Escrever e questionar.

Minha prima Fe me disse que eu deveria voltar a escrever. Aquilo me fez procurar o meu blog “descolonizando a mente” e ver o que eu escrevia antes dos meus comas.


Aquilo me impressionou quando eu vi o que eu tinha escrito quando eu fui à Palestina. Da mente nada desaparece, tendo escrito e me me fez lembrar claramente de cada lugar onde eu fui, das pessoas. Tendo escrito me fez procurar as fotos que fiz. Ou seja eu escrevendo eu sabia que podia encontrar.


Mas escrever representa de nós mesmos, muito mais do que eu imaginava. Além do enorme valor do que as pessoas me ensinaram, me fez lembrar de um amigo no seu doutorado que fazia a sua pesquisa no meio da África. Ele era de Israel e estava numa outra area de minha e na LSE.

Em Israel, um homem e a mulher são obrigados de fazer o exército. Como esse meu amigo tinha negado foi preso por três anos. Um em Israel e dois na Palestina. Foi na prisão que ele aprendeu a falar em árabe.

Hoje percebo que a educação é fundamental. Percebo que como eu aprendi pequena português francês espanhol e inglês. Quando eu bloqueio uma palavra em português me vem em outra. Penso como muito disso me ajuda a mente.

Mas porque eu digo isso? Quando eu perguntei ao meu amigo por que não faz sobre a Palestina e Israel? ele parou e disse e porque você não faz sobre o Brasil?


Faz anos que isso aconteceu mas agora eu entendo melhor. Ontem uma pessoa que eu conheci me perguntou como estava o tempo em Ubatuba e que queria vir aqui e fazer uma visita.


Quando eu disse que não era o momento de viajar e ter contato com as pessoas, essa senhora me disse que essa história de COVID é uma briga política.

Eu já tinha recebido as pessoas e não levava a sério o covid.  Mas quando uma  grande amiga e da infância me contou que estava doente. Ela e toda sua família. Isso me fez acordar. Aqui em Ubatuba desde que vi, ha mais de um ano quase ninguém leva a sério o do covid. Os meus pais em Sao Paulo levam muito mais serio e ficavam impressionados de eu contar daqui.

Aqui veio o meu conflito interno. É fácil eu estar parado aqui na natureza. Mas como eu poderia explicar para uma pessoa que não está na natureza?

Assim me veio à mente o meu amigo de Israel que não fiz sobre seu problema do seu pais. Eu entendo como sempre é mais fácil lidar com o problema de longe. E o mais duro é de encontrar, de como eu poderia dizer.


Ela me disse que era um problema no Brasil. Então eu contei dos meus amigos de Palestina da Europa os Estados Unidos na Tailândia etc que queriam saber de mim e sabiam do caos aqui. E de tantos lugares que perguntaram se eu estava bem. Contei de como as pessoas estão fechadas, com havia regras que não era político era a ciência.


Talvez do meu lado egoísta eu não levava tão a sério até a minha amiga da infância e sua família inteira no hospital.


Aqui me meu pai me diz de de comprar uma televisão e voltar a estudar do caos.

E começar levar muito a sério. Mas como ter voltado para o jornal. Portanto expliquei que eu não viria ninguém. Disse a ela não é que eu queira que eu faço por ter medo de morrer, eu não quero causar para o outro.

Assim eu escrevo como era antes, eu escrevia pensando nos outros não só em mim. Percebo escrever fundamental se eu não tivesse escrito no passado não conseguia lembrar.

As reflexões vem depois de ler o que eu tinha escrito antes. Sou grata a Fernanda porque antes eu não teria pensado do ponto fundamental do que eu escrevi.


Quando somos pequenos temos que aprender a ler, escrever e ter reflexões. Ela é fundamental para a mente, todos nós temos que ponderar o que está acontecendo. Assim como eu escrevo porque neste governo está diminuindo o dinheiro para escola pública e universidade. Isto são de alto valor.


O valor de não saber. Porque alguém quer que a ciência seja desvalorizado a educação é desvalorizado não aceita o que eu disse o que se passa pelo mundo.

Eu escrevo o que me faz lembrar do valor da ciência e da educação. Veja quem não te obriga aceitar uma verdade se você não questionar, isso não é a ciência isso não é liberdade e isso não se importa com com você e nem comigo.

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