No Tempo Do Vento…

Deixo o piano de lado, sento à mesa, antiquíssima e não sei direito o que escrever. Olho para a mesa e não sei quão antiga é, está marcada por copos e rabiscos..  quantas pessoas e quantos sentimentos se marcaram aqui em quanto devaneios? Eu paro e penso em Neruda, ou melhor penso no filme ” o carteiro e o poeta”.  Queria eu lembrar mais poesias… Queria eu estar a beira do mar num pequeno vilarejo a escrever. Nao assim só… num mundo interno… preferivelmente, queria estar com o Edu escrevendo ao lado.  Hoje em dia raramente me vem a mente o nome de um poeta ou um livro que eu conhecia bem. Penso vagamente nos autores arabes e iranianos que tinham sempre na frente de um capitulo um verso, algo de Rumi… e nesse livros  sempre eram populados uma personagem alem do bem e do mal.

Eu tenho essa personagem assim na minha vida. A Cre, minha babá desde infancia que tem mais de 70 anos e que voltou para cuidar de mim agora quando tudo ficou misturado. Cre  que responde tudo com “é”.  Ou seja, nuncca se sabe se ela de fato está sempre em cima do mundo, ou fora dele, mas sem duvida teve uma vida que só puxou seu pé debaixo dos panos  o tempo inteiro.. por isso nao sei escolher se ela simplesmente não entende. Mas tenho por mim que ela sabe de tudo.. e decide em silencio o tanto que escolhe viajar o mundo assim em silêncio.. com muito eh. Ou contando casos meios estranhos. Cre me leva pelo tempo a lados opostos, sendo eu mais sua cuidadora que de mim.

Fui fazer yoga de novo!  E hoje a yoga foi tão direcionada a meditacao. Eu tentei explicar ao Cezar, professor de Yoga, sobre Vipassana http://www.dhamma.org/pt/ mas na hora nem se quer consegui me lembrar os nomes do site… Mas me lembrei o nome do Goenka yogi que começou essas escola. Goenka que vem de Burma. Burma lugar que tanto quis ir.

Vipassana é muito parecida com a tecnica de  meditacao mindfulness, meditacao que não requer nenhuma fé, apenas a habilidade  de sentar e observar a propria mente sem julgar-se. Mas devo dizer que apesar de nao pedir fé  requer a forca de vontade de ir a um retiro de vipassana que dura 11 dias, com 10 dias em silencio. Eu já fiz esses retiros assim algumas vezes…. e é sempre distinto e mas eu recomendo a todos..Hoje em dia o bem promovido por meditacao tem sido muito estudada nas grandes universidades dentro de departamaentos de medicina. No NHS da Inglaterra já foi até introduzida.

Mas como eu dizia fui a yoga, e logo em seguida enquanto eu falava sobre a meditacao tao usada na aula. E enquanto eu explicava chegou o professor de capoeira. Perguntei entaose eu podia entrar ba aula sem saber nada… Ele disse que sim e pelos proximos minutos eu fui tentar aprender a gingar. Fiquei exausta e aprendi male-mai mal mas me diverti  muito.

Hoje eu acordei com pressa para o ano que vem e saudade do ano passado.. Sinto me presa num tempo lentissimo. Eu que já tanto meditei nao sei ficar parada assim…nao agora. não internalizei o tempo presente:  que é o único que existe.  Enquanto o relógio ainda mais antigo que a minha mesa dáva as badaladas, eu soube que  era quase a hora do almoço. Relógio, esse que tem que ser lembrado de sua função todas a semanas. Todas as semanas alguém deve ir la dar as suas cordas.

O relógio é quase como o Aquiles que me lembra todas as semanas que o processo é esse lento eh ,ele que me faz a perguntas certas. Ele que percebe a força da minha conexao conexão com minha avó, o quanto a minha saúde se abala com a sua saúde.

Aquiles que me faz as perguntas certas. O que é que eu devo fazer para trabalhar? Eu desejo estar melhor para trabalhar, ainda que eu nao saiba fazer nada… Os únicos  trabalhos que me fez fizeram feliz foram trabalhar  na recepcao da Mut Mee para ganhar quase nada. E quando trabalhei com o Mustapha num job de escola. O trabalho com os dois eram faceis e mal remunerados. No entando, eu aprendia sobre a vida, eu escrevia e tinha e encontrava humanos exceptonais. Fazia me prazer estar com eles.

Entao sento aqui escrevendo quase nada, mas sentindo que aos poucos estou me recuperando, gostaria de poder só escrever… mas ultimamente até isso é tão difícil… entao vou visitando medicos, exames, e muitos amigos visitando, enquanto as badaladas vão batendo nesse bairro antigo de Sao Paulo. Hoje em dia populado por muitos Judeus que vieram muito deles na segunda Guerra. Soube esses meses que muito tambem vieram tambem para a Amazonia. Meu novo vizinho  é Libanes, e no verdadeiro estilo Arabe até me convidou parar ver a sua casa e no final ainda me prometeu zaatar.

O tempo voa lentíssimo enquanto eu e a minha avó nos recuperamos, mas ela ja tem direito de beber cerveja, vinho, cognac etc…. e eu nao 🙂 tudo bem nunca nem ligar de beber.. O antigo Bairro vai se transformando e numa volta ou outra tudo volta a sua velocidade e quem sabe nesse dia vou até jogar capoeira… mas agora eu devo voltar a sala para celebrar o aniversario da minha mae.

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