Das Coisas Estranhas na Índia

Passamos uma semana em McLeod Ganj, vilarejo ao norte da Índia onde reside Sua Santidade Dalai Lama. Por total acaso, tivemos a sorte de chegar la para 5 dias de ensinamentos dele. Neste post no entanto, não vou escrever sobre isso, pois esse é uma tema que exige mais tempo. Quero escrever de um evento banal, e engraçado que aconteceu enquanto passeava pelos arredores de Dharamsala.

Enquanto viajei a Índia conheci muitas pessoas interessantes. Ainda quero muito falar delas. Em particular da Natalie, australiana que ha 14 anos viaja a Asia. Isso no entanto, também não e importante para esse post. O importante e que eu conheci em McLeod duas brasileiras logo no primeiro dia em que cheguei, Natasha e Julia, e que acabamos ficando amigas.

Numa certa noite, fui com Julia, ouvir uns dinamarqueses tocar violão. Fomos a um bar, e todos nos pegamos um instrumento de percussão para tocar ( alias esse é o problema dos instrumentos de percussão, qualquer pessoa acha que pode toca-los :). Quando o bar fechou, decidiu-se que iriamos a Bagshu, vilarejo vizinho, pois la os bares ficavam abertos até tarde( entenda-se alem das 10 da noite). Como Julia me garantiu que encontraríamos um Rikshaw mais tarde para voltar seguimos os músicos e fomos para o tal vilarejo vizinho. Chegamos em um bar repleto de Israelenses, alias a India é cheia deles, até fiquei na dúvida se haveria algum sobrando em Israel 🙂 Tocavam, dançavam, cantavam, oque alias impediu os Dinamarqueses de tocarem. Sentamos-nos portanto, numa mesa e ficamos um tempo la ouvindo aquela barulheira. Imaginem : tudo que eh tipo de tambor, misturado com didjeredoo, violoes e instrumento de toda a sorte tocando juntos sem nenhum critério ou regente. Como eu tinha que acordar cedo para ir a Siribadhi, e a música era um terror, quando era mais ou menos 1 da manha resolvemos partir.

Naturalmente a essa hora não havia nenhum rikshaw, como eu já deveria ter desconfiado! Nos tão-pouco tínhamos lanterna, e o breu era total! Por sorte encontramos um grupo de australianos e resolvemos andar com eles de volta a McLeod Ganj. Eles também não tinham lanterna, mas em 7 ficamos mais tranqüilos. Começamos a andar, e de repente começamos a ouvir latidos que vinham de todos os lados. Eu que não me vacinei contra raiva comecei a ficar tensa. E de repente vários cachorros ( uns 30) começaram a aparecer de tudo que era lado, e a vir em nossa direção. Eu meio com medo que nos atacassem, não sabia nem o que fazer, nem o que pensar. Fiquei parada. Para minha surpresa, no entanto, eles não fizeram nada, ou melhor, eles nos rodearam, e começaram as nos acompanhar. No começo nos não entendemos nada. O que aqueles cachorros estavam fazendo ali? Mas eles foram andando conosco o tempo todo. Uns iam para frente, olhavam, latiam, voltavam, sem nunca nos deixar sem um circulo completo a nossa volta. Andaram conosco por uns 20 minutos. Quando estávamos finalmente chegando a McLeod pararam. Então, um único cachorro seguiu conosco mais um pouco, mas assim que os cachorros de McLeod começaram a latir, ele parou. Pronto, já tinham nos escoltado de volta. É acho que os cachorros na India também reconhecem os gringos 🙂

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