Minha Oca

Estive no Clube Pinheiros neste sábado, em São Paulo, e nunca havia prestado atenção ao sentimento na minha alma. Quando ouvi duas senhoras falarem sobre a beleza do Eucalipto, prestei atenção. Ainda mais porque adoro árvores e comecei a admirá-las quando estava perto da natureza

Eu fui andando de volta e fiquei tocada de ver a árvore e senti, e toquei na árvore e comecei a ficar de novo entender porque será parei para observar as árvores. Ali que eu senti que voltei da do caminho da Espiritualidade.

Depois vi uma senhora e me perguntou se eu sabia como podia chamava um carrinho do clube. Eu disse que não sabia.

Eu tinha um plano de ir a um lugar do café no clube, dei uns dois passos olhei para as árvores e senti porque não iria ajudar aquela senhora. Descobri, sentei do lado dela e começamos de conversar.

Ela me contou que o clube o ajudou quando ela ficou viúva e nem sabia o que poderia fazer

Com 80 ficou viuva, e faz 10 anos que está no clube. Dança, nada e ganhou muitas amigas e ama ver a natureza.

Quando contei quando que amo morar em Ubatuba e que eu tinha morado em tantas áreas do mundo, mas nunca tinha morado do lado das árvores. Uma coisa que não é nacionalidade é de querer devolver a natureza e diminuir a minha poluição.

Eu já não entro em debater de noticias, mas eu e o André fazemos compostagem e começamos de ver como a vida nunca termina. Como quando o que comemos ela renasce.

Ela me contou que seu filho é médico e descobriu a felicidade quando comprou um sítio começou fazer compostagem, reciclagem, plantar e comer coisas naturais. Ela adorou ir conhecer mas não queria perder suas amigas.

Essa Senhora Juracy, me contou que seu pai era japones, e ela não toma remédio. E no mesmo dia fui visitar minha amiga Laura no Hospital Israelita Albert Einstein. Nossa veio ainda mais espiritualidade das nossas conversas.

Eu que digo o Hospital é meu hotel demos até risada das nossas perdas, doenças e nada negativo. Temos tanta conversas e contei da senhora Juracy.

Minha amiga Lau, é neurologista e sabe da consequências do meu cérebro, e é incrível estar bem. Mais profundo porque como disse Lau como amigos são fundamentais.

Fiquei tão tocada de ver a Lau, e de repente na nossa conversa veio me ligou a Sa. Quando estava no no hospital e foi ela que ligou.

Somos amigas desde a época que faríamos doutorado . Lau fazia de neurologia, a Sa fazia matemática, e eu Antropologia Cognitiva. E eu digo que até na minha ignorância das lesões do cérebro me fez ser ser mais humilde.

Peguei um Uber para sair , e eu que sou de falar o motorista contou que foi dignificado com cancer terminal, e quando já tinha ficado em paz, ninguém entende porque não morreu. . Assim como não realmente sabe o que tenho. Então até mandei a Lau

“Lau fiquei super grata de ter ti visto. Toda nossa espiritualidade, ter visto sua irmã (é Taís ?), a Luciana e até a distância falamos com a Sa 🙂 Todas que te amam e divide a todas. Muito grata, sabe até num hospital flutua a compaixão. Com amor Ju”

Aquele momento até pensamos que é espiritual, aquilo eu senti de árvores e de minhas amigas que me fazem deixar flutuar uma espiritualidade.

Então quando nos vimos entendi aquela senhora Juracy me fez encontrar numa conversa do lado de uma árvore.

Essa é a nossa Oca, são nossos amigos que não nos julgam, nem se importam com nossas perdas que oscilam , que aparecem ao longo dos anos, e ficavam perto das árvores . Meus amigos, são minha Oca.

Com amor, Ju

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