Estou em Abu Dhabi

Sempre que chego num aeroporto eu me sinto em casa. E quando eu chego no céu eu sempre rio lembrando que passando as nuvens o céu sempre é bonito. Vejo as estrelas.

Sei que não posso postar agora e em poucos minutos, eu sendo eu, já tenho um milhão de coisas para contar.

Pessoas que falam árabe na fila e ao meu lado um senhor Japones e falamos de budismo.

Eu conto que vou para Burma. Myanmar ele me pergunta? E eu digo que sim. 

O nome oficial desde de 2011 diz o Lonely Planet é Republic Of the Union Of Myanmar. Em 1989 a Junta militar derrubou o nome Burma, ou Birmânia em português, comum desde o meio do século 19. A ONU reconhece o nome porque a população de Burmenases não são 100% da população.

Do outro lado tem uns 135 grupos étnicos dentro de Burma sendo que muitos deles se opõem à Junta e continuam chamando o país de Burma, ou Birmânia. E eu sou uma delas, pelo menos antes de ter ido lá.

Quantas pessoas me perguntaram porque queria tanto ir lá. E eu nem sabia mais o porque das outras vezes. Sei que dessa vez eu sento no avião e quero chorar de emoção quando leio das suas antigas tradições, e tenho um frio da barriga quando leio de Bagan.
É o conselho número 1. Subir, o templo mais calmo para ver as nuvens pairando sobre 4000 templos budistas. Penso que pode chover e rio. Penso que posso ficar cansada e rio mais. Talvez nenhuma outra vez eu quisesse tanto ir a Bagan. Talvez fosse um conselho de outra vida. Talvez de um neurônio perdido. Seja como for dessa vez ele chegava me emocionando.


Senhor Yoshihar, o senhor Japones ao meu lado, me conta da sua tradição Soka Gakka. Conta me do Buda Nichiren. Peço a ele que me ensine o mantra.

Nam Myoho Rengue Kyo

Peço que escreva para mim no meu livrinho. E ele o faz. Eu já tinha ouvido esse mantra antes. Fico tocada mesmo eu sendo da linhagem Tibetana Kagiupa. Respeito todas. Ainda mais um senhor Japones que me explica tanto no português que consegue falar.

Pego meu telefone para escrever enquanto ele dorme. Estou inundada de gratidão. 
Minha avó, Netinha e seu Julio nos levou ao aeroporto. Eu estou em casa, no caminho e em direção do leste. Logo logo eu estou no Oriente Médio. 

Acordei e agora eu estou em cima de Karthoum. Dormi muitas horas e quando fui fazer xixi fiquei lá com as aeromoças. Daiene Paixão que é carioca e uma Indiana que para nossa surpresa se chama Martina Bonita Pereira 🙂 

Aprendi dos seus voos depois de dois voos longos tem dois dias de descanso. Das suas viagens. Gostam de trabalhar na Etihad. Daiene me conta que em Abu Dhabi tem a segunda maior Mesquita do mundo. Ela gosta mais de lá do que de Dubai. 

Fico horas lá. Tomo agua, café, e faço novas amigas. Dou meu contato, facebook, meu blog e conto que faz duas semanas que estava no hospital. 

Elas me contam que no aeroporto tem net então eu já vou poder publicar e eu continuo me sentido bem e muito feliz. O céu está tão azul e as nuvens estão lá embaixo. 
Meus novos amigos Japones, Indiana, Carioca, e Portuguesa. Ganhei mantras, e uma carteirinha de ganhar milhas 🙂 chegamos em Abu Dhabi.

Abraço e tiramos  fotos. Trocamos contatos. Entro no aeroporto e pronto em poucos minutos já é hora de entrar no outro avião. E então chegarei na manhã do 31 em Bangkok. 

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