa impermanência também às vezes vai e volta, até como um rio. Eu entendo esse sentimento. Acho que é a melhor maneira de meditar e observar o nosso vazio.

— Verdade, Dr. Miau. Me fez lembrar quando estava escutando que na meditação eu não sigo os pensamentos. É isso?

— Exato, Mita. Quando você inspira, respira, segura e solta… e vêm os pensamentos.

— Exato, Dr. Miau. Mas o que eu faço para parar esse pensamento?

— Ótima pergunta, Mita. No começo, estamos focando na respiração e não vemos o pensamento. Mas quando você se dá conta de que ele está lá, aí você tenta parar. Tento fazer uma separação entre a mente e a consciência.

— Dr. Miau, sendo honesta… é muito fácil falar isso. Mas como você faz?

— Você está certa, Mita. É difícil e fácil ao mesmo tempo.

— Mas o que você consegue achar fácil?

— Ah, Mita… acho que começou quando eu fiquei preso num barco. Me tiraram da Austrália e me tiraram da natureza, e eu nem tinha o que fazer. Quase preso no barco e na minha mente. No começo quis até pular do barco, mas nem disso eu podia fazer. Ali me lembrei das aulas que escutei de um Bicho-Preguiça.

— Nossa, Dr. Miau! Tinha outros animais no barco?

— Sim, mas ele veio da África e me fez aprender a ficar parado. Talvez, quando ele se sente ameaçado, ele prefere não batalhar contra si mesmo. Aquilo me ensinou a tentar não batalhar dentro de mim.

— Pode me ensinar de uma maneira que eu consiga?

— Claro. Vamos começar só observar a respiração, sem esperar nada. O comum é vir um pensamento e a gente não seguir. Se quiser, crie um nome para ele; isso ajuda a identificar o pensamento para que ele não nos domine. Se vier o tédio, aceita. Se vier a preocupação, aceita. Só tente se identificar . 

Dr. Miau com Epicteto

Dr. Miau, e

Eu fiquei sabendo que o senhor atende os pacientes felinos.

“Claro, é muito bem-vindo aqui. De onde você vem originalmente?”

Eu vim do aeroporto, e já até senti que há uns gatos tão diferentes por aqui. Estou numa casa ao lado, de onde escuto tantas contradições. Umas pessoas veem o branco, outras veem o preto. Um vê um velho, o outro vê um jovem. Quase todos os dias vejo essas contradições. Quase no silêncio, vejo que até me calo. Às vezes canto “miau, miau, miau”, aí me contaram que existe o Dr. Miau.

” Como você se chama? Mas sabe por que fica tão preocupado com o que o outro diz?”

Meu nome é Epicteto, mas por que você se importa com o nome que me deram?

“Ah, Epicteto, era para saber como posso dar um nome a esse meu novo paciente. O seu nome é tão lindo. E você já aprendeu?”

Nossa, Dr. Miau, é para você questionar a minha ignorância?

” Ah, qual… O seu nome era para te ajudar a abandonar essa preocupação com o que o outro pensa. Era para abandonar como uma mandala tibetana que os monges fazem e, quando está pronta, a desfazem. Tinha pensado em dizer isso, mas quando você disse o seu nome, me fez lembrar ainda mais do que ele representa.”

Mas Dr. Miau, eu de fato sou ignorante, e fico muito revoltado com as minhas contrações. Isso me faz querer fugir de onde estou. E, ainda pior, não sei por que achou meu nome bonito. Não fale mais da mandala, é só uma lenda sobre o meu nome.

“Ah, Epicteto, eu adoro nossa conversa, porque seu nome me faz lembrar da paciente Tara. Ela e eu sentimos as mesmas relações entre a vacuidade, a mandala e Epicteto, como quando queremos libertar a mente do que estamos presos. “

Mas como Dr Miau ?

“Isso me fez lembrar da vacuidade. Assim como a escola Madhyamaka propõe que os fenômenos são “vazios” de uma essência fixa ou independente, as nossas crises, identidades e até a revolta com a própria ignorância não têm consistência sólida.
Quando percebemos que o “eu” e os julgamentos alheios carecem de substância própria, o sofrimento perde o seu alicerce.”

Sou eu mesma que faço ?

“Veja só como essas três sabedorias se abraçam positivamente, Epicteto: a mandala te ensina a arte sagrada de construir e desconstruir — você se dedica por inteiro ao desenho, mas sem apego ao resultado, pois sabe que ele será dissolvido. A vacuidade (Madhyamaka) te mostra que as tais “contradições” que você escuta do lado não passam de nuvens no céu: têm forma passageira, mas nenhuma substância que possa te ferir de verdade. E o seu nome, Epicteto, te lembra que, no meio dessa dança de formas vazias, há um centro que nunca é arrastado: a sua escolha interior, o seu julgamento sobre cada impressão. Juntas, elas não formam uma fuga, mas uma dança perfeita: a mandala é a prática, a vacuidade é a visão profunda e Epicteto é a ação livre no dia a dia. Com as três, você não precisa mais fugir das contradições; você as observa do centro sereno, e até o seu “miau, miau, miau” vira um mantra de liberdade.”

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