Pensamentos da festa da arte

Fizemos a melhor festa na casa da minha avó…

A comida foi maravilhosa e foi feita de uma maneira de pensar em outros seres que devem até ter pensamentos dentro de si…

Foi maravilhoso pensar na arte, fazer encontros de tantas pessoas que estão vendo ao vivo o que esta acontecendo no mundo…

Tivemos a sorte de ouvir canções da Amazônia e aprender o que acontece por lá, com pessoas que não pensam no ganho imediato de dinheiro, pensam na informação que nos dão em respeito a nossa terra…

Qdo encontramos as pessoas que fazem o que amam, e que pensam nos outros, ficamos em silêncio e nos permitimos uma pausa…

tenho a sorte de ter amigos que admiram a arte e que sabem que as coisas materiais não significam nada…

Todos nós vamos morrer e sei que quem consegue parar e aceitar, acorda, encontra a si mesmo…

Dizia meu grande amigo do Tibet, Lama Lobsang “nosso inimigo é nosso melhor amigo (nós mesmos)”

Sei que muitas pessoas preferem se deslocar por filmes, livros, novelas, televisões, numa fuga de estarem presentes.

Sei tbm que para nos manter dentro de um sistema são criados nomes de doenças, personalidades e claro uma medicina, para nos manter perto deste sistema…

Cada um escolhe o seu estilo de vida mas tenho ouvido e encontrado aqui e pelo mundo pessoas que acordaram e mesmo tendo a possibilidade de ficar no sistema, perceberam e resolveram sair… e estão muito felizes!

Fiquei sabendo de um médico que ficou doente e não contou a ninguém, resolveu sair e ficar numa fazendinha escrevendo, que sabia que iria morrer e o que queria que fosse feito depois da sua morte

Ouvi eu mesma de uma amiga da minha avó, de 90 anos, me contando que ela não quer morrer num hospital, sabia que lá sobreviveria enquanto o plano ou o dinheiro durassem..

Contou que é duro para as filhas ouvirem isso e falou dos problemas jurídicos que isso daria, tudo teria que ser declarado e registrado.

Eu sei tanto dessas coisas,

pq um dia me contou minha médica, que eu adoro, que do que eu tenho ngm sabe, epilepsia é um sintoma.

Combinei com minha medica que se eu ficar em coma deixa a natureza…

Posso imaginar que devem pensar que eu estou deprimida, que preciso de psicólogo, psiquiatra… na verdade eu estou feliz e amando a vida…

Amando a vida e lembrando de todas as pessoas que significam muito de como eu sempre fui e volto a ser…

Me fez lembrar que fui num enterro na Tailandia a um 6 anos… fui convidada, e fui pensando q seria tristíssimo, cheguei lá e tinha crianças dando risadas no chão e brincando e me convidaram para ver a pessoa morta, fiquei supresa mas o corpo estava la, numa cama onde todos iam tocar para dizer adeus… ninguém chorava, ninguém sofria, pensavam na reencarnação…assim vem do budismo

Não que o momento não seja duro, as pessoas vão por serem amigos, sem escândalos, mas com amizades profundas…

Se tiver muitos amigos fica até 4 dias aquele corpo na caminha.

Eu conheci Dalai Lama, muitos anos atras, eu e Haiko agnósticos conhecemos a Denise que é budista

Cheguei sem nem saber que ele daria um curso de graça na Índia… nunca vou me esquecer das suas primeiras palavras “Não vim para converter ninguém ao budismo… respeite de onde vc é, respeite como vc se sente, respeite todas as religiões”

Tenho aprendido quanto os evangélicos estavam tentando destruir as tradições pelo mundo e na nossa Amazônia, tambem aprendi esses dias de um jovem gay de uma família evangélica, falando que isso daí é um desastre.

Minha tia ensinou ao menino

“Nunca vamos conseguir mudar como somos, nossos pais… estuda! pois na universidade vocé consegue se libertar dos pensamentos negativos e aceitar quem vc é…”

Tenho amigos gays que têm que mentir para a família e outros abertos e sei do alto preconceito que se tem aos negros, gays, bi, indígenas, muçulmanos etc…

Não sei de nada disso pela televisão, sei que sou aberta e conto das minhas falhas, sou brava e tento melhorar na minha compaixão com os egoístas.

O que eu queria dizer neste meu post, é que o mais difícil é aceitar como nós somos, mas o melhor de tudo é admirar as nossas falhas e manter nosso contato com as pessoas que mais admiramos e que nunca tem nada a ver com o dinheiro…

De tudo que eu já perdi: de faculdade, mestrado, doutorado, percebo que o que ficou foi o de alto valor na minha vida.

Agradeço aos meus amigos que são tão próximos que sabem da realidade de como sempre fui e como sou grata aos meus amigos de infância, de faculdade, de viagens, o André e grata a minha avó que sempre respeitou as pessoas como elas são…

Quando eu era jovem fazia muito frio e minha avó viu uma senhora que mora na rua passando frio, pegou um casaco e foi dar de presente, a senhora da rua disse que era de alta classe e que era para manter o casaco para a família, minha avo disse “do que vc precisa? Faz frio…’”

a senhora pediu dinheiro e minha avó deu…

Eu disse: “Vó, essa pessoa vai comprar droga, vai beber!”

Nunca vou me esquecer do que minha avó disse:

“Qdo damos um presente, ele não é mais nosso, a pessoa faz o que ela quiser,não devemos controlar aquela pessoa, nem pense, aceite o que aquela pessoa resolver fazer…

Isso é liberdade! Isso é acordar! Isso é estar presente! Isso é empatia.

Isso é compaixão

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