Aprender dos Ciganos. Respeito da Terra

Hoje tive um dia de muitos ensinamentos. Acordei às 5 da manhã e quando fui ver o Sol eu vi como a praia estava cheia de lixo e algas. Vi um senhor tirando o lixo. Havia copos de cerveja, máscaras de covid, coisas de crianças e tantos de lixos que nem sei os nomes.

Resolvi ajudar o senhor que ajudava. Eu que sempre sou das que falo tanto e descobri que era das pessoas que são de aqui. Ele era Gilmar e é caiçara. Eu perguntava de tudo e o vi às 5 da manhã. Perguntei das coisas locais verdadeiramente. Aliás a família era de Indígenas, mas ele era caiçara

Aprendi onde deveria ir para ver as coisas que tem as coisas daqui. Ele partiu de bicicleta às 7 da manhã. Fomos juntando o lixo e eu disse que podia partir. Nem sei que hora tinha chegado mas o conhecia às 5 da manhã.

Às 7, oRafael que é irmão do André veio ajudar. Fomos tirando ainda mais. Fomos juntando tudo. As coisas foram ficando altas e mais juntas e mais longe do mar. Ele iria até lavar para poder ser mais reciclado. Uma senhora vinha para pegar para levar e vender. Fizemos 3 sacos grandes de lixo.

Do nada apareceu um outro homem que parecia ser cigano e ele iria abrindo as nossas montanhas de lixo na frente de casa. Eu fui humildemente dizer que tinha conhecido o Gilmar. E que estávamos limpando o lixo. Ele o conhecia e me disse que ele sempre vinha limpar.

Eu perguntei porque ele estava fazendo todos soltos e eu tinha deixado todos juntos. Ele me deu muito valor porque contei que queria limpar. Ele ponderou e me disse: “ Sabe, melhor é você deixar eles ficarem mais soltos e alem de vir mais lixo, fica mais fácil do mar pegar de volta.“ Fiquei tocada e vi exatamente isso.

De repente quando estava fazendo isso veio uma senhora e ela me perguntou porque eu fazia isso. Eu contei tudo isso. Ela ficou muito feliz. Ela me contou que ela trabalhava na defesa do bem do meio do ambiente. Ela se chamava Adriana.

Nem sei quantas pessoas ficaram, se inspiraram e foram jogando no meu ultimo saco de lixo.

Das 5 da manha até as 9 eu fiquei nessa. Ficamos na limpeza da praia. Eu admiro as coisas que aprendo dos caiçaras.

Agora ja posso pegar nos lugares onde ficam as coisas realmente locais. Me da uma felicidade total. Em vez de ver e tirar fotos do triste de ver quem faz o errado, fiz ser e acontecer dos que respeitam a terra, ou melhor a natureza. Nem sei dizer que valor este é. Não adianta o que polui, nem de ser critico. É de ser do grupo que humildemente tenta ser dos que ajudam a deixar todos se inspirarem. Foi assim que aprendi hoje.

Com amor, Ju

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